domingo, 26 de junho de 2011

Obsolescência programada

Obsolescência = estado de algo que perdeu a função ou ficou inútil
Programada = diz-se de algo que não acontece ao acaso, mas é fruto de um planejamento

O vídeo abaixo é daqueles tipo “Teoria da Conspiração” e trata do tema Obsolescência Programada. Vai da crença de cada um aceitar cada palavra ou não. Ou da sua experiência pessoal.

A narração gira em torno (girar em torno é redundância?) de um rapaz que de repente vê sua impressora travar. Nenhuma assistência técnica se propõe a resolver o problema, pelo contrário, é consenso entre elas que ele deve jogar fora a dita cuja e comprar outra, afinal não é um equipamento tão caro assim. Inconformado, ele vai em busca de uma solução e a conclusão é chocante.

Segundo o vídeo, existem basicamente duas formas de obsolescência programada: fazer produtos programados para quebrar ou apresentar falhas depois de um certo tempo, ou forçar o consumidor a querer trocar seu produto por outro mais novo ou mais bonito.

E aqui relato minha própria experiência recente sobre o assunto, não por coincidência relacionado a uma impressora. Cansado de gastar fortunas em cartuchos originais de impressão, passei a comprar genéricos que, mesmo apresentando algumas falhas, ainda eram mais baratos que os originais – o que eu gastei em cartuchos daria para comprar umas vinte impressoras novas. Ou mais. Fiz então o melhor negócio da minha vida. Instalei aqueles cartuchos externos que funcionam perfeitamente e têm um custo de reposição de tinta baixíssimo (paguei R$ 180 para instalar o kit e faz meses que não compro tinta). Ao me entregar o equipamento, o vendedor me alertou que de tempos em tempos a impressora acusaria ‘falta de tinta’, mesmo os reservatórios externos estando cheios. Nesse caso era só eu apertar um botãozinho (parte do kit) que este avisaria a impressora que o cartucho foratrocado. Isso acontece porque impressora na verdade não sabe se tem tinta ou não no cartucho, mas ela conta as folhas que a gente imprimiu para avisar que falta tinta. Absurdo? Quantos mililitros de tinta não terei jogado fora sendo que ainda havia um pouco no cartucho? Que raiva! De consolo pelo que eu gastei antes, resta o fato de eu estar enganando (gerúndio bem aplicado, pois faço isso o tempo inteiro) a obsolescência programada.

Voltando ao que diz alguém no vídeo, a grande verdade é que o crescimento ilimitado é incompatível com um planeta com recursos limitados. Todas as empresas deveriam ser responsáveis pela disposição dos produtos obsoletos fabricados por ela. Mas de verdade, pois essa determinação já existe, só que não é colocada em prática pela grande maioria dos fabricantes.

Uma vez ouvi de um palestrante a seguinte pergunta: “um planeta ‘sustentável’ é um objetivo bom?” Todos concordaram que sim, mas ele mesmo respondeu com outra pergunta a um coitado da plateia: “você está feliz com o seu casamento?”. À resposta positiva ele contrapôs: “Você diria que seu casamento é ‘bom’ ou ‘sustentável’?” Silêncio. A sustentabilidade é só o primeiro passo, e ainda estamos muito longe de dá-lo. O objetivo é mais além. E olha que estou longe de ser um catastrofista.

“O mundo é suficientemente grande para satisfazer as necessidades de todos, mas sempre será pequeno para satisfazer a ganância de outros.”
(Ghandi)

Edison - 0149 - Obsolescência programada

Um comentário:

Mário Júnior disse...

O clássico dessa tirinha é "Como vender mais pasta de dente? Já sei, aumentando o buraco do tubo!".

De fato objetos duram menos. E tem um comunista húngaro, István Mészáros, que diz que isso existe sim. E se chama produção destrutiva.

Fiz um trabalho sobre esse texto dele em 2002, no meu primeiro ano de Ufal. :)

Sobre o endereço do Quartarollo, eu fui lá, li, reli, e fiz um comentário maior que o texto dele. Se vai ser publicado, não sei. Mas dei minha interlocução a ele focando no Neymar ser ou não Rei. O assunto Messi versus Pelé seria deslocado ali e coloquei só no final mesmo. Gostei da indicação! ;)

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