quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Meu Kindle –1ª parte

Kindle

Sou o que se pode chamar de um leitor voraz. Talvez nem tanto quanto gostaria, mas aproveito cada oportunidade que tenho para ler e leio, de fato, não no sentido figurado, até bula de remédio e rótulo de alimento, se não houver nada mais interessante à mão. Quando eu era moleque, cheguei a entrar no chuveiro distraidamente lendo um gibi. O gibi foi pro brejo.

Sou também usuário de computadores pessoais há muito tempo, desde os primeiros dinossauros e, apesar da minha declaração no primeiro parágrafo, nunca me senti confortável lendo grandes textos na tela. Não tenho certeza, mas a multifuncionalidade do computador dispersa a atenção que um bom texto longo merece.

Por isso, recebi com desconfiança o lançamento dos primeiros leitores eletrônicos, que, na verdade, são computadores de mão que realizam a tarefa específica de servir de meio de leitura. Bibliófilos fanáticos execram até hoje esse equipamento, com inúmeros argumentos: sentem falta de segurar um livro na mão, virar as páginas, sentir o cheiro etc.

Confesso que me deixei levar por essa lógica, mas sempre com um pé atrás, de quem sabe que um dia vai acabar se rendendo. De fato, no início desse ano, tive contato com o Kindle de um sobrinho meu e fiquei realmente atiçado pela maquininha.

Como era de se esperar, acabei comprando um Kindle Paperwhite. Ele mede, com capinha e tudo, 17 x 12 cm, e tem 1 cm de espessura. O tamanho de um livro de bolso chatinho. Na espessura, digo. Esse modelo tem iluminação própria, o que me permite ler em qualquer ambiente. Primeiro ponto positivo: posso ler na cama com a luz do abajur apagada e não incomodo minha digníssima companheira.

Kindle_Paperwhite_35438287_35437744_35438313_35438312_02_620x4331

De quebra, já saco o segundo ponto positivo: já experimentaram ler um livro de 1000 páginas deitado na cama? Com o Kindle não tem esse problema. Aliás, nem com o Kindle, nem com seus similares, pois há outros leitores de e-books (ou livros em formatos eletrônicos). Ainda não tive oportunidade de conhecer pessoalmente os demais, mas pelo que tenho lido, as características são mais ou menos as mesmas. Então, sigamos descrevento o Kindle.

Outro dia eu continuo, pois esse texto já está ficando muito longo.

A segunda parte está aqui.

2 comentários:

Emmanuella Conte disse...

Eu só não aderi ao Kindle ainda por causa do preço dos e-books. Quer dizer, tem alguns que custam 40 reais! Se eu for pagar 40 reais num livro, prefiro pegá-lo nas mãos e vê-lo todos os dias ali na minha estante servindo de decoração, haha. Mas concordo quanto à praticidade de ler livros maiores com mais conforto. Eu não tive experiência com leitores digitais propriamente ditos, mas tenho um tablet onde levo alguns PDFs, e é um INFERNO ler PDF (porque não é formato certo, a gente tem que ficar dando zoom na página e tudo o mais)! A única vantagem é que é melhor pra levar em viagens, e não dependo da lâmpada do ônibus (que NUNCA tá funcionando) pra poder ler um pouco. Mas não descarto a possibilidade de adquirir um Kindle quando me for mais conveniente :)

Edison Junior disse...

Manu, você vai gostar, tenho certeza!

Chega a ser viciante. Como eu disse, eles não substituem totalmente os livros, mas acho que em 90% dos casos você pode fazer a troca sem susto.

Eles não são muito decorativos nas prateleiras, concordo, mas já tenho livros suficientes para fazerem esse papel. Hoje estou mais em busca de praticidade em minha vida.

Quanto aos preços, todos os e-books que eu pesquisei até agora na Amazon são mais baratos do que suas versões impressas. Pode ser que alguns e-books ainda tenham valores altos, mas não tem nem porquê custarem mais caro do que em papel, pois não gastam nada de material, distribuição, lojas etc. Os livros mais clássicos, digo, aqueles cujos autores já não recebem royalties são uma verdadeira pechincha.

Se você comprar e não gostar, pode me xingar à vontade. ;)

Related Posts with Thumbnails