quarta-feira, 21 de março de 2012

Pãozinho em domicílio

Morei em apartamento durante praticamente toda a minha infância. Por isso me lembro com carinho da época em que minha mãe tinha que me deixar com a minha avó. Ela morava em uma casa num bairro (então) muito tranquilo, e ao longo do dia era comum ouvir passar vendedores ambulantes, cada um com seu sinal sonoro particular: o sorveteiro, o amolador de faca, o realejo e o padeiro. padeiro de rua06-124Sim, o padeiro, com uma baita caixa verde (ou cinza?) de madeira pendurada na frente da bicicleta, cheia de pão quentinho e outras delícias.

Excetuando-se os sorveteiros, que ainda há de montão, essas figuras sumiram das ruas. Nas cidades grandes, os amoladores de facas passaram a atender em pontos fixos, os realejos remanescentes existem apenas como figura folclórica, e as padarias pululam em cada esquina. Contudo, tenho reparado no retorno da figura do padeiro ambulante, ou bicicletante, se preferirem. Uma rápida busca no google confirma que esse não é um fenômeno que ocorre apenas aqui perto de onde moro.

Ele voltou! Só não sei se ainda traz as mesmas gostosuras que me fazem salivar até hoje. Especialmente o bebézinho (leia-se bebé-zinho), um bolinho dos mais simples, provavelmente de pão-de-ló, que hoje qualquer pulman ou panco da vida faz. Claro que não chegam aos pés daqueles, né? Fresquinhos, eles simplesmente se desmanchavam na boca.

Algumas padarias ainda o produzem. Cada vez mais sofisticados, os bebézinhos vêm cobertos com cremes coloridos, chocolates e confeitos de váriados formatos. Ganhou até outro nome: cupcake!

Então tá.

2 comentários:

Anônimo disse...

Alem de vender de porta em porta, ofereciam aos fregueses a possibilidade de anotar os gastos em uma caderneta e pagar em data combinada.

Bons e saudosos tempos !!!

Ademir

mara* disse...

Por aqui não sumiram. Até existe um vendedor de bijú que passa anunciando as suas delícias com o inconfundível traquetraquetraque tirado de uma madeira com uma alça que ele chocalha pelas ruas.

O que sumiram foram os carros dos doces Confiança e Bela Vista...saudades das cocadas e maria-moles, brancas e escuras. Das paçocas e de umas bananinhas amarelas que nunca mais comi.

Beijo e boa semana.

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