sábado, 31 de outubro de 2015

Cartas x emails

Para o bem ou para o mal, os emails substituiram as cartas convencionais e tiraram muitos empregos dos carteiros. Salvo encomendas, cartas de banco, contas e coisas do tipo (que ainda fazem um volume grande), conheço pouca gente que pega uma folha de papel para escrever para um amigo, corrige, passa a limpo, coloca num envelope, endereça, sela e leva até o correiro. Aliás, não conheço ninguém mais que faz isso Só a minha mãe faz isso. O email é muuuuuito mais prático.
No entanto, os emails têm algumas desvantagens.
Por exemplo, a maioria das pessoas não passa o email a limpo, e não me refiro somente a correções ortográficas, que isso os editores fazem automaticamente para nós, mas às ideias. Apertar o botão de “enviar” é muito fácil e quase não dá chance de arrependimento.
Outra, recebemos emails demais. Os spans de propaganda se multiplicaram exponencialmente, uma vez que mandar um email é de graça. Há empresas “sérias” que vendem listas de emails de seus cadastros para produtores de spans. Isso sem falar nos vírus.
E a pior, quando recebemos um email irritante a tendência é respondê-lo na hora. Um grande erro! Como me ensinou um amigo, é necessário esperar pelo menos 20 minutos para responder emails desse tipo. Isso dá tempo à adrenalina para voltar aos níveis normais e assim evitar que escrevamos coisas de que nos arrependeremos ou sem retorno.
Aliás, ainda no tema de correspondências irritantes, há coisas que só são possíveis fazer com uma carta à moda antiga.
Edison - 0614 - Vantagem da carta convencional sobre o email
Em tempo, apertar o “deletar” não dá nem de leve a mesma sensação de amassar e jogar a carta no lixo!
Em tempo [2], exatamente pela maior facilidade de mandar um email, mandar uma carta hoje tem muito mais valor para quem a recebe, pois demonstra que ela mereceu o trabalho de quem a mandou.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Arqueologia

Edison - 0613 - Hieróglifos

domingo, 25 de outubro de 2015

Os paulistas entenderão…

Edison - 0612 - CPF - Os paulistas entenderão

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Você tem cólica renal?

Ouvi essa pergunta do médico que me fazia o ultrassom do abdômem.

- Não, por que? O Sr. achou alguma coisa aí?

- … (silêncio preocupante)

Terminado o exame, fui pra casa encafifado. Pensando com mais calma depois e consultando alguns amigos hipocondríacos, cheguei à conclusão de que as pedras no meu rim poderiam ser a causa de algumas das diversas dores que eu carrego nas costas.

Hoje finalmente peguei o resultado do exame. Nada nos rins. Limpinhos. Nada nos demais órgãos também.

Por que diabos o sádico doutor me perguntou se eu tinha cólica renal?

sábado, 10 de outubro de 2015

Ficção científica

Por definição, um livro de ficção científica trata de assuntos ocorridos no futuro (!?!) Quanto mais distante o futuro, menor a probabilidade de verificar se o autor acertou ou não nas  suas “previsões” sobre como será a vida de nossos descendentes quando (ou se) lá chegarmos.

Para obras cuja data em que se passa a história é mais próxima de quando foi escrita, como por exemplo 1984, de George Orwell, e 2001 - Uma odisséia no espaço, de Arthur Clarke, a comprovação é mais fácil, portanto é muito mais arriscado para a reputação do autor. Ainda que parte dos elementos estivesse presente em algumas sociedades em 1984, a Terra como um todo está muito longe do clima sombrio proposto por Orwell em 1948. E, bem, uma viagem ao espaço como Clarke escreveu, ainda vai demorar bastante. Mesmo assim, são obras notáveis.

Isaac Asimov - 1

Porém, mesmo em livros cujo enredo se passa daqui a 15.000 anos, como a trilogia Fundação, do mestre Isaac Asimov, já se pode perceber alguns “furos” notáveis, principalmente quando o autor se propõe a explicar o dia a dia dos personagens. Sempre gostei do gênero ficção, li Fundação pela primeira vez na minha adolescência, ou seja, lá pela década de 70. Aproveitando o preço camarada, resolvi baixar e reler no meu Kindle (instrumento esse que não aparece sugerido nem de leve no livro).

Dá pra imaginar que daqui a 15.000 anos ainda haverá jornais impressos, enciclopédias idem, microfilmes, cartas etc.? Asimov achava que sim. A energia atômica ainda seria o máximo e ainda se usaria óleo e carvão. A Natureza ainda seria algo a ser vencido (planetas inteiramente coberto por cidades, sem uma árvore sequer, é tratado como o “máximo” do progresso.) O câncer ainda estaria esperando por uma cura e um homem de 60 anos é tratado como ancião, com direito a reumatismo e tudo. Cálculos complexos são feitos a mão! Isso sem falar que não há uma única mulher em cargos de poder, só lhes restam papéis secundários no livro. Enfim, não é muito diferente do que se via na época em que foi escrito, entre o final da década de 40 e o início da de 50.

A conclusão a que chego é que uma história de ficção científica, para impressionar os leitores do presente, deve tratar problemas de atuais. Ou seja, é um retrato photoshopado do presente para pior ou para melhor

Nenhum autor, ao que eu saiba, jamais conseguiu prever a internet. Não me refiro aos facebooks, instagrams e tweets da vida, isso são bobagens, mas à simples possibilidade de qualquer um estar conectado a tudo em qualquer lugar do mundo e com informações na palma da mão. Apesar da estrutura da internet ter sido gestada na década de 60, nem mesmo na cabeça de seus desenvolvedores passou o menor vislumbre aonde chegaria. Imagina daqui a 15.000 anos como estará!

Ainda restam muitas previsões a serem verificadas, como viagens interplanetárias através do hiperespaço, teletransporte, viagens no tempo e outras. Por isso ficção é tão legal!

As histórias de ficção científica que estão sendo escritas nos dias de hoje certamente devem estar falando sobre uma internet melhorada, terrorismo, homossexualismo, consequências do aquecimento global, manipulação genética e fontes alternativas de energia como a solar, a das marés e a eólica, quem sabe até sobre como estocar ventos, como sugeriu a nossa visionária presidenta.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Mais grosso que porta de cofre

Edison - 0611 - O grosso

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