quinta-feira, 29 de março de 2012

Livre pensar é só pensar [2]

E foi-se Millor Fernandes (1924-2012). Não há muito mais a se falar sobre ele além do que já estão falando por aí. Só queria registrar que ele era um dos meus autores favoritos e vai deixar um grande vácuo na inteligência brasileira. Fiquei muito triste, tanto quanto quando se foram Tom Jobim, Elis Regina, Ayrton Senna… mais um dos meus herois se foi.

O título desse post é o mesmo do post de inauguração do meu Sítio (clique aqui para ver).

A figura abaixo foi durante muito tempo o fundo de tela do meu computador. Vou colocá-la de volta por um tempo. Será minha homenagem a ele.Millor tela

Para encerrar de uma forma mais alegre esse post, reproduzo um dos trabalhos que acho mais engraçados de Millor, a fábula-trocadilho A Baposa e o Rode, da série Fopos de Esábula, segundo ele uma tentativa Bossa Nova de escrever as fábulas de Esopo na linguagem do tempo em que os animais falavam.


A Baposa e o Rode

Por um asino do destar uma rapiu caosa num pundo profoço do quir não consegual saiu. Um rode, passi por alando, algois tem detempo, vosa a rapendo, foi mordade pela curiosidido. "Queradre comida, qué ê que esti fazá aendo?" "Voção entê são nabe?" respondosa a rapreira mateu. "Vaí em a mais terreca sível de teste a histoda do nordória. Salti aquei no foço deste pundo e guardarar a ei que brotágua sim pra mó. Porér, se vocem quisê, como é mau compedre, per me fazia companhode. "Sem pensezes duas var o bem saltode tambou no pundo do foço. A rapente, imediatamosa, trepostas nas cou-lhes, apoífre num dos xides do bou-se e salfoço tora do fou enquava berranto: "Adadre, compeus!"

MORAL: JAMIE CONFAIS EM QUA ESTADE EM DIFICULDÉM.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Tédio no mercado

Minha esposa insiste em que eu a acompanhe quando vai fazer compras no supermercado. Infelizmente, como a maioria dos homens, eu acho que fazer compras é chato e tenho que ficar inventando formas de passar o tempo... E a minha mulher é igual à maioria das mulheres, fica horas fazendo compras.

Resultado: ontem, minha querida esposa recebeu a seguinte carta do mercado em que costumamos fazer compras:

Cara Sra.,

Durante os últimos seis meses, seu marido tem causado grandes transtornos em nossa loja.
Não podemos mais tolerar seu comportamento e, portanto, somos obrigados a proibir sua entrada. Nossas queixas contra seu marido estão listadas abaixo e documentadas através de nossas câmeras do circuito interno:

Edison - 0252 - Tédio no mercado15/Junho: Pegou 24 caixas de preservativos e colocou-as nos carrinhos de compra de outros consumidores enquanto não prestavam atenção.

02/Julho: Acertou TODOS os alarmes da seção de relógios para tocarem a intervalos de 5 minutos.

07/Julho: Fez uma trilha de molho de tomate pelo chão da loja indo até o banheiro feminino.

19/Julho: Dirigiu-se a uma funcionária e disse em tom oficial: "Código 3 na seção de Utilidades Domésticas. Dirija-se imediatamente para lá". Isto fez com que a funcionaria abandonasse seu posto e fosse repreendida pelo gerente, o que resultou em um grave incidente com o Sindicato.

14/Agosto: Moveu o aviso de "Cuidado – Piso Molhado" para a seção de carpetes.

15/Agosto: Disse para as crianças que acompanhavam os clientes que elas poderiam brincar nas barracas da seção de camping se trouxessem travesseiros e cobertores da seção de cama, mesa e banho.

23/Agosto: Quando um funcionário perguntou se ele precisava de alguma ajuda, ele começou a chorar e gritar: "Porque vocês não me deixam em paz?" O resgate foi chamado.

04/Setembro: Usou uma de nossas câmeras de segurança como espelho para tirar caca do nariz.

10/Setembro: Enquanto examinava armas no departamento de caça, perguntava insistentemente à atendente onde ficavam os anti-depressivos.

03/Outubro: Movia-se pela loja de forma suspeita, enquanto cantarolava alto o tema do filme "Missão Impossível".

06/Outubro: No departamento automotivo, ficou imitando o gestual da Madonna usando diferentes tamanhos de funis.

18/Outubro: Escondeu-se atrás de um rack de roupas e quando as pessoas procuravam algum artigo, gritava: "Você me achou, você me
achou!"

21/Outubro: Cada vez que era dado algum aviso no sistema de som da loja, colocou-se em posição fetal e gritava: "Ah não, aquelas vozes de
novo!"

E, por fim:

23/Outubro: Foi a um dos provadores, fechou a porta, esperou um momento e então gritou:
"Ei, não tem papel higiênico aqui." Uma de nossas atendentes desmaiou.

Atenciosamente.

A Gerência.


Obs: o texto eu recebi por e-mail. Inspirador! A minha predileta é a de 15 de agosto, ainda vou fazer isso!

segunda-feira, 26 de março de 2012

Viver ou Juntar Dinheiro?

Por Max Gehringer

Recebi uma mensagem muito interessante de um ouvinte da CBN e peço licença para lê-la na íntegra, porque ela nem precisa dos meus comentários. Lá vai:

Prezado Max meu nome é Sérgio, tenho 61 anos, e pertenço a uma geração azarada. Quando eu era jovem as pessoas diziam para escutar os mais velhos, que eram mais sábios, agora me dizem que tenho de escutar os jovens porque são mais inteligentes.

Na semana passada eu li numa revista um artigo no qual jovens executivos davam receitas simples e práticas para qualquer um ficar rico. E eu aprendi muita coisa. Aprendi por exemplo, que se eu tivesse simplesmente deixado de tomar um cafezinho por dia, durante os últimos 40 anos, eu teria economizado R$ 30.000,00. Se eu tivesse deixado de comer uma pizza por mês teria economizado R$ 12.000,00 e assim por diante. Impressionado peguei um papel e comecei a fazer contas, e descobri para minha surpresa que hoje eu poderia estar milionário. Bastava eu não ter tomado os cafés que eu tomei, não ter feito muitas das viagens que fiz, não ter comprado algumas das roupas caras que eu comprei, e principalmente não ter desperdiçado meu dinheiro, em itens supérfluos e descartáveis.

Ao concluir os cálculos percebi que hoje eu poderia ter quase R$ 500.000,00 na conta bancária. É claro que eu não tenho este dinheiro. Mas se tivesse sabe o que este dinheiro me permitiria fazer? Viajar, comprar roupas caras, me esbaldar com itens supérfluos e descartáveis, comer todas as pizzas que eu quisesse e tomar cafezinhos à vontade. Por isso acho que me sinto feliz em ser pobre. Gastei meu dinheiro com prazer e por prazer, porque hoje com 61 anos não tenho mais o mesmo pique de jovem, nem a mesma saúde, portanto viajar, comer pizzas e cafés não fazem bem na minha idade, e roupas hoje não vão melhorar muito o meu visual! E recomendo aos jovens e brilhantes executivos, que façam a mesma coisa que eu fiz. Caso contrário eles chegarão aos 61 anos com um monte de dinheiro, mas sem ter vivido a vida.

 

Nota: recebi esse texto por e-mail. Ainda não tenho 61 anos, mas o primeiro parágrafo é simplesmente perfeito!

sábado, 24 de março de 2012

Local para festa

Sempre que passo em frente a esse “buffet” que fica na Av. Jacu-Pêssego, tenho vontade de fazer uma festa ali. Em primeiro plano na foto, o córrego canalizado. Reparem na portinha de entrada, à esquerda, amarela com uma taça (mal) desenhada. Encantador, é ou não é? Aguardem o convite!

2012-03-08 Buffet Bella Festa

quinta-feira, 22 de março de 2012

Na academia

Edison - 0251 - Na academia

quarta-feira, 21 de março de 2012

Pãozinho em domicílio

Morei em apartamento durante praticamente toda a minha infância. Por isso me lembro com carinho da época em que minha mãe tinha que me deixar com a minha avó. Ela morava em uma casa num bairro (então) muito tranquilo, e ao longo do dia era comum ouvir passar vendedores ambulantes, cada um com seu sinal sonoro particular: o sorveteiro, o amolador de faca, o realejo e o padeiro. padeiro de rua06-124Sim, o padeiro, com uma baita caixa verde (ou cinza?) de madeira pendurada na frente da bicicleta, cheia de pão quentinho e outras delícias.

Excetuando-se os sorveteiros, que ainda há de montão, essas figuras sumiram das ruas. Nas cidades grandes, os amoladores de facas passaram a atender em pontos fixos, os realejos remanescentes existem apenas como figura folclórica, e as padarias pululam em cada esquina. Contudo, tenho reparado no retorno da figura do padeiro ambulante, ou bicicletante, se preferirem. Uma rápida busca no google confirma que esse não é um fenômeno que ocorre apenas aqui perto de onde moro.

Ele voltou! Só não sei se ainda traz as mesmas gostosuras que me fazem salivar até hoje. Especialmente o bebézinho (leia-se bebé-zinho), um bolinho dos mais simples, provavelmente de pão-de-ló, que hoje qualquer pulman ou panco da vida faz. Claro que não chegam aos pés daqueles, né? Fresquinhos, eles simplesmente se desmanchavam na boca.

Algumas padarias ainda o produzem. Cada vez mais sofisticados, os bebézinhos vêm cobertos com cremes coloridos, chocolates e confeitos de váriados formatos. Ganhou até outro nome: cupcake!

Então tá.

domingo, 18 de março de 2012

Instalando o programa do IRPF

Edison - 0241c - Imposto de renda

sábado, 17 de março de 2012

Visita

Edison - 0246 - Visita de sogra

quinta-feira, 15 de março de 2012

Ensaio de orquestra

Essa tirinha foi feita para minha amiga multi-instrumentista Cintia Orlandi, que tem um site muito legal sobre música, dicas etc. (clique aqui)

Edison - 0245 - Para tudo!

E essa também:

Edison - 0244 - Multi-instrumentista

quarta-feira, 14 de março de 2012

Propagandas simpáticas








É difícil não sair assobiando a musiquinha…

sexta-feira, 9 de março de 2012

Maia fina

Edison - 0242 - Maia fina

quinta-feira, 8 de março de 2012

Parabéns, meninas!

Minha homenagem ao Dia da Mulher vai na forma de uma foto minha vestida, digo, vestido de mulher. Essa foto foi tirada em um hotel fazenda, no dia 1º de janeiro de 2000, num futebol organizado especialmente para curar a ressaca do dia anterior.

Confesso que não foi um dos dias mais gloriosos da minha vida, mas foi divertido. Ó que linda!

2000-01-01 Vale das Águas - Esse aqui

quarta-feira, 7 de março de 2012

Imagem que vale por mil canções

Quantas músicas dos Beatles você consegue reconhecer no desenho abaixo?

Músicas dos Beatles

sábado, 3 de março de 2012

Desabafo

Recebi por e-mail esse diálogo, que certamente nunca ocorreu, mas serve para reflexão:

Na fila do supermercado, o caixa diz a uma senhora idosa:

- A senhora deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não são amigáveis ao meio ambiente.

A senhora pediu desculpas e disse:

- Não havia essa onda verde no meu tempo.

O empregado respondeu:

- Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com nosso meio ambiente.

- Você está certo - responde a velha senhora - nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente. Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes. Realmente não nos preocupamos com o meio ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões. Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente. Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas. Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles dias. Naquela época só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como? Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usamos jornal amassado para protegê-lo, não plastico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar. Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade. Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio ambiente. Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos. Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra. Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes só porque a lámina ficou sem corte. Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima. Então, não é risível que a atual geração fale tanto em meio ambiente, mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?

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