domingo, 15 de setembro de 2013

Confusão literária

Tenho por hábito ler dois livros ao mesmo tempo. Um que fica na minha cabeceira, o qual leio em casa em suas diversas dependências, inclusive as sanitárias, e outro que leio no ônibus, no caminho de ida e volta para o trabalho, filas de espera de consultórios, bancos etc. Nomalmente não faço confusão entre as histórias, pois costumam ser de temas diferentes, mas como são pegos aleatoriamente na pilha de livros por ler, pode acontecer algumas vezes de se misturarem na minha imaginação.

Como quando eu estava lendo “A vida sexual dos ídolos de Hollywood”, de Nigel Cawthorne – aliás, pelo portfólio desse escritor, nota-se que ele tem grande predileção pela vida sexual dos outros, sejam eles artistas, ditadores ou papas – e “O livro de ouro da MPB”, de Ricardo Cravo Albin, uma bem contada história da nossa música popular. A descrição das peripécias sexuais de Grace Kelly, Marilyn Monroe, Cary Grant, Rock Hudson e outros é bastante picante (oops!) e em linguagem bem direta. Ao mudar de livro, ficava esperando que o encontro de Noel Rosa, Aracy de Almeida, Dalva de Oliveira e Ismael Silva resultasse em uma suruba, demorava um pouco até me situar no contexto do livro.

No momento estou lendo “Brasil”, de Errol Lincoln Uys, e “México”, de Érico Veríssimo. Ou seja, um romance histórico passado no Brasil escrito por um americano, e um relato de viagem pelo México, com fartos dados históricos, escrito por um brasileiro. Por enquanto não fiz nenhuma confusão de enredos. Nossos índios são diferentes dos deles: basicamente, os mexicanos têm as pernas curtas e as nossas indiazinhas eram mais safadinhas.

BrazilCoverOne3

Um comentário:

Emmanuella disse...

Morri de rir com a ~mistura~ dos dois primeiros livros, uhahuhauuhauhauha é de mexer com a cabeça de qualquer um!

Eu também leio dois ao mesmo tempo, nos mesmos padrões que você: exceto o caso do ônibus, já que vou a todo lugar à pé e pra ler enquanto isso fica um pouco complicado (complicado aqui significando perigoso). Também não tenho problema de confundir as histórias, mas a gente acaba mesmo comparando os dois em um momento ou outro, não é?

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