quinta-feira, 31 de março de 2011

Corpos ilustres

Vendo na TV as reportagens sobre o funeral do ex-vice-presidente José de Alencar, lembrei-me do enterro de Tancredo Neves. A Carol, filha de nossa vizinha, era pequena ainda e assistia quieta às intervenções dos repórteres espalhados pelo trajo do ilustre defunto:

"- O corpo do Presidente Tancredo Neves sairá às 10:00hs do Hospital das Clínicas com destino ao Aeroporto de Congonhas..."

"- Estamos aqui na Av. 23 de Maio, por onde passa agora o carro de bombeiros com o corpo do Presidente..."

"- O avião presidencial já está a postos para transladar o corpo do Presidente Tancredo Neves para Brasília..."

Nessa altura, a Carol vira-se para a mãe e pergunta intrigada:

- Mas mãe, e a cabeça dele?

quarta-feira, 30 de março de 2011

Projeção sobre o Cristo Redentor

Linda homenagem à cidade do Rio de Janeiro, feita pelo cineasta Fernando Salis, em outubro de 2010. Ele utilizou 8 equipamentos para projetar imagens da Cidade Maravilhosa sobre a estátua . O fundo musical é das Bachianas Brasileiras nº 7, de Villa Lobos.

sábado, 26 de março de 2011

O gato do Manuel

Edison - 0127 - O gato do Manoel aEdison - 0127 - O gato do Manoel b

sexta-feira, 25 de março de 2011

Sinais dos tempos

Image001

Achei esse cartum pendurado em um mural. Infelizmente sem qualquer referência ao autor.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Sobrevivência

Sabe-se através de pesquisas, mas também por algumas experiências trágicas, que os seres humanos em geral conseguem sobreviver por até 28 dias sem alimentos, porém apenas de 3 a 5 dias sem água.

No entanto, para surpresa de muitos cientistas, recentes observações indicam que alguns grupos de hominídeos (*) apresentam um outro tipo de necessidade básica sem a qual não conseguem viver além de 1 a 2 dias: a internet.

(*) mulherídeos também

quarta-feira, 23 de março de 2011

Discos que ouvi até furar

Hoje, o blog Musicólatras (já conhece? não? o que está esperando?) faz um ano de existência! Para comemorar, cada um dos colaboradores preparou um post sobre sua própria formação musical. O meu foi esse abaixo – mas vá lá e confira os demais:


Antes de falar sobre os discos que ouvi até furar (os mp3sistas talvez não captem o exato significado dessa expressão), gostaria de falar sobre o prazer que foi para mim contribuir nesse 1º ano de Musicólatras. Graças ao convite do Daniel, ganhei um espaço para escrever sobre um assunto que eu gosto muito, embora eu não seja nem de longe um especialista, porém apenas um diletante. Mas, mais do que um lugar para escrever, conheci nesse espaço um monte de gente muito legal, alguns dos quais já considero verdadeiros amigos, ainda que virtuais. A propósito do nome do blog, música é um negócio que vicia. No bom sentido.

Voltando ao assunto do post, os álbuns abaixo não são necessariamente os que considero  os melhores do mundo em cada gênero. São os que, por um motivo ou por outro, mais ouvi em algum período da minha vida. Ao elaborar a lista, as únicas regras que me impus foram: não passar muito de 20 álbuns no total e não repetir o artista. A segunda regra foi até fácil de obedecer, foi só escolher o que eu gostava mais do artista, mas a primeira…

Minha primeira influência foi a MPB, graças à minha mãe, mas também graças à uma época (anos 60/70) riquíssima em termos de inovação e em que estava começando uma geração fantástica de artistas e compositores.

Começo com Chico Buarque – e começaria com ele ainda que não fosse o primeiro da lista pela ordem alfabética – esse cara é um dos maiores gênios da nossa música, tanto musical quanto poeticamente. Esse álbum, Meus Caros Amigos, é um dos mais representativos de sua carreira e, na minha opinião, da sua melhor fase.

B - Chico Buarque

Elis Regina não poderia de jeito nenhum ficar de fora, especialmente esse álbum, absolutamente magnífico, mas foi por pouco, pois balancei ao pensar em deixar de fora o Falso Brilhante.

B - Elis Regina

Adoro Bossa Nova e Jazz e esse álbum representa um verdadeiro fusion dos dois gêneros. João Gilberto e Stan Getz arrasam no repertório de Tom Jobim, que também participa ao piano.

B - Getz e Gilberto

Infelizmente esse álbum não ocupa o lugar que merece na história da MPB. Sequer ganhou uma versão em CD – por sorte tive a previdência de convertê-lo eu mesmo para o formato digital. Foi gravado ao vivo na USP, na década de 70, por Márcia, Eduardo Gudin e Paulo César Pinheiro, com um repertório baseado principalmente nas composições desse último.

B - Marcia, Gudin e Pinheiro

Esse disco da Marisa Monte acompanhou minha família em inúmeras viagens que fizemos. Numa época em que meus filhos preferiam ouvir Xuxa e cia., a única unanimidade entre nós era Verde Anil Amarelo Cor de Rosa e Carvão, um verdadeiro oasis sonoro.

B - Marisa Monte

Tom Jobim não tem disco ruim, então escolhi Antônio Brasileiro, seu último álbum, que traz toda a maturidade desse artista, o maior da nossa música e um dos maiores do mundo.

B - Tom Jobim

Toquinho e Vinicius gravaram esse disco na Itália, num clima de muita informalidade e com um repertório fantástico. Em O Poeta e o Violão estão Garota de Ipanema, Apelo, Chega de Saudade e outras músicas inesquecíveis. Antes de cada música eles fazem uma dedicatória a alguns de seus amigos e parceiros. Tudo com bastante descontração e, claro, num nível alcoólico que não recomendava a nenhum dos dois sair dirigindo do estúdio.

B - Toquinho e Vinicius

Assisti ao show Todas as Teclas, que deu origem a esse álbum, duas vezes. Wagner Tiso e Cesar Camargo Mariano gravaram um dos melhores álbuns de música instrumental brasileira. Também nunca entrou para o catálogo dos CDs. É pena, porque pouca gente terá acesso à gravação de Serra da Boa Esperança, de Lamartine Babo, uma das mais belas músicas brasileiras de todos os tempos, em uma belíssima interpretação. Com exceção, é claro, do nosso caro Musicólatra, que poderá ouvi-la aqui com a exclusividade que só o nosso blog pode oferecer:

Serra da Boa Esperança

B - Wagner Tiso e Cesar Camargo Mariano

Vamos passar agora aos Clássicos. Começo com Beethoven, e escolho a 9ª Sinfonia, graças principalmente ao 4º movimento, pelo qual fiquei vidrado ao assistir ao filme Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick. Cheguei até a decorar a letra cantada pelo coral: Freude, schöner Götterfunken, Tochter aus Elysium, wir betreten feuertrunken, Himmlische, dein Heiligtum!

C - Beethoven

Já escrevi sobre Carmina Burana, de Carl Orff, no Musicólatras (clique aqui). Talvez essa não seja a melhor gravação dessa música, mas é a que eu me acostumei a ouvir.

C - Carl Orff

Não sei se gosto desse disco pela música Rhapsody in blue, de Gershwin, ou pelas intérpretes, as belas irmãs Katia e Marielle Labeque. Julguem vocês.

Rhapsody in blue

C - Katia & Merielle Labeque

Um vez eu estava viajando a serviço, tomando um uisquinho a bordo e tentando achar um canal de som que combinasse com meu estado de espírito. Fui achá-lo justamente no canal de música clássica. O som de Scheherazade, de Rimsky-Korssakoff, misturou-se ao uísque e fez meu cérebro comportar-se de forma bastante bizarra. Foi uma das melhores viagens de avião que eu fiz na minha vida. Só sei que a primeira coisa que fiz ao desembarcar foi ir atrás desse álbum – por sorte achei-o no free shop mesmo.

C - Rimsky-Korssakoff

Fico só com esses quatro clássicos e passo para outro estilo. Aimee Mann não é muito divulgada no Brasil. Talvez seu trabalho mais conhecido por aqui seja a trilha sonora para o filme Magnólia, que é muito legal por sinal. Prometo que um dia eu faço um post sobre ela. Por enquanto, fiquem com a música Momentum, dela mesma.

Momentum

I - Aimee Mann

Os Beatles… Ah, os Beatles! Qual dos álbuns escolher? O branco? Let it Be? Sargent Peppers? Na dúvida, resolvi colocar essa coletânea representando os demais.

I - Beatles

Como bom Claptonmaníaco, Eric Clapton não podia ficar de fora. Essa coletânea dele, The cream of Clapton, tem lugar cativo no meu player.

I - Clapton

Gosto muito de Dire Straits também. Passei a gostar deles mais ainda quando soube que a Princesa Diana compartilhava desse meu gosto. Que bobagem, né? Escolhi o álbum Money for Nothing só porque tem Sultans of Swing.

I - Dire Straits

Precisa explicação do porquê o Dark Side of the Moon, do Pink Floyd, está aí? Então vai uma: ganhei de presente do meu pai que não entendia nada de rock, mas acertou em cheio na escolha desse.

I - Pink Floyd

Também já falei sobre a dupla Simon & Garfunkel no Musicólatras (clique aqui). Essa coletânea é a minha favorita, embora a versão que eu tinha em LP contivesse uma ou outra gravação diferente (e melhor) que as do CD.

I - Simon & Garfunkel

E passamos, finalmente, ao jazz, Big Swing Face é um dos primeiros de jazz que furei na minha vitrola (ahahaha). Fiz um post sobre esse álbum de Buddy Rich no Jazz & Rock (clique aqui), que conheci graças a um colega de faculdade, cujo pai era baterista amador e conheceu Buddy Rich pessoalmente. Fiquei completamente hipnotizado com o swing.

J  -Buddy Rich

Dave Brubeck lançou a partir de 1958 dois álbuns em que ele brinca com o tempo e o andamento das músicas. Time Out foi o primeiro. Sua sonoridade supreendente fez com que eles lançassm esse segundo, meu preferido, Time Further Out, em que, como diz o título, eles vão mais além. Detalhe: graças à capa do disco, virei fã do pintor Juan Miró também.

J - Dave Brubeck

Ella Fitzgerald, sempre Ella. Essa coletânea de Cole Porter é maravilhosa. De longe o melhor dos songbooks gravados por ela. The Cole Porter Song Book foi lançado em dois volumes, ambos imperdíveis. E com um único álbum coloco na lista dois de meus artistas favoritos, Ella e Cole Porter. Ouçam It is all right with me.

It is all right with me

J - Ella Fitzgerald

Meu pai tinha um LP de Nat King Cole que eu adorava. Gostava tanto, que ele estava no topo da minha lista para comprar o CD assim que o encontrasse. Demorei muitos anos mas achei. After Midnight baseia-se principalmente no repertório do Nat King Cole Trio e é super suingado.

J - Nat King Cole

E para encerrar uma lista começada com Chico, só mesmo chamando Oscar Peterson! Também já falei sobre esse álbum no Jazz & Rock (clique aqui). The Oscar Peterson Big Six at Montreux, traz o pianista acompanhado por cinco feras em mais uma noite inesquecível do Festival de Montreux, na Suiça.

J - Oscar Peterson

Ufa! Espero não tê-los aborrecido com um post tão grande, mas vocês não têm ideia de quantos fui obrigado a deixar de fora.

Bom final de semana e parabéns a todos os musicólatras!

terça-feira, 22 de março de 2011

Tsunami

Reproduzo abaixo um dos melhores cartuns que vi sobre o tsunami que recentemente se abateu sobre o Japão. O autor é o J. Bosco, do blog Lápis da Memória, ao qual recomendo uma visita, pois o trabalho dele é genial, como vocês podem ver por essa amostra.

Tsunami - Bosco

segunda-feira, 21 de março de 2011

Ex-colegas

Às vezes a gente olha para pessoas da nossa idade e pensa: “não posso estar tão velho assim!”

Edison - 0126 - Ex-colega a

Edison - 0126 - Ex-colega b

sábado, 19 de março de 2011

Adesivinhos

Agora é moda colocar no carro os adesivinhos com os membro da família. Ato contínuo, surgem os gaiatos com ideias criativas como essas que recebi por e-mail.

Família do goleiro Br…

Adesivinho 1 - Família do goleiro Br...


Família Nard…

Adesivinho 2 - Família Nard...


Família Restart

Adesivinho 3 - Família Restart


Família Tiger Woods

Adesivinho 4 - Família Tiger Woods


Família Bonner

Adesivinho 5 - Família Boner


Família Homem-bomba

Adesivinho 6 - Família Homem-bomba


Família Gay

Adesivinho 7 - Família Gay


Acrescento a dica de vídeo passada pelo Rafael nos comentários:

quinta-feira, 17 de março de 2011

Elis Regina

Elis 3

Hoje, 17 de março, é aniversário da Elis. Nada melhor do que homenageá-la reeditando esse post que foi inicialmente publicado no Musicólatras (clique aqui).

Elis Regina nasceu em 1945, em Porto Alegre, e desde cedo mostrou ao que veio – começou a cantar aos 11 anos, em um programa de rádio para crianças na Rádio Farroupilha. Perfeccionista, era exigente consigo mesma e com todos os que com ela trabalhavam. Pelo seu jeito espevitado e extrovertido, ganhou de Vinícius de Moraes o apelido de Pimentinha. Elis nos deixou cedo, em 1982, aos 37 anos.

É considerada por muitos especialistas, e por mim também que não sou especialista em coisa nenhuma, a maior cantora brasileira de todos os tempos. Com exceção do período inicial de sua carreira, quando teve que se submeter às exigências do mercado musical, sempre cantou o que quis e, por isso, teve força para lançar novos compositores como Milton Nascimento, João Bosco e Aldir Blanc, Renato Teixeira e muitos outros. Além disso, foi o primeiro artista a inscrever sua voz como instrumento na Ordem dos Músicos do Brasil.

Elis 6É difícil escolher o melhor disco da cantora. Cada um terá sua própria preferência. O álbum Elis, gravado em 1973, certamente estará na maioria das listas. No ano seguinte ela gravou Elis & Tom e, em 1976, Falso Brilhante, com músicas do show homônimo.

Uma vez li uma historinha sobre ela, contada por um de seus filhos. Elis era uma grande cozinheira e certa vez lhe preparou um almoço em que estavam presentes alguns amiguinhos. No meio da refeição, um deles elogiu a comida: “Puxa, a senhora cozinha muito bem!” A resposta dela foi um primor de realismo: “Você precisava me ver cantando!”

Começo com Travessia, de Milton Nascimento, uma música que pouquíssimos cantores se atrevem a cantar fora do banheiro.

Elis Regina não lançou o Chico porque a Nara chegou um pouco antes, mas poucos o cantaram com tanta emoção, como em Atrás da Porta.

Como Nossos Pais, de Belchior, mais um da lista de lançamentos de Elis, do show Falso Brilhante.

E encerro com Águas de Março, uma das maiores músicas de todos os tempos, num duo fantástico com Tom Jobim (que até ensaia uns passos de dança!):

quarta-feira, 16 de março de 2011

Nada como ser lembrado pelos colegas

Edison - 0125 - Reconhecimento

terça-feira, 15 de março de 2011

Feito de vidro

Interessante filme promocional da empresa Corning sobre as possibilidades do vidro. Boa parte disso já existe, acho, talvez ainda não em forma comercial.

As previsões são bem bacaninhas para quem é ligado em gadgets supermodernos e outras inutilidades domésticas. A minha “preferida” é a possibilidade de responder e-mails pelo espelho do meu banheiro (argh…).

P.S. Em que pese o filme ser muito bem feito, há um pequeno erro que me incomodou um pouco. No início do filme o marido está do lado esquerdo da cama e a mulher à direita. No final do filme, quando eles vão dormir, deitam-se na posição inversa.

domingo, 13 de março de 2011

Mônica Salmaso e Grupo Pau Brasil - e vice-versa

GRUPO PAU BRASIL

O grupo teve origem na cidade de São Paulo em 1979 e, desde então, é uma referência de qualidade e pioneirismo na música instrumental brasileira. Já tem 8 CDs gravados. É composto por Rodolfo Stroeter (contrabaixo), Nelson Ayres (teclados), Paulo Belinatti (violão), Teco Cardoso (saxofone) e Ricardo Mosca (bateria). Site oficial: http://www.grupopaubrasil.com/

Nelson Ayres é um dos responsáveis por eu gostar de jazz  (ele não sabe disso - aliás, ele nem me conhece), pois quando eu estava na faculdade ele e sua orquestra tocaram no auditório da escola. Além de pianista, é também compositor, e é autor uma coisa maravilhosa chamada Veranico de Maio, cantada lá em baixo pela Mônica Salmaso. Que bom tornar a ouvir essa música!

Ária da Bachiana n.4


Jongo


Bye bye Brasil

 

MÔNICA SALMASO

Mônica Ssalmaso merecia um post só pra ela, mas é difícil dissociá-la do Grupo Pau Brasil, até porque ela é casada com o saxofonista Teco Cardoso e muitas vezes eles se apresentam juntos, o que é ótimo para seus fãs. Mônica é uma cantora fantástica. Gravou 8 CDs ao todo, todos de muito bom gosto, além de participar de vários trabalhos com outros artistas. Gravou recentemente um DVD maravilhoso com músicas de Chico Buarque (bom, aí não é muita vantagem, música do Chico até eu cantando fica bom…), do qual eu tenho um exemplar autografado por ela (não vendo, não troco e não dou).

Site oficial: http://www.monicasalmaso.mus.br/ 
Blog: http://pasquimdamonica.blogspot.com/ (infelizmente faz tempo que não recebe atualização)

Beatriz


Veranico de Maio (sei, esse vídeo é repetido no Sítio, mas vale a pena ouvi-lo de novo)


Esse post foi publicado originalmente no
Musicólatras (clique aqui)

sábado, 12 de março de 2011

Artrite

Edison - 0124 - Artrite

sexta-feira, 11 de março de 2011

Uma notícia fabulosa…

… para os tricolores, claro.

Luis Fabiano

Uma pequena pausa nas bobagens usuais deste sítio para tratar de um assunto realmente sério.

Livre arbítrio ou determinismo?

Um comentário do amigo Raphael Vaz no post Sucesso Pessoal, me atiçou um assunto que há algum tempo venho amadurecendo para colocar aqui. É a velha discussão entre o livre arbítrio e o determinsmo.

Para resumir a ópera, os defensores do livre arbítrio argumentam que sempre podemos escolher sobre as decisões que iremos tomar, sobre que caminho escolher. Já os deterministas alegam que nossa escolha não é realmente livre, pois somos “programados” desde pequenos para tomar as decisões a que nos condicionaram. Ambos os argumentos dão pano para manga.

Nesse tipo de discussão eu sempre costumo tomar o caminho do meio (isso é uma espécie de deteminismo?). É evidente que nossa bagagem cultural é fruto de nossas experiências passadas e que nossas escolhas baseiam-se nelas, portanto, na maior parte das vezes, nossas reações serão bastante previsíveis. Porém, o que nossa capacidade de livre arbítrio proporciona é podermos escolher entre um caminho e outro. Livre arbítrio não é fazer algo contra o que você acredita, é ter a liberdade de fazê-lo se você assim o quiser. O que vamos fazer dessa liberdade ou as consequências de nossos atos é outro problema. Posso escolher urinar fora do vaso, mas para quê?

Tem muita gente que se apoia ferozmente no determinismo, mesmo sem saber que isso existe, como desculpa para suas cagadas seus erros. Existem basicamente três tipos de determinismo:

- Genético: seus antepassados são responsáveis pelo fato de você comer muito doce ou ser mal-humorado, pois isso está nos seus genes e não há como você mudar isso.

- Ambiental: você reage às situações que ocorrem à sua volta; se seu cônjuge não lhe dá atenção, você o trai; se seu chefe não lhe paga o que você acha que merece, você tem o direito de roubar a empresa; a ocasião faz o ladrão etc.

- Mental: a culpa é dos seus pais, claro; a forma com que você foi criado o fez tímido ou rebelde, você tem sentimentos de culpa, você tem medo das punições ou de autoridades etc.

Sob esse ponto de vista determinista, qualquer coisa que você fizer na sua vida pode ser justificada por um ou vários dos “argumentos” acima. Repito: todos eles têm grande peso em nossas vidas, mas será que em nenhum momento você poderia ter escolhido um caminho diferente? Você tem certeza de que você não foi o responsável por nada do que lhe aconteceu?

A diferença prática entre o determinismo e o livre arbítrio é só o argumento: eu fiz isso porque eu quis.

Vou citar um caso pessoal. Num determinado ponto da minha vida me dei conta de que não precisava frequentar os lugares que eu detestava ir, mas ia por insistência dos amigos e, quando conseguia me esquivar, sempre procurava inventar uma ótima desculpa. Não era mais fácil dizer simplesmente: não vou porque não estou com vontade? Bem, nem sempre eu sigo essa norma, às vezes ainda vou a lugares que eu não gosto, mas pelo menos já consigo evitar os que detesto.

Só o amadurecimento pessoal nos dá capacidade de fazer bem as nossas escolhas, de saber se estamos agindo de uma determinada forma porque assim o queremos ou porque temos uma bela desculpa para fazê-lo. O processo de amadurecimento nunca termina. Para alguns nem começa.

Livre arbítrio ou determinismo?

Um comentário do amigo Raphael Vaz no post Sucesso Pessoal, me atiçou um assunto que há algum tempo venho amadurecendo para colocar aqui. É a velha discussão entre o livre arbítrio e o determinsmo.

Para resumir a ópera, os defensores do livre arbítrio argumentam que sempre podemos escolher sobre as decisões que iremos tomar, sobre que caminho escolher. Já os deterministas alegam que nossa escolha não é realmente livre, pois somos “programados” desde pequenos para tomar as decisões a que nos condicionaram. Ambos os argumentos dão pano para manga.

Nesse tipo de discussão eu sempre costumo tomar o caminho do meio (isso é uma espécie de deteminismo?). É evidente que nossa bagagem cultural é fruto de nossas experiências passadas e que nossas escolhas baseiam-se nelas, portanto, na maior parte das vezes, nossas reações serão bastante previsíveis. Porém, o que nossa capacidade de livre arbítrio proporciona é podermos escolher entre um caminho e outro. Livre arbítrio não é fazer algo contra o que você acredita, é ter a liberdade de fazê-lo se você assim o quiser. O que vamos fazer dessa liberdade ou as consequências de nossos atos é outro problema. Posso escolher urinar fora do vaso, mas para quê?

Tem muita gente que se apoia ferozmente no determinismo, mesmo sem saber que isso existe, como desculpa para suas cagadas seus erros. Existem basicamente três tipos de determinismo:

- Genético: seus antepassados são responsáveis pelo fato de você comer muito doce ou ser mal-humorado, pois isso está nos seus genes e não há como você mudar isso.

- Ambiental: você reage às situações que ocorrem à sua volta; se seu cônjuge não lhe dá atenção, você o trai; se seu chefe não lhe paga o que você acha que merece, você tem o direito de roubar a empresa; a ocasião faz o ladrão etc.

- Mental: a culpa é dos seus pais, claro; a forma com que você foi criado o fez tímido ou rebelde, você tem sentimentos de culpa, você tem medo das punições ou de autoridades etc.

Sob esse ponto de vista determinista, qualquer coisa que você fizer na sua vida pode ser justificada por um ou vários dos “argumentos” acima. Repito: todos eles têm grande peso em nossas vidas, mas será que em nenhum momento você podia ter escolhido um caminho diferente? Você tem certeza de que você não foi o responsável por nada do que lhe aconteceu?

A diferença prática entre o determinismo e o livre arbítrio é só o argumento: eu fiz isso porque eu quis.

Vou citar um caso pessoal. Num determinado ponto da minha vida me dei conta de que não precisava frequentar alguns lugares que eu detestava ir, mas ia por insistência dos amigos e, quando conseguia me esquivar, sempre procurava inventar uma ótima desculpa. Não era mais fácil dizer simplesmente: não vou porque não estou com vontade? Bem, nem sempre eu sigo essa norma, às vezes ainda vou a lugares que eu não gosto, mas pelo menos já consigo evitar os que detesto.

Só o amadurecimento pessoal nas dá capacidade de fazer bem as nossas escolhas, de saber se estamos agindo de uma determinada forma porque assim o queremos ou porque temos uma bela desculpa para fazê-lo. O processo de amadurecimento nunca termina. Para alguns nem começa.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Banda Mantiqueira

01

Em 1991, o clarinetista, saxofonista, compositor e arranjador Naylor "Proveta" Azevedo, juntou grandes músicos amigos seus para formar a Banda Mantiqueira, que resiste até hoje no árduo cenário da nossa música instrumental.

Com um som bem brasileiro, cheio de metais, está longe de ser uma simples imitação das big bands americanas, ao mesmo tempo que não nega haver bebido daquela fonte. A qualidade de seus músicos, a escolha do repertório e os arranjos originais contribuem para o sucesso junto ao seu público.

Confira, por exemplo, a genial Linha de Passe, de João Bosco, acompanhada pela OSESP:


Ainda na mesma noite, a Banda Mantiqueira acompanhou Mônica Salmaso.

Aqui um apanhado de várias interpretações da banda, apresentando seus músicos e mostrando a versatilidade de seu repertório:

No site da Banda Mantiqueira você pode encontrar a programação de shows e outras informações deste sensacional grupo.


Esse post foi publicado originalmente no
Musicólatras (clique aqui)

sexta-feira, 4 de março de 2011

Encontro de amigos

Edison - 0123 - Encontro 40 anosEdison - 0123 - Encontro 50 anosEdison - 0123 - Encontro 60 anosEdison - 0123 - Encontro 70 anosEdison - 0123 - Encontro 80 anos

quinta-feira, 3 de março de 2011

TOC

Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) é o nome de uma doença que faz com que a pessoa apresente obsessão ou compulsão por alguma ideia ou ação. Ou seja, o indivíduo apresenta um comportamento que pode parecer absurdo ou mesmo ridículo para outras pessoas, como lavar as mãos repetidamente, conferir várias vezes se fechou a torneira ou trancou a porta etc. Ou seja, são as nossas velhas manias que podem chegar a ser sérias o suficiente para comprometer uma vida normal ou simplesmente causar angústia em quem as possui.

Bom, tudo isso aí é o que diz a Wikipedia (clique aqui para ler o texto completo). De minha parte, acho que toda pessoa normal tem um ou outro TOC. Prova disso é que me considero uma pessoa absolutamente normal e tenho o meu. E vou contar com exclusividade para os visitantes do meu sítio: não posso ver o envelopinho no canto da tela informando que chegou e-mail para eu ir correndo abrir. Mesmo quando não estou esperando nenhuma correspondência urgente. Mesmo quando tenho coisas mais importantes para fazer. Simplesmente não posso ver e-mail chegar sem lê-lo. Gosto da minha caixa postal limpa. É isso. Contei.

EnvelopinhoVocê também tem algum? Quer trocar?

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