quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Coisas da meia idade 13 – O charme do grisalhos

Essa é a minha centésima tirinha! E, para comemorar, dou sequência à minha série sobre a meia idade.

Edison - 0100 Meia idade 13 - Cabelos grisalhos

Eleição, segundo José Simão

Nas eleições de 2008 para prefeito e vereador, ganhei um inesperado versinho de um leitor português, de nome Davi Santos, em forma de comentário num post que fiz (veja aqui).

Para esse ano, porém, dificilmente vai aparecer um versinho melhor do que esse que ouvi do José Simão, segundo ele de um poeta pernambucano:

Eleição é apenas o dia marcado
Pra esse povo abestalhado
Escolher a marca da vaselina
Com a qual vai ser enrabado


Com o devido pedido de perdão às crianças e pudicos que por aqui passarem…

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

- Papai Noel morreu?

- Papai Noel morreu?

Perguntou pela segunda vez o atônito Humberto, de 3 anos. Ele sabia que não estávamos falando do Papai Noel de verdade, mas de um vizinho de sua tia. Ele era o dono do imóvel onde ela morava, uma casinha de fundos. Papai Noel morava na casa da frente.

Tinha bastante idade o homem. Morava só, seus filhos e netos raramente eram vistos por lá. Apesar disso, parecia feliz. Meio esclerosado, vagava pela vizinhança sempre usando um chapeu exótico ou boné colorido. Há uns dois Natais, adotou o gorro do Papai Noel e nunca mais o largou, daí seu apelido em família. Pelo menos na família do Humberto.

Há um mês, mais ou menos, Papai Noel caiu da escada e bateu a cabeça. Foi internado em estado delicado, sem qualquer esperança. A família dele, preparando-se para a morte iminente, foi logo avisando a inquilina para desocupar a casa.

Humberto continuava sentado num banquinho com os olhos arregalados, digerindo a impressionante notícia: Papai Noel morreu! É a primeira pessoa que ele conhece que morre.

No final, um gesto de carinho de seus amigos que o teria deixado muito feliz: ele foi enterrado com o gorro do Papai Noel.

domingo, 26 de setembro de 2010

O que fazer com as tampas de pet?

Carrinho pet As garrafas pet têm gerado inúmeras ideias de reaproveitamento como brinquedos, árvores de natal, tapetes, obras de arte e outras. Porém, em que pesem as boas intenções de quem as tem, nunca vi nenhuma criança brincando com um carrinho ou boneca de pet, nem ninguém apreciando sinceramente as “obras” de plástico. E essa boa intenção é relativamente inútil, pois as garrafas  pet são comercialmente recicláveis, desde que dispostas corretamente.

Porém, chegou-me às mãos (ou à tela, se preferir) uma utilização bastante útil para uma parte não reciclável das pets, as tampas. Trata-se de um fecho para saquinhos plásticos. Veja como se faz:

Corte a garrafa pet pelo pescoço:

Tampa 1

Coloque o saquinho por dentro da tampa cortada, vire as bordas para fora e pronto. É só atarrachar a tampa de volta e o saquinho ficará hermeticamente fechado.

Tampa 2

E não se esqueça de depositar o resto da garrafa em um recipiente adequado.

sábado, 25 de setembro de 2010

Família Silva

Edison - 099 Família Silva

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Uma breve história do jazz – Cool & Hard Bop

Até esse ponto da nossa breve história, o jazz sempre foi considerado uma música quente, hot, com um toque de “sujeira”. A própria palavra jazz deriva de jass ou jaz, que era uma gíria africana para a relação sexual. Na virada da década de 40 para 50, um grupo de músicos começou a mudar essa tendência e passou a tocar próximo ao limite da música clássica, levando o jazz a um nível de sofisticação nunca antes imaginado. Até os boppers, eles incluídos, os músicos sempre tocaram seguindo o espírito inicial do jazz: calor emocional, bravura, impureza musical. Isso mesmo, impureza.

O jazz cool buscava principalmente a pureza. Foi uma inversão total de muitos valores do jazz. Caiu a ditadura dos grandes grupos de instrumentos de sopro e os pequenos grupos com piano, baixo e bateria, complementado às vezes por vibrafone, guitarra e um ou outro instrumento, substituiram a base musical anterior. Essa nova forma de tocar passou a ter um apelo maior para os músicos brancos e um vento forte passou a soprar da costa oeste dos EUA, trazendo o som feito por um grupo de músicos, na maior parte brancos, que ficou conhecido como West Coast School.

A maior parte dos músicos do período cool é proveniente do bop, como Miles Davies (1926-1991), por exemplo. Outros nomes importantes são: Chet Baker (1929-1988), Ray Brown (1926-2002), Dave Brubeck (1920), Benny Carter (1907-2003), Paul Desmond (1924-1977), Herb Ellis (1921-2010), Bill Evans (1929-1980), Gil Evans (1929-1988), Stan Getz (1927-1911), Jim Hall (1930), Woody Herman (1913-1987), Mel Lewis (1929-1990), Joe Morello (1928), Gerry Mulligan (1927-1996), Gene Wright (1923) e Lester Young (1909-1959).

O que eu, particularmente, acho fantástico na década de 50, é que depois de tantas mudanças nos estilos, muitos dos músicos dos primeiros anos ainda estavam vivos, acompanhando a evolução e ainda tocando. Orquestras, como a de Duke Ellington (1899-1974) e Count Basie (1904-1984), ainda tocavam. Lester Young, por exemplo, que mesmo na época do swing já tocava num tom mais cool, quase relaxado, contribuiu imensamente para a formação do bop, sendo considerado por alguns estudiosos como um de seus maiores valores, e foi um dos maiores do cool jazz também.

Em 1950, Miles lançou o álbum Birth of the Cool, acompanhado por um pequeno grupo de boppers. Ainda era difícil traçar um linha divisória entre o bop e o cool. No final da década de 50, ele gravaria ainda o fantástico álbum Birth of The Blues.


O Modern Jazz Quartet figura também entre os primeiros grupos de cool jazz. Era formado por quatro músicos provenientes da orquestra de Dizzy Gillespie (1917-1993). O pianista John Lewis (1920-2001), o baterista Kenny Clarke (1914-1985), o vibrafonista Milt Jackson (1923-1999) e o baixista Ray Brown, substituído posteriormente por Percy Heath (1923-2005). Confirmando a aproximação do jazz com o clássico, o quarteto gravou Bach. Durou até 1974 e foi o único grupo de jazz a gravar pelo selo Apple, dos Beatles.

Nesse primeiro vídeo, curta It Don’t Mean a Thing, de Ellington, um clássico do swing em versão cool.


Pra quem não acreditou, aqui o MJQ toca uma Fuga, de Bach.


Chet Baker, além de tocar trompete, era também cantor, e cantava em um estilo muito peculiar, de maneira bem intimista. Mais ou menos o mesmo (e na mesma época) que fez o baiano João Gilberto (1931) no início da Bossa Nova. Aliás, dizem que João Gilberto tentava cantar como Chet. Bobagem, foram ambos originas a seu modo e geniais no que fizeram.


Outro grupo cool muito legal, com o perdão do trocadilho multilíngue, foi o Dave Brubeck Quartet, do qual fazia parte o sax alto Paul Desmond. A música abaixo saiu no álbum Time Out.


Mas o bop não havia morrido. No final da década de 50 ele teve uma sobrevida batizada de Hard Bop, que mantinha a vitalidade anterior. Um dos maiores destaques desse período foi o grupo de Art Blakey (1919-1990) e seus Jazz Messengers. Dizzy Gillespie ainda estava na ativa. Charlie Mingus (1922-1979),  John Coltrane (1926-1967) e Thelonious Monk (1917-1982) idem. Assim como Clifford Brown (1930-1956), Wes Montgomery (1923-1968), Herbie Hancock (1940), Max Roach (1924-2007), Wayne Shorter (1933), Stanley Turrentine (1934-2000) e Tommy Turrentine (1928-1997). Muitos prosseguiram pela década de 60 afora.

        


No entanto, seja pela via bop, seja pela cool, o jazz não era mais “dançável”, e começou a perder o público jovem. Público esse que começou a prestar atenção numa moçada que estava fazendo um som diferente, tão empolgante quanto as antigas orquestras de swing. Era um tal de Rock & Roll.


Leia mais em
Uma breve história do jazz – O início
Uma breve história do jazz – O elo perdido
Uma breve história do jazz – The Trumpet Kings
Uma breve história do jazz – O Blues
Uma breve história do jazz – A Era do Swing
Uma breve história do jazz – As Divas
Uma breve história do jazz – O Bebop

Nota: Essa Breve História foi publicada originalmente no blog Musicólatras.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Que casal mais fofo!

AA - Placa - Paris Noivas

Extrato Parlamentar

Conheci um site muito interessante chamado Extrato Parlamentar, no qual se pode acompanhar a atuação de cada membro do nosso congresso.

Dito assim parece um pouco chato, mas existe um teste lá que é muito interessante. Consiste de várias perguntas sobre projetos recentemente votados no congresso e a gente tem que responder qual seria nosso voto em cada um deles. Daí, eles listam com quais candidatos sua opinião tem maior afinidade e até com qual partido você se identifica mais.

O resultado obtido não quer dizer que obrigatoriamente você deva votar no primeiro colocado da lista, mas mostra uma tendência. A decisão, claro, é sua.

Segundo definição do próprio site:

O Extrato Parlamentar é um sistema de consulta de afinidade política, que tem por objetivo trazer maior transparência ao processo político no Brasil.
O sistema utiliza modelos estatísticos e matemáticos, não tendo qualquer vínculo político ou partidário.
Ao realizar o cálculo de afinidade, o sistema não considera apenas as votações finais dos processos, mas toda a atuação parlamentar durante o processo de tramitação de uma determinada lei.
O Extrato Parlamentar é fruto de um trabalho colaborativo entre o Movimento Voto Aberto, Cebrap e demais parceiros que atuam na construção.

Para fazer o teste, clique no link em: http://www.votoaberto.com.br/extratoparlamentar/

Para mim até que funcionou. Quem sabe é um caminho melhor do que simplesmente votar em branco ou não reelejer ninguém indiscriminadamente (vide campanha ao lado).

domingo, 19 de setembro de 2010

Pum no elevador

Edison - 098 Pum no elevador

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Armazenamento de dados

HD 5MB embarcando

Essa coisa do tamanho de uma geladeira que está embarcando num avião, em 1956, é o primeiro HD utilizado por um computador. Pesava por volta de 1 tonelada e tinha a capacidade de armazenar fantásticos 5 MB de dados!

Claro, fantástico para a época, pois mal daria para armazenar uma música em mp3 com 5 minutos de duração.

Hoje, armazenamos uma quantidade absurda de dados em pen drives, de custo relativamente baixo. Um pen drive de 4 GB – sim, esse aí que você tem pendurado em seu chaveiro e pagou menos de R$ 40 - armazena por volta de 800 vezes mais dados que o HD da foto, que custava sabe-se lá quanto.

Sabe o que são 800 vezes a geladeira acima? Conta aí.

HDs 5MB 800 (4GB).jpg

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Homens x Mulheres: As cores

Homem x Mulher - cores

Não sei não, tem um erro aí. Acho que a primeira cor roxa após o rosa ainda é rosa, tanto que chama rosa forte…

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Check up

Edison - 094 Morte súbita

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Davi nos EUA

David 1

Finalmente retorna à Itália a escultura Davi, de Michelangelo, depois de um ano excursionando pelos EUA.

David 2 

Esse evento cultural foi um oferecimento de:

David 3

sábado, 11 de setembro de 2010

Desculpas

Edison - Desculpa 1

Variação sobre o mesmo tema:

Edison - Desculpa 2

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Propaganda boa. Produto ruim.

Tem essa propaganda do TSE:

E tem a irmã dela - bem mais engraçada, pena que não achei no Youtube - que é a do cara que chega no aeroporto e encontra um motorista portando um cartaz com seu nome e o leva para casa. Só que não era a casa dele, mas a de um homônimo, de origem oriental, cuja família lhe faz uma festa surpresa, todos constrangidos com a situação bizarra.

Em ambas, a mensagem do TSE é a de que agora é obrigatório levar dois documentos para votar. O título de eleitor mais um documento de identidade com foto. Agora é lei, decreta a propaganda.

É incrível que, enquanto se discute a possibilidade de termos um único documento para com ele fazer de tudo (*) como em outros países civilizados, agora precisemos de DOIS documentos para fazer UMA ÚNICA coisa: votar.

Esse é realmente um país que vai pra frente…


(*) RG, CNH, título de eleitor, crachá da empresa, carteira de trabalho, PIS, cartão do cidadão, certidão de nascimento, bolsa-família etc.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Não é minha mesa

Mudou muito o atendimento nos restaurantes. Antigamente era comum a gente chamar o garçom para fazer um pedido e ouvir dele:

- Essa não é minha mesa, vou chamar o Fulano.

E não chamava. Ficávamos lá com cara de tacho tentando descobrir por tentativa e erro quem era o Fulano.

Não fiz uma estatística rigorosa, mas tenho observado que essa atitude mudou bastante. Isso é ótimo, pena que torna a piadinha abaixo obsoleta.

Edison - 095 Meu garçom

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Maluco e imbecil

O pastor Terry Jones, da Dove World Outreach Center, uma pequena igreja “cristã” americana, propôs a queima de exemplares do Alcorão, o livro sagrado dos muçulmanos, no dia 11 de setembro próximo, para lembrar a data em que as torres gêmeas foram derrubadas por Bin Laden e seu bando. Leia aqui.

Terry JOnes 2 O que será que esse imbecil pretende com esse gesto? De verdade, não é possível alguém acreditar que isso possa resultar em boa coisa.

Claro, essa proposição provocou reações contrárias imediatas dentro dos próprios EUA, porém, basta um maluco dar ouvidos ao maluco-mor, botar mãos à obra, um vídeo no youtube e…

O final todos já sabemos.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Porque hoje existem tantos divórcios

Essa aqui também recebi por e-mail. É um apanhado de conselhos práticos dados às moças pelas revistas femininas nas décadas de 50 e 60, quando havia bem menos divórcios e separações.


Jornal das moças 1 “Não se deve irritar o homem com ciúmes e dúvidas".
(Jornal das Moças, 1957)

"Se desconfiar de infidelidade do marido, a esposa deve redobrar os carinhos e provas de afecto, sem questioná-lo nunca".
(Revista Claudia, 1962)

Cláudia 1“Desordem na casa de banho, desperta no marido vontade de ir tomar banho fora de casa".
(Jornal das Moças, 1965)

"A mulher deve fazer o marido descansar nas horas vagas, servindo-lhe uma cerveja bem gelada. Nada de incomodá-lo com serviços ou notícias domésticas".
(Jornal das Moças, 1959)

Querida "Se o seu marido fuma, não discuta pelo simples facto de deixar cair cinza no tapete. Espalhe cinzeiros por toda a casa".
(Jornal das Moças, 1957)

"O noivado longo é um perigo, mas nunca sugira o matrimónio. ELE é quem decide - sempre".
(Revista Querida, 1953)

Jornal das moças 2 "Sempre que o marido sair com os amigos e chegar a altas horas da noite, espere-o linda, perfumada e dócil".
(Jornal das Moças, 1958)

"É fundamental manter sempre uma aparência impecável diante do marido".
(Jornal das Moças, 1957)

"A esposa deve vestir-se depois de casada, com a mesma elegância de solteira, pois é preciso lembrar-se de que a caça já foi feita, mas é preciso mantê-la bem presa."
(Jornal das Moças, 1955)

"O lugar de mulher é no lar. O trabalho fora de casa masculiniza".
(Revista Querida, 1955)

 
Bom, quanto a mim, estou casado há mais de 25 anos sem que minha esposa tenha seguido qualquer um dos conselhos acima. Não sei se as frases são verídicas, provavelmente sim, mas com esses preceitos o meu casamento provavelmente não teria durado tanto. Sei lá, coisas da cultura de cada época.

sábado, 4 de setembro de 2010

Providências erradas

Edison - 0093 Estrada esburacada

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Alternativas para a falta dos saquinhos plásticos

Já falamos aqui sobre a utilização das velhas e feias sacolas de feira para diminuir o consumo dos saquinhos plásticos e como isso pode ajudar um pouquinho nosso planeta (veja aqui).

Porém isso teve um efeito colateral inesperado. Milhares de leitores me escreveram reclamando que com essa louvável atitude estavam ficando sem saquinhos para colocar o lixo.

Posso anunciar agora que seus problemas finalmente se acabaram-se! Recebi um e-mail com uma ideia super legal para suprir essa escassez: fazer um grande copo de papel utilizando folhas de jornal!

Foto 10

Se você não se lembra como faz o copo de papel, é só seguir a orientação abaixo. Você pode utilizar uma ou mais folhas sobrepostas, dependendo da resistência que você deseja para o seu lixo.

Mãos à obra!

Comece com um pedaço quadrado de jornal e vá dobrando conforme as fotos abaixo:

Foto 1

Faça um grande triângulo,

Foto 2

Dobre uma das pontas para dentro,

Foto 3

Vire de cabeça para baixo (o jornal, não você),

Foto 4

Dobre a outra ponta simetricamente,

Foto 5

Dobre uma das pontas superiores para dentro,

Foto 6

Agora a outra

Foto 7

E pronto!

Foto 8

É só abrir…

Foto 9

E colocar dentro da lata!

Foto 11

Pode ser que um dia as pessoas abandonem totalmente o jornal de papel trocando pelas notícias da internet. Até lá vai usando essa ideia, depois a gente vê o que faz.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Que frio (*)

Edison - 0092 Que frio..

(*) essa piadinha foi desenhada na semana passada…

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