domingo, 18 de agosto de 2013

O histórico triângulo

Após o meu passeio relativamente frustrado ao Museu da Imigração (vide post anterior abaixo), fui até o centro de São Paulo para um passeio que gosto de fazer de vez em quando: andar à pé e respirar um pouco de história (subtraindo o cheiro de urina, é claro, mas isso é outra história).

Nessa famosa colina triangular, cujo vértice principal aponta para a confluência dos rios Tamanduateí e Anhangabaú, os jesuítas Pe. Manuel da Nóbrega, José de Anchieta, Afonso Brás e outros, erigiram uma capela e uma escola para seu trabalho de catequização da população indígena. A primeira a ser construída no interior, longe das licenciosidades e vícios que grassavam próximo ao litoral brasileiro – bom, isso pensavam eles.

O local era ótimo estrategicamente, possibilitava avistar ao longe os inimigos chegando. Revelou-se ainda melhor no futuro, quando o Tietê se constituiu em estrada natural para o interior do Brasil, dando acesso aos minérios e outras riquezas demandadas pela metrópole.

Logo, outras ordens religiosas seguiram o local escolhido pelos jesuítas e construíram igrejas em cada um dos vértices da colina. As construções que aparecem na figura abaixo não são obviamente as originais, mas, com exceção da Igreja Matriz, hoje Sé, que ficava onde hoje é a praça, todas estão exatamente nos mesmos locais.

São Paulo

Uma visita que também recomendo é o Solar da Marquesa de Santos, onde hoje está o Museu da Cidade de São Paulo. As peças do museu são até interessantes, embora não tenha nada muito diferente de outros museus do tipo, mas a visita vale pela casa em si.

2013-08-16 - São Paulo 16 - Casa da Marquesa de Santos

Uma dica importante: apesar de vários locais informarem que o solar fica na Rua do Carmo, esqueça. Fica na Rua Roberto Simonsen, encostado no Pátio do Colégio – dei a maior volta procurando e o pior é que pouca gente sabe que existe o museu, ou vai ver que perguntei para as únicas 10 pessoas que não sabiam. Não tenho certeza, mas pelo alinhamento é bem possível que um dia esse trecho de rua tenha sido uma continuação da Rua do Carmo, daí a confusão.

Não pode deixar de ser visitado também o Beco do Pinto, uma passagem que existia ao lado do solar e dava acesso à parte baixa da colina. O local foi recentemente restaurado e guarda exemplos dos materiais originais de sua pavimentação e das fundações das casas.

2013-08-16 - São Paulo 17 - Beco do Pinto

Um comentário:

Marília disse...

Bela reportagem essa também.
Até a próxima!

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