quinta-feira, 17 de março de 2011

Elis Regina

Elis 3

Hoje, 17 de março, é aniversário da Elis. Nada melhor do que homenageá-la reeditando esse post que foi inicialmente publicado no Musicólatras (clique aqui).

Elis Regina nasceu em 1945, em Porto Alegre, e desde cedo mostrou ao que veio – começou a cantar aos 11 anos, em um programa de rádio para crianças na Rádio Farroupilha. Perfeccionista, era exigente consigo mesma e com todos os que com ela trabalhavam. Pelo seu jeito espevitado e extrovertido, ganhou de Vinícius de Moraes o apelido de Pimentinha. Elis nos deixou cedo, em 1982, aos 37 anos.

É considerada por muitos especialistas, e por mim também que não sou especialista em coisa nenhuma, a maior cantora brasileira de todos os tempos. Com exceção do período inicial de sua carreira, quando teve que se submeter às exigências do mercado musical, sempre cantou o que quis e, por isso, teve força para lançar novos compositores como Milton Nascimento, João Bosco e Aldir Blanc, Renato Teixeira e muitos outros. Além disso, foi o primeiro artista a inscrever sua voz como instrumento na Ordem dos Músicos do Brasil.

Elis 6É difícil escolher o melhor disco da cantora. Cada um terá sua própria preferência. O álbum Elis, gravado em 1973, certamente estará na maioria das listas. No ano seguinte ela gravou Elis & Tom e, em 1976, Falso Brilhante, com músicas do show homônimo.

Uma vez li uma historinha sobre ela, contada por um de seus filhos. Elis era uma grande cozinheira e certa vez lhe preparou um almoço em que estavam presentes alguns amiguinhos. No meio da refeição, um deles elogiu a comida: “Puxa, a senhora cozinha muito bem!” A resposta dela foi um primor de realismo: “Você precisava me ver cantando!”

Começo com Travessia, de Milton Nascimento, uma música que pouquíssimos cantores se atrevem a cantar fora do banheiro.

Elis Regina não lançou o Chico porque a Nara chegou um pouco antes, mas poucos o cantaram com tanta emoção, como em Atrás da Porta.

Como Nossos Pais, de Belchior, mais um da lista de lançamentos de Elis, do show Falso Brilhante.

E encerro com Águas de Março, uma das maiores músicas de todos os tempos, num duo fantástico com Tom Jobim (que até ensaia uns passos de dança!):

Um comentário:

Marília disse...

Falso Brilhante - Show inesquecível.

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