terça-feira, 29 de setembro de 2015

Lua, Lua, Lua, Lua

A tal da Lua Vermelha eu não vi, pois quando surgiu, num breve intervalo de meia hora proporcionado pelas nuvens, já ia alta no céu. Bem na hora em que o eclipse estava começando.

Aproveitei para testar os recursos da câmera. Clique nas fotos para ampliar.

DSCN0739DSCN0743DSCN0748

DSCN0750

DSCN0754DSCN0758DSCN0764

Nesse ponto, as nuvens voltaram e eclipsaram o eclipse.

O fenômeno em si não tem nada de excepcional, é apenas um alinhamento entre o Sol, a Lua e a Terra, com esta no meio. Nada muda na vida de ninguém nem antes nem depois. Então por que tanto fascínio?

Nota: o eclipse ocorreu na noite de domingo, 27 de setembro.

domingo, 27 de setembro de 2015

Tempos modernos

Edison - 0610 - Esqueci o celular

sábado, 26 de setembro de 2015

Indústria da multa

Outro dia eu vi uma receita infalível para escapar da chamada indústria da multa. Repito-a aqui de memória:

- não dirija falando ou teclando no celular;
- não ultrapasse a velocidade limite da via;
- não estacione em local proibido;
- e, como regra geral, não infrinja nenhuma lei de trânsito.

Gente, dá certo mesmo!

Virou moda as pessoas reclamarem da “indústria da multa”, como se fosse um direito seu infringir as leis e escapar impune. Justo agora, quando exigimos que os políticos corruptos e seus corruptores sejam presos.

E olha que a lei de trânsito até oferece algumas mamatas aos infratores. Por exemplo, é vedado às autoridades esconder o radar ou mesmo instalá-los sem uma sinalização adequada e que avise da sua presença. “Isso é sacanagem!”, dizem os ofendidos motoristas, tais quais vestais ofendidas.

Como assim? Se há sinalização indicando que a velocidade máxima é de 100 km/h, não há porque avisar que dali a menos de 300m tem um radar. Mal comparando, é mais ou menos como colocar uma placa na rua avisando aos ladrões que a polícia fará uma batida ali. Mas, já que é lei, que a autoridades a cumpram.

Parafraseando o saudoso humorista Leon Eliachar, via de regra eu obedeço às regras da via. Claro que já levei as minhas multinhas, mas todas elas foram merecidas. E pagas.

É claro que os governantes adoram o dinheiro arrecadado com as multas e que algumas vezes a sinalização não é clara ou é propositadamente mal posicionada. Além disso, existem ruas que mudam súbita e injustificadamente de limite de velocidade e outras coisinhas mais. Evidentemente, isso é errado.

A lei também prevê a sustituição de alguns tipos de multas por advertência. Seria legal ver isso observado mais vezes. Ao contrário de um criminoso comum, uma infração de trânsito pode ocorrer por distração inocente do motorista ou inexperiência, e não propositadamente.

De qualquer forma, estabelecidos os limites e as leis, há que se cumpri-los, concordemos ou não com eles. O trânsito não é um lugar para exercitarmos a nossa rebeldia. Já morreu muita gente por isso.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

A Rede

Edison - 0609 - Esgotonet

domingo, 20 de setembro de 2015

Reflexões sobre a Evolução

Hoje, enquanto cortava as minhas unhas do pé, pus-me a pensar sobre o processo evolutivo da vida.

Lembrei-me de quando arranquei os dentes do siso e meu dentista me disse que esses dentes são inúteis hoje em dia, que com o tempo os homens (e mulheres) começarão a nascer desprovidos desse equipamento – bem, a rigor, todos nascemos sem dente nenhum, mas você entendeu.

Não sei se ele dispunha de base teórica para essa afirmação ou se simplesmente tentava me consolar pela perda.

Também não sei se os dentes do siso têm algum papel importante para nós, ou se apenas aparecem para empurrar e entortar os dentes da frente, mas uma coisa é certa: unhas do pé são absolutamente inúteis.

sábado, 19 de setembro de 2015

Bom mesmo é contar pros amigos!

Edison - 0608 - Ereção noturna

Releitura para a 3ª idade daquela velha máxima “bom mesmo é contar pros amigos”.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Mais uma de barbeiro

Edison - 0607 - Barbeiro corno - Cópia
Edison - 0607 - Barbeiro corno - Cópia (2)

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Cartões de crédito

Edison - 0606 - Cartão de Crédito

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Quixeramobiiiiim

1978. Meu amigo Dimas e eu estávamos debruçados sobre uma prancheta de desenho, fazendo um trabalho qualquer da faculdade que nem me lembro. Digo, da faculdade em me lembro, o que eu não me lembro é do trabalho.

Enfim, como quase todo trabalho de faculdade, esse havia sido elaborado por um professor sádico que não sabia que a relatividade do tempo só se observa muito próximo à velocidade da luz e que nós, seres humanos e com velocidades humanas, só dispomos de míseros 60 minutos por hora e 24 horas em um dia, invariável e absolutamente. Ainda, como todo trabalho de faculdade, deixamos para última hora, claro.

Estávamos, como dizia, ali debruçados tentando não pensar no tempo que faltava para acabar a noite e o prazo de entrega: primeira aula do dia seguinte. De consolo, o rádio sintonizado na Eldorado.

Pois justo nesse dia, Chico Buarque lançava um de seus melhores álbuns e a sempre boa Rádio Eldorado brindou seus ouvintes com todas as faixas pingadas ao longo da noite.

Como um conta-gota musical, lá vinham Cálice, Trocando em Miúdos, Feijoada Completa, O Meu Amor, Homenagem ao Malandro, Pedaço de Mim, Pivete, Apesar de Você, Tanto Mar. Só coisa boa, é ou não é?

Numa bela hora, eles colocam no ar a música Até o Fim, totalmente inédita até então:

Quando eu nasci veio um anjo safado
O chato dum querubiiiiim
Que decretou que eu tava predestinado
A ser errado assiiiiim
Já de saída minha estrada entortou,
Mas vou até o fim

Ficamos os dois paralisados já logo no querubiiiiim. E começamos a rir.

‘Inda garoto deixei de ir à escola
Caçaram meu boletiiiiim
Não sou ladrão, eu não sou bom de bola
Nem posso ouvir clariiiiim
Um bom futuro é o que jamais me esperou
Mas vou até o fim

E rimos muito. A cada novo verso, mais risadas.

Eu bem que tenho ensaiado um progresso
Virei cantor de festiiiiim
Mamãe contou que eu faço um bruto sucesso
Em Quixeramobiiiiim
Não sei como o maracatu começou
Mas vou até o fim

No Quixeramobiiiiim foi muito difícil não urinar nas calças…

Por conta de umas questões paralelas
Quebraram meu bandoliiiiim
Não querem mais ouvir as minhas mazelas
E a minha voz chinfriiiiim
Criei barriga, a minha mula empacou
Mas vou até o fim

Daí pra frente quase não prestávamos mais atenção na letra, só ficávamos esperando o próximo iiiiim.

Não tem cigarro acabou minha renda
Deu praga no meu capiiiiim
Minha mulher fugiu com o dono da venda
O que será de miiiiim?
Eu já nem lembro pr’onde mesmo que vou
Mas vou até o fim

Delírio!

Como já disse, era um anjo safado
O chato dum Querubiiiiim
Que decretou que eu estava predestinado
A ser todo ruiiiim
Já de saída a minha estrada entortou
Mas vou até o fim

Até hoje quando escuto essa música eu me lembro desse fato, preciso checar se o Dimas também se lembra. Provavelmente foi graças a ela que tivemos ânimo para continuar nosso trabalho e ir até o fiiiiim.

 

domingo, 6 de setembro de 2015

Maquiavélicas

Maquiavel

Maquiavel escreveu O Príncipe, obra pela qual é mais conhecido, numa época políticamente conturbada da Itália, dividida que estava entre diversos estados e sem um poder central. Foi o tempo do Papa Alexandre VI, o Papa Borgia, que pintou e bordou, tanto ele quanto seus filhos (!?!)

Visto como uma espécie de manual pragmático de como deve um Príncipe governar, não se sabe muito bem qual foi o objetivo real de Maquiavel tê-lo havido escrito, mas seu nome adjetivado virou sinônimo de artimanha política. Se fosse nos dias de hoje, seu texto seria visto como políticamente incorreto, mas muitas de suas recomendações são seguidas até hoje por quem se mete em política. Senão, vejamos:

“Homens, com satisfação, mudam de senhor pensando melhorar e esta crença faz com que lancem mão de armas contra o senhor atual, no que se enganam porque, pela própria experiência, percebem mais tarde ter piorado a situação.”

“Um príncipe hábil deve pensar na maneira pela qual possa fazer com que os seus cidadãos sempre e em qualquer circunstância tenham necessidade do Estado e dele mesmo, e estes, então, sempre lhe serão fiéis.”

“[Um príncipe] deve, sobretudo, abster-se dos bens alheios, posto que os homens esquecem mais rapidamente a morte do pai do que a perda do patrimônio.”

“Um príncipe sábio, amando os homens como a eles agrada e sendo por eles temido como deseja, deve apoiar-se naquilo que é seu e não no que é dos outros; deve apenas empenhar-se em fugir ao ódio.”

“Um senhor prudente não pode nem deve guardar sua palavra quando isso seja prejudicial aos seus interesses e quando desapareceram as causas que o levaram a empenhá-la.”

“Procure, pois, um príncipe, vencer e manter o Estado: os meios serão sempre julgados honrosos e por todos louvados, porque o vulgo sempre se deixa levar pelas aparências e pelos resultados” – com o tempo essa frase foi simplificada e distorcida para “os fins justificam os meios”, coisa que Maquiavel realmente nunca escreveu.

“Um príncipe deve dar pouca importância às conspirações se o povo lhe é benévolo; mas quando este lhe seja adverso e o tenha em ódio, deve temer tudo e a todos. (...) O pior que pode um príncipe esperar do povo hostil é ser por ele abandonado.”

“Deve, pois, alguém que se torne príncipe mediante o favor do povo, conservá-lo amigo, o que se lhe torna fácil, uma vez que não pede ele senão não ser oprimido. Mas quem se torne príncipe pelo favor dos grandes, contra o povo, deve antes de mais nada procurar ganhar este para si, o que se lhe torna fácil quando assume a proteção do mesmo.”

“(...) portanto um príncipe deve gastar pouco para não precisar roubar seus súditos.”

“Quando vires o ministro pensar mais em si do que em ti, e que em todas as ações procura o seu interesse próprio, podes concluir que este jamais será um bom ministro e nele nunca poderás confiar; aquele que tem o Estado de outrem em suas mãos não deve pensar nunca em si, mas sim e sempre no príncipe, não lhe recordando nunca coisa que não seja da sua competência. Por outro lado, o príncipe, para conservá-lo bom ministro, deve pensar nele, honrando-o, fazendo-o rico, obrigando-se-lhe, fazendo-o participar das honrarias e cargos, a fim de que veja que não pode ficar sem sua proteção, e que as muitas honras não o façam desejar mais honras, as muitas riquezas não o façam desejar maiores riquezas e os muitos cargos o façam temer as mudanças.”

“Não há outro meio de guardar-se da adulação, a não ser fazendo com que os homens entendam que não te ofendem dizendo a verdade; mas, quando todos podem dizer-te a verdade, passam a faltar-te com a reverência.”

“Considero seja melhor ser impetuoso do que dotado de cautela, porque a fortuna é mulher e consequentemente se torna necessário, querendo dominá-la, bater-lhe e contrariá-la; e ela mais se deixa vencer por estes do que por aqueles que procedem friamente. A sorte, porém, como mulher, sempre é amiga dos jovens, porque são menos cautelosos, mais afoitos e com maior audácia a dominam.”

“Porque quem deixa as suas comodidades pelas comodidades dos outros, perde as suas e destes não recebe gratidão.”

“Os homens ofendem ou por medo ou por ódio.”

sábado, 5 de setembro de 2015

Senhor, dai-me castidade!

 

"Senhor, dai-me castidade! Mas não agora."

(Santo Agostinho)

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Que delífia!

Edison - 0605 - Amendoim goftofo

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Delicadeza encantadora

Chego na recepção da clínica para pegar uma senha e a atendente me dá uma preferencial.

- Oi. Acho que você me deu o tipo de senha errada.

- O Sr. não quer atendimento preferencial?

- Querer eu quero, mas ainda não tenho esse direito.

- Quantos anos o Sr. tem?

- 57 …(silêncio)… parece mais, né?

- É... é que com esses cabelos branquinhos…

- São prematuros.

Related Posts with Thumbnails