domingo, 27 de março de 2016

Ora, pílulas! [2]

Publiquei um post com uma historinha sobre corantes de remédios há alguns dias. Daí, minha amiga Manu imaginou o roteiro de como o corante teria ido parar no remédio. Só pode ter sido assim.


sexta-feira, 25 de março de 2016

Assim falou Tom Jobim

Sobre a música e a criatividade
"A música exige uma atenção especial por parte do ouvinte, que hoje não tem mais tempo. Ainda outro dia li no jornal que tudo que tem mais de cinco minutos de existência deve ser destruído. Quer dizer, toda obra que exige muito tempo, como um romance, por exemplo. Você vê, nós pensamos hoje em termos de leitura dinâmica, de informação, de passar a vista em quatro ou cinco jornais, três revistas e se libertar daquilo o mais rapidamente possível e, ao mesmo tempo, estar informado para estar por dentro, não é? Eu não creio que essas coisas levem à criatividade. O indivíduo que sofre de superinformação, de superalimentação, de supertrabalho, de superócio, ele está sempre dirigido, entende? E as pessoas são dirigidas muito facilmente, o que é lamentável descobrir, não é fato?"
Sobre a liberdade
" O ser humano está cada vez mais cerceado na sua liberdade individual, por qualquer radicalismo e por qualquer centrismo. De uma maneira geral, o que eu estou observando no mundo é que o indivíduo está cada vez mais pressionado, seja por uma ideologia, seja por uma indústria, o fato é que as liberdades individuais estão desaparecendo. Inclusive a liberdade de você ficar quieto, nem essa existe mais, nem o direito ao silêncio você tem."

Depoimento dado a Zuza Homem de Mello, em 27 de outubro de 1968. Correto, 1968, foi isso mesmo que você leu. O que diria ele hoje?
É por isso que sou cada vez mais fã desse cara...

terça-feira, 22 de março de 2016

Ora, pílulas!

Estava lendo a bula de um remédio e, no meio das posologias, contraindicações e outras informações de praxe, deparei-me com a seguinte frase:

"Este produto contém o corante amarelo de TARTRAZINA que pode causar reações de natureza alérgica, entre as quais asma brônquica, especialmente em pessoas alérgicas ao ácido acetilsalicílico."

Ora, pílulas! Reações alérgicas a algum produto que faz parte do princípio ativo do remédio é compreensível. Se o paciente é alérgico deve procurar outro remédio, paciência, mas adicionar um CORANTE que pode causar alergia me parece um despropósito.

segunda-feira, 21 de março de 2016

Bossa Nova

Sei lá, mas acho que se Bossa Nova houvesse surgido hoje ao invés de no final dos anos 50, provavelmente seria chamada de Samba Universitário...

domingo, 20 de março de 2016

Como diria o Golias, "é tudo tão estranho...!"

Como diria o Golias...

video


P.S. Esse vídeo é uma paródia de um meme do Travolta que já teve milhares de versões. Essa é a minha.

sexta-feira, 11 de março de 2016

Natureza-morta com Sempre-vivas


terça-feira, 8 de março de 2016

Conversa de menininhas

Conversa entre três menininhas (na verdade uma não abriu a boca) presenciada por mim em uma festa.


domingo, 6 de março de 2016

sábado, 5 de março de 2016

Revoada de urubucópteros

Ontem, sobre a casa do ex-presidente, uma revoada de urubucópteros.




Teve até uma dobradinha com avião...




sexta-feira, 4 de março de 2016

(sic)

Detesto interrupções quando leio. Barulhos, conversas, televisão etc. Há pessoas que conseguem se concentrar na leitura mesmo sob condições adversas. Eu não.

Mas há um outro tipo de interrupção, esta causada pelo autor do livro, que me irrita mais ainda.

Colado no caderno, em outra parte, um papel de carta traz escrito com tinta roxa: "Minha creança (sic) querida: [...] Amo-te apaixonadamente!". Segue-se uma espécie de diálogo, lá pela página 6 do diário: "Bem vez (sic) pois que o nosso amor é um paradoxo, um fenômeno incrível. Tu me amas! Tu, o boy-chic da moderna literatura [...]." (*)

A expressão sic, palavra que vem do latim e significa "assim", é muito utilizada em livros biográficos ou históricos, para indicar um erro em uma citação ou texto reproduzido no livro. Esse "erro" pode ser de ortografia ou concordância, ou mesmo para indicar que a palavra mudou sua grafia ao longo do tempo. Pelo menos essas são as formas mais comuns de utilização.

Três singelas letrinhas entre parênteses que interrompem a leitura (como acontece, aliás, com todas as observações feitas entre parênteses).

Se a história relatada no trecho reproduzido acima se passa nos anos 1920, é totalmente desnecessário indicar que a grafia da palavra indicada com sic era diferente quando foi proferida. O leitor sabe o contexto e a época em que se passa a história, e se estiver interessado na etimologia ou história da dita palavra que vá procurar no google ou em um dicionário.

Já a utilização desse recurso para correção de erros, além de inútil, é desrespeitosa para com o autor original.

Senão, vejamos. Se quem proferiu a frase era alguém de baixa cultura, assinalar seu erro é um deboche. Coisa muito feia. Se, por outro lado, era alguém de alta cultura, parece meio bobo o escritor no tempo presente apontar o erro, como quem diz, olha, achei um erro dele, não fui eu não quem errou!

Basta a frase estar entre aspas ou em itálico, que já sabemos que o texto foi reproduzido literalmente e os autores originais são responsáveis pelo seu conteúdo e forma. Não é preciso gastar o latim. Isso é quase tão inútil quanto esse post.


(*) O texto acima foi extraído da biografia e Oswald de Andrade, de Maria Augusta da Fonseca. Livro delicioso, por sinal, apesar da profusão de sics.

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