quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Torres, torres e mais torres


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Essas torres todas que você vê aí em cima estão sendo contruídas ou em lançamento ou foram recentemente entregue aos moradores, em São Bernardo, onde moro. Só aí você pode contar perto de 50 edifícios. As primeiras são fotos tiradas por mim e as demais são escaneadas de revistas de imóveis. Ao todo, nos últimos dois anos, devem ser mais de 150 novos empreendimentos. E todos com ótimas vendas.

Façamos uma conta rápida:

150 torres x 4 aptos. por andar x 20 andares x 3 pessoas por apto. = 36.000 pessoas

Isso representa um incremento de aproximadamente 4% na atual população de 800 mil habitantes, ou seja, muito além de um crescimento demográfico “normal”. Então, de onde virão essas 36.000 pessoas? De outras cidades? Não creio, afinal esse não é um fenômeno somente daqui, o mesmo ocorre em outras cidades da região e na capital. O crédito mais fácil, associado à uma demanda reprimida por imóveis nos últimos anos, pode explicar em parte esse boom.

O fato é que sempre fico desconfiado quando alguma coisa foge à normalidade (se é que alguma coisa é normal nesse país). Tá certo, tenho tendências pessimistas, mas um crescimento exagerado desses não costuma acabar bem. Especialistas garantem que não é uma bolha econômica. Especialistas, garanto eu, muitas vezes se enganam de forma especialíssima.

A facilidade de financiamento permite sonhar com alguma coisa melhor do que a que se tem hoje. Isso é uma aspiração mais do que justa e natural. Mas essa é exatamente a época em que os imóveis estão mais caros. Visitei alguns por curiosidade. Estão caríssimos. Financiamentos a longuíssimos prazos acabarão em dívidas maiores que os valores reais dos imóveis, se é que existe isso. Espero estar redondamente enganado.

Outra preocupação que tenho é que essas 36 mil pessoas estarão concentradas nas zonas centrais da cidade, nas quais ainda não vi nenhuma obra de aumento da infraestrutura, principalmente da capacidade da rede de esgotos. Imagina quando todos se puserem a cagar?

Um comentário:

mara* disse...

O sonho de ter a casa própria começa a ser embalado pela nova classe média em razão do crescimento dos níveis de renda. É o que dizem as pesquisas. O primeiro desejo dessa classe é ter casa própria, e o segundo é possuir um plano de saúde.

Por aqui, o crescimento é outro, de grandes supermercados e restaurantes.

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