terça-feira, 21 de abril de 2015

O som do silêncio

Alguns lugares podem ser bem barulhentos. O restaurante que utilizo para almoçar durante a semana, por exemplo, é particularmente horroroso nesse aspecto. Acabo de comer e tenho vontade de sair correndo. Segue uma pequena amostra que eu gravei e medi com um aplicativo do celular.

81 decibéis é muita coisa! É mais do que um avião próximo à aterrissagem (78 decibéis)

Segundo a OMS, para o ouvido humano um barulho de 70 decibéis já é algo desagradável. Acima de 85 decibéis, ele começa a prejudicar a audição. Na natureza, com exceção das trovoadas, das grandes cachoeiras e das explosões vulcânicas, poucos ruídos atingem 85 decibéis.

Só para se ter uma ideia, o nível de ruído entre duas pessoas conversando normalmente sem qualquer ruído de fundo situa-se entre 30 e 35 decibéis. Uma televisão em um volume normal produz cerca de 65 decibéis. Já um liquidificador produz 85 e o tráfego em São Paulo pode chegar a 93. Uma britadeira, coisinha bem barulhenta, produz 110 decibéis e um show em um estádio aberto 120.

Toda essa introdução foi só pra dizer que ando cada vez mais fã do silêncio.

Ruídos me incomodam cada vez mais. Não me refiro ao som da voz de uma pessoa querida nem a uma boa música, mas àqueles que não têm nada a ver comigo ou com o que eu estou fazendo, tais como campaínhas, buzinas, toques de celulares, televisões com volume acima do necessário, música ruim, multidões, trânsito etc. E despertador, é claro.

Deve ser da idade.

Um comentário:

Emmanuella Conte disse...

Sinto sua dor, Edison. Detesto barulho (inclusive os que vc mencionou) e fico muito irritada em ambientes ruidosos. Já me irrito com conversa e TV ligada na hora do almoço, imagine em restaurante, hahahah!

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