domingo, 19 de junho de 2011

Pios e piadas

Li na Revista Piaui deste mês uma pequena reportagem a respeito de um workshop sobre ornitologia que ocorreu em São Paulo recentemente.

Aliás, ‘workshop’ é uma palavra melhor que ‘simpósio’, reconheço eu que não sou afeito a anglicismos desnecessários.

Mas voltando à reportagem, uma das grandes atrações era o ornitólogo holandês Bob Planqué, que é matemático por formação e mantém um site com mais de 74 mil gravações de cantos de pássaros, chamado xeno-canto (clique aqui para conhecer se você é chegado em piada de passarinho). Ele, mais os entusiasmados participantes do simpósio, digo, workshop,  passaram boa parte de uma manhã no Parque Vila Lobos, porém não conseguiram gravar nada, somente sons de aviões e helicópteros.

Ele deve saber disso melhor do que eu, mas tem uns dias - não sei porquê, talvez ele saiba – em que os pássaros simplesmente se recusam a cantar.

Digo-o por experiência própria. Moro em uma cidade muito arborizada, que é São Bernardo do Campo – SP. Todo dia, no caminho entre a minha casa e o ponto onde pego o ônibus para ir ao trabalho, passo por lugares cheios de árvores, incluindo uma praça. O silêncio matinal de alguns dias é quebrado por insistentes cantos de passarinhos os mais diversos ao longo de todo o caminho. Até desligo a música e tiro os fones de ouvido. Adoro a gritaria. Noutros dias, sem quê nem porquê, prevalecem os ruídos ao longe dos automóveis, ainda poucos às 6:30 da manhã. É assim, simplesmente, sem explicação.

E por falar em piadas, me lembrei de uma que um amigo sempre conta, sempre com muita graça.

TucanoConsta que um ornitólogo alemão – ou seria holandês? – veio ao Brasil para fotografar um tucano. Aparentemente ele era fascinado pelo tamanho do bico da ave. Munido de câmeras fotográficas sofisticadas e um livro de bolso com frases e palavras em deutch e português, embrenhou-se pelo interior em busca de um exemplar. Depois de muito procurar sem sucesso, parou um caipira que ia passando e com o auxílio do livro pediu:

- Bom tchia! Porr faforr, eu querrer… tirrar fotografia de um… (pausa, desespero, não havia a palavra ‘tucano’ no dicionário de bolso!)… animal… com o pica grande!

JegueO caipira pediu uns minutos e voltou com um jumento no cabresto. O alemão olhou o rocinante, consultou o dicionário e reclamou:

- Mas non serr esse!… esse non terr… pena!

O capiau sorriu marotamente e respondeu:

- Ah, esse aí não tem pena nem da mãe dele!

3 comentários:

mara* disse...

Agradeço por estar em Rio Claro, onde tenho o privilégio de ouvir as piadas de bem-te-vis, quero-queros e a algazarra de casais de maritacas, bem aqui, ao meu lado, na varanda frontal de onde moro. Nos fundos, na lavanderia, ouço os pardais disputando espaço para levarem o alpiste que deixo todos os dias. Uma festa que alegra o meu viver.

Beijão e ótima semana.

Mário Júnior disse...

Coitado do alemão... pica grande... :)

Eu ri com o final. Tem pena nem da mãe... :p

Mário Júnior disse...

Você é o primeiro e o segundo no top comentaristas do meu blog. Tá igual ao Messi, que como melhor do mundo está em primeiro e segundo lugar simultaneamente. :p

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