segunda-feira, 18 de julho de 2011

Pátio do Colégio

- Professora, ontem eu fui na escola onde São Paulo foi fundada! – disse eu há quase 50 anos para a minha professora, contando a visita que fizera no dia anterior ao Pátio do Colégio – Vi o osso da perna do padre Anchieta! – completei ainda impressionado com aquele pedaço de fêmur de 400 anos de idade.

Curiosamente, poucos dias depois tivemos uma prova e uma das questões versava justamente sobre os fundadores da Cidade de São Paulo. Não é que me deu branco? Coloquei o padre Manoel da Nóbrega no papel e não me lembrava do outro padre. Pensei, pensei, e nada. A professora, vendo meu desespero, olhou para a minha prova e cochichou: – Você viu o osso dele outro dia. Com uma dica dessa não havia como errar. Foi a primeira e única vez que um professor me passou cola durante uma prova.

Aproveitando as férias, na semana passada voltei ao Pátio do Colégio para revisitá-lo. Não me lembro como era da primeira vez em que estive lá, mas achei muito bem conservado e organizado. Pode-se visitar o museu Anchieta, com 2011-07-12 - Pátio do Colégiopeças de arte sacra, a cripta no sub-solo, com objetos indígenas, e a biblioteca, muito bem instalada e cuidada. O que eu gostei mais foi de uma maquete representando a topografia do planalto no início da cidade. Enfim, um passeio que vale a pena para todo paulistano que se preze. Se preferir, visite o site – clique aqui.

Mas onde estaria o fêmur do Padre Anchieta, a única coisa de que me lembrava? Continua lá! Só que numa sala dentro da igreja, junto com o manto que ele usava. Dessa vez, salvo um leve sentimento nostálgico ao lembrar-me da professora, não fiquei tão impressionado.

Outra coisa de que me lembrei é que não foram apenas Anchieta e Nóbrega que fundaram a cidade. Havia também o padre Afonso Brás, que na verdade foi quem construiu o colégio e a igreja original. Enquanto isso, os dois primeiros só rezavam e catequisavam. Em que pese seu nome batizar pelo menos uma rua e um importante bairro da cidade, pouco se ouve falar dele, pouca gente sabe quem é. Triste sina de quem constroi.

8 comentários:

Marília disse...

Sua professora haveria de gostar de saber que deixou essa boa lembrança. Nada como uma professora que continue conosco de alguma forma!

Anônimo disse...

Realmente!!!
Triste sina de quem constroi.

Ademir

Mário Júnior disse...

Passeando pela história de São Paulo, hein... :)

Edison Junior disse...

E com esse comentáriio do meu amigo Ademir completamos o 1000º comentário no Sítio!

Isso não é uma pegadinha e nem dou prêmio por isso. É só um registro!

Anônimo disse...

Pô, Edison !!!

Eu que acompanho há muito tempo o Sítio e controlo religiosamente todos os comentários, esperava um prêmio de incentivo pela minha perseverança.

No mínimo uma pizza de mussarela e um refrigerante 2 litros.

Ademir

Edison Junior disse...

Feito! Mas tem que trazer a Cida!

Mário Júnior disse...

Pôxa, fui o 1001... :p

mara* disse...

Quase nos cruzamos! Ou nos cruzamos? Estive em Sampa, também na semana passada, fazendo um curso de atualização na SERT (Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho) na Rua Boa Vista. Na hora do almoço fui passear pelo Pátio.

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