sábado, 1 de setembro de 2012

História da estória

psicose

Era uma vez uma palavrinha muito útil da língua portuguesa que se chamava “estória”. Era quase homófona de uma outra palavra, “história”, e até os significados de ambas era parecido.

“Estória” servia para designar um causo, um conto etc. Já “história” era relacionado com fatos históricos, aqueles que aprendíamos na escola. Ao contrário do que comumente se pensava, nem sempre o significado de “estória” está relacionado a uma mentira ou algo inventado (assim como nem sempre o que está num livro de História é verdadeiro). O próprio conceito de ambas, porém, muitas vezes se misturava, como em “na História do Brasil há muitas estórias escabrosas”.

Eis que há alguns anos, um espertinho achou que podia simplesmente eliminar a palavra “estória” do dicionário. Assim, do nada. De repente é tudo “história”.

Pois eu não gostei dessa estória história. Achava melhor com as duas palavras ativas. Explico-me, há ou não diferença entre a “estória de Psicose”,  referente ao enredo do filme, e “história de Psicose”, que se relaciona com a história do filme propriamente dita, sua importância para o cinema etc.? Para mim são coisas bem diferentes.

Com tantas palavras idiotas na nossa língua que poderiam ser eliminadas e foram invocar justo com essa tão útil…?

Um comentário:

Emmanuella disse...

E o pior é que se a gente insiste em usar a palavra antiga, vão e corrigem a gente ;(

E quanta Psicose, essa semana! Ontem mesmo assisti pela milésima vez ao segundo filme, e hoje ou amanhã finalmente conseguirei assistir ao terceiro. Por mais que eu adore o Norman Bates, ainda bem que Psicose não é uma "história". Apesar de haver outras bem piores :(

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