domingo, 31 de janeiro de 2010

Boa semana!

Smile forçado

sábado, 30 de janeiro de 2010

Aderbal e o Santo

AldeiaSua chegada era ansiada por todos naquela pequena cidade do interior. Sua fama o precedia e as histórias de seus milagres corriam por aquelas bandas. O Santo, como era conhecido, chegava no sábado pela manhã, conversava com habitantes locais ávidos por uma cura, escolhia dentre eles os que demonstravam maior fé, e programava o milagre para o domingo. Aos poucos eleitos, só lhes recomendava que rezassem durante toda a noite.

Naquele final de semana não foi diferente. A multidão reunida em frente à sua tenda armada na praça espiava curiosa o entra e sai de candidatos a uma cura.

- Nome?
- Aderbal.
- Hum… vejo que o senhor anda com o auxílio de muletas.
- Sim, sinhô, nasci com defeito nas perna, os dotô diz que num tem jeito, não...
- O senhor tem fé, Sr. Aderbal?
- Tenho sim, sinhô!
- Então vá para casa e reze bastante, meu filho. Volte amanhã às 8 horas que EU vou dar um jeito!

Cabana- Nome?
- Chossé.
- Como?
- Chossé, iqual o pai de chessus...
- Ah! E como posso ajudá-lo, Sr. José?
- É que eu costãria te ser lõcutõr te rátio e cum essa foz fanhossa num tá...
- O senhor tem fé, Sr. José?
- Ô!
- Mas precisa muita fé, Sr. José!
- Ih, Eu tenhõ é fé timãis!
- Então vá para casa e reze bastante. Volte amanhã às 8 horas, meu filho, que eu vou fazer sua foz, digo, sua voz, ficar maravilhosa!

Terminadas as entrevistas, o Santo fez um pequeno sermão, passou a sacolinha, aceitou uma refeição oferecida pelo Prefeito e recolheu-se em sua tenda para meditação até o dia seguinte, não sem antes realizar um culto-confraternização privado com alguma beatas que lhe parecereram especialmente gostosas, digo, devotas.

Na manhã do domingo a praça se dividia desigualmente. Numa extremidade, na escada da igreja, estava somente o padre, com cara desolada, observando a multidão do outro lado em volta da tenda do Santo.

José e Aderbal, com os olhos inchados pela vigília noturna, não viam a hora de se livrar de seus problemas. O burburinho da população silenciou quase de imediato quando ele saiu de sua tenda. Envolto num manto vermelho, o Santo abriu caminho e foi em direção a José e Aderbal.

Profeta 1- Vocês rezaram bastante, meus filhos?
- Sim, responderam quase em uníssono.
- Pois bem, vão para trás daquele muro.

Os murmúrios recomeçaram enquanto o claudicante Aderbal e José andavam até o local indicado, mas silenciaram novamente quando o Santo levantou as mãos.

Ele fechou os olhos e em êxtase gritou na direção do muro:

- Aderbal! Jogue sua muleta direita por sobre o muro!

Aflição da multidão nervosa quando a primeira muleta voou. Todos se deram as mãos esperando o que ia acontecer.

- Agora, Aderbal, concentre-se. Quando sentir-se confiante, jogue a segunda muleta!

Poucos segundos se passaram até que a muleta riscou o ar, levantando brados eufóricos e excitados da turba. Até o padre se aproximou. Fez-se silêncio novamente. Grande expectativa.

- Agora você, José! Fale alguma coisa!

 

Aderbal.jpg


Nota: ouvi essa piada há muitos anos num programa esportivo da antiga Rádio Gazeta, contada pelo Zé Italiano, e sempre gostei de contá-la.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Verão

Chuvarada que não acaba mais

Calor sufocante

Enchentes

Trânsito

Ovos cozinhando dentro do carro

Suor

Dengue

Deslizamentos

Falta muito pro Verão acabar?

Congestionamentos

Sei que não é exatamente uma novidade, mas não há quem aguente mais o trânsito em São Paulo. Em qualquer dia, a qualquer hora.

O parâmetro utilizado pelos sádicos repórteres aéreos e as pobres autoridades de trânsito para dimensionar o congestionamento é o comprimento da encrenca. Medido nas principais ruas avenidas da cidade, eles vão somando, somando, até que chegam aos inacreditáveis 200, 300 km do congestionamento nosso de cada dia.

Vez por outra, a Prefeitura abre uma rua ou avenida nova. A alegria dura pouco, pois um mês depois ela já está completamente congestionada. Minha esperança é o Rodoanel. Quando ele começar a funcionar pra valer, vai desviar uma gigantesca quantidade de caminhões que não precisariam atravessar São Paulo e cá estão a fazer volume. Mas esse alívio vai durar quanto tempo?

Com o trânsito parado, cada carro ocupa aproximadamente 5 metros de comprimento, incluindo-se o espaço entre um e outro.  Admitindo-se que em média as ruas consideradas pelo CET tenham três faixas de largura, temos que um congestionamento de 300 km significa, na prática, que mais ou menos 200.000 veículos estão parados naquele momento com um monte de gente nervosa desperdiçando preciosas horas de sua vida. Nesse meio tempo, alguns veículos chegam ao seu destino e outros partem, assim, o trânsito permanece ruim por horas a fio.

A frota de veículos particulares em SP é de 6 milhões unidades, ou seja, esse trânsito todo é causado pontualmente por apenas 3% da frota. Imagine se mais gente resolve sair às ruas no mesmo horário. Medo!

É por isso que não tem mais hora nem dia bom para sair de casa. Todos já redistribuíram seus horários, na medida do possível, saindo mais cedo ou chegando (muito) mais tarde em casa. O colapso final se aproxima a galope, ou melhor, sobre rodas.

Enquanto isso, a Prefeitura e o Estado descobriram uma solução genial para reduzir o comprimento do trânsito em São Paulo: alargar as ruas. Isso é o que está sendo feito nas nossas marginais. Um aumento considerável da área de estacionamento da cidade.

Pistas.jpg

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Como se virar durante uma enchente

Pelo jeitão do pessoal, isso deve ser pros lados da Malásia...

Durante uma enchente procure um lugar seguro

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

caim

josé saramago

Capa Caim - José Saramago Terminei nesta semana a leitura do último livro de saramago, com minúscula mesmo, que é como ele escreve os nomes de todos os seus personagens, inclusive deus.

De todos os livros que eu li dele, esse é sem dúvida o mais engraçado. Irreverente ao extremo com os temas religiosos, saramago não deixa por menos nesse romance, o qual não recomendo a leitores religiosamente mais sensíveis, mesmo os que tenham gostado ligeiramente de o evangelho segundo jesus cristo.

Apesar do personagem principal, caim, ter uma passagem relativamente curta na bíblia, saramago o faz passear por várias épocas do velho testamento, ou diversos presentes, como caim os percebe, utilizando essas passagens para, através dos olhos e da boca de caim, travar as suas próprias discussões com deus (e algumas nossas também).

Começa pela criação do próprio mundo e da vida (não, aqui por enquanto caim ainda não estava presente), adão, eva, o paraíso, abel, caim (agora sim), o fraticídio, e a partir daí já a primeira discussão com deus, quando este diz a caim que não havia impedido o assassinato de seu irmão para o por a prova (e tu quem és para por a prova o que tu mesmo criaste?). Daí, sai caim pelo mundo até o final do livro, quando uma ação premeditada de caim ameaça mudar a história da humanidade, pelo menos na visão criacionista.

Caim está presente quando deus dizima sodoma e gomorra por não ter encontrado naquelas cidades sequer 10 inocentes (e as crianças? pergunta caim). Passa por jericó, torre de babel, arca de noé e outras paragens.

Presencia quando abraão leva seu filho isaac para ser sacrificado a mando de deus, ocasião em que intefere ligeiramente na história:

“(…) chegando assim ao lugar de que o senhor lhe havia falado, abraão construiu um altar e acomodou a lenha por cima dele. Depois atou o filho e colocou-o no altar, deitado sobre a lenha. Acto contínuo, empunhou a faca para sacrificar o pobre rapaz e já se dispunha a cortar-lhe a garganta quando sentiu que alguém lhe segurava o braço, ao mesmo tempo que uma voz gritava, Que vai você fazer, velho malvado, matar o seu prórpio filho, queimá-lo, é outra vez a mesma história, começa-se por um cordeiro e termina-se por assassinar aquele a quem mais se deveria amar, Foi o senhor que o ordenou, foi o senhor que o ordenou, debatia-se abraão, Cale-se, ou quem o mata aqui sou eu, desate já o rapaz, ajoelhe-se e peça-lhe perdão, Quem é você, Sou caim, sou o anjo que salvou a vida a isaac. Não, não era certo, caim não é nehum anjo, anjo é esse que acabou de pousar com grande ruído de asas e que começou a declamar como um actor que tivesse ouvido finalmente a sua deixa, Não levantes a mão ao menino, não lhe faças nenhum mal, pois já vejo que és obediente ao senhor, disposto, por amor dele, a não poupar nem sequer o teu filho único, Chegas tarde, disse caim, se isaac não está morto foi porque o impedi. O anjo fez cara de contrição, Sinto muito ter chegado atrasado, mas a culpa não foi minha, quando vim para cá surgiu-me um problema (…) se cá cheguei foi por milagre do senhor. Tarde, disse caim, Vale mais tarde que nunca, respondeu o anjo com prosápia (…) Enganas-te, nunca não é o contrário de tarde, o contrário de tarde é demasiado tarde, respondeu-lhe caim. O anjo resmungou, Mais um racionalista (…)”

Definitivamente, não é para pessoas sensíveis.

Que talvez possam preferir a versão gráfica do livro de Gênesis, de autoria de Robert Crumb, que também li recentemente e da qual reproduzo o mesmo capítulo acima, sem Caim, é claro.

 Gênesis -  cap.22 - Robert Crumb 01 Gênesis -  cap.22 - Robert Crumb 02 Gênesis -  cap.22 - Robert Crumb 03 Gênesis -  cap.22 - Robert Crumb 04

sábado, 23 de janeiro de 2010

O que você pensa quando lhe oferecem uma bebida?

Depende… desvende os caminhos tortuosos da mente masculina e feminina.

Cerveja 1

Cerveja 2

Cerveja 3

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

O saco

Edison - O saco

Em um momento de absoluta ausência de pensamentos mais construtivos, medito abobristicamente sobre o tema dessa velha piada.

Realmente, taí uma grande invenção. Se os homens tivessem que carregar seus grãos ao sabor do vento, imagine o risco que haveria de perdê-los. Já pensou, numa festa, alguém gritando “parem a dança, ninguém dá mais nenhum passo! perdi uma!”. Ou, em casa, “benhê, você viu minhas bolinhas por aí?”. Isso sem contar o desconforto de ter sempre uma das mãos ocupadas. Os restaurantes mais chiques manteriam uma bandejinha de prata - oh, céus! - onde as colocaríamos antes de lavar as pontas dos dedos na água de colônia. Por último, mas não menos importante, o saco é uma incomparável almofadinha para apoio e repouso do guerreiro.

Por outro lado, certamente haveria algumas vantagens em tê-las separadas do corpo:

  • poder sentar-se sem que a cueca lhe faça um “8” no saco;
  • na hora de jogar futebol poderíamos deixá-las no vestiário, seguramente trancadas dentro de um armário, e ficar sossegadão na barreira, preocupados apenas com o nariz; e
  • a vasectomia poderia ser feita sem estar de corpo presente, bastando mandar o material por moto-boy.

Claro, seria prudente contratar um bom seguro.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Terremoto na Bahia

Depois dos terremotos ocorridos no Haiti, o Governo Brasileiro resolveu proteger todo o país. O então recém-criado Centro Sísmico Nacional, poucos dias após entrar em funcionamento, já detectou que haveria um grande terremoto no Nordeste do país.

Assim, enviou um telegrama à delegacia de polícia de Jequié, uma cidadezinha no interior do Estado da Bahia. Dizia a mensagem:

"Urgente. Possível movimento sísmico na zona. Muito perigoso. Richter 7. Epicentro a 3 km da cidade. Tomem medidas e informem resultados com urgência."

Somente uma semana depois, o Centro Sísmico recebeu um telegrama que dizia:

"Aqui é da Polícia de Jequié: Movimento sísmico totalmente desarticulado. Richter tentou se evadir, mas foi abatido a tiros. Desativamos as zonas. Todas as putas estão presas. Epicentro, Epifânio, Epicleison, e os outros cinco irmãos estão detidos. Não respondemos antes, porque teve um terremoto da porra por aqui!"

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

sábado, 16 de janeiro de 2010

Higienize seus ovos!

AA - Embalagem Hidrosteril

Um sábio conselho!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Sobre ter e dar, em três (bons) momentos da MPB

Djavan:
Sabe lá
O que é não ter e ter que ter pra dar?
Sabe lá?

Zé Ramalho:
É duro tanto ter que caminhar
E dar muito mais do que receber

Titãs:
Eu sei que é pra sempre
Enquanto durar
Eu só peço somente
O que eu posso dar

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Como funciona o nosso cérebro

A neurocientista Jill B. Taylor explica como o cérebro funciona, usando como fio condutor um aneurisma que ela mesma teve e do qual conseguiu se recuperar.

Se quiser legendas é só selecionar no View subtitles.

(vi esse vídeo no blog do Stephan Kanitz)

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Preenchendo ficha

Edison - Na repartição

domingo, 10 de janeiro de 2010

Álcool ou gasolina?

Assustado com o preço atual do álcool?
Cansado de fazer continhas de cabeça ao entrar no posto?
Tem a sensação de que gastou mais do que deveria?

Seus problemas se acabaram-se!

Com a tebelinha abaixo você vai saber num piscar de olhos se está mais barato abastecer seu carro com álcool ou gasolina.

Por exemplo, se o posto que você escolheu vende o álcool a R$ 1,80 e a gasolina a R$ 2,40, consultando a tabela você verifica que é mais barato encher seu tanque com gasolina.

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Outra forma de ler a tabela é a seguinte: nesse mesmo posto citado no exemplo, seu carro gastará R$ 0,257 por km se abastecido com álcool e R$ 0,229 por km se abastecido com gasolina.


Observações importantes:

1) A tabela acima é válida para os consumos indicados de 7,0 km/l para o álcool e 11,0 km/l para a gasolina. Caso o consumo de seu carro seja diferente, baixe o arquivo neste link (atualizado) e faça as alterações necessárias.

2) Parto do princípio que o estabelecimento é idôneo e não batizou nenhum dos dois combustíveis. O blog não se responsabiliza por eventuais batismos.

3) Idem com relação ao seu carro ser um modelo flex, claro.

sábado, 9 de janeiro de 2010

The dream is over…

Fontes fidedignas me informam que a dupla Edson e Hudson deve se separar em 2010.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Não é quem você está pensando…

… qualquer semelhança é mera coincidência.

Edison - Bebum no médico

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Quem são os carregadores de piano

Carregadores de piano, ah, os carregadores de piano… São aqueles caras a quem um dia lhes foi determinado carregar um piano de um ponto A até um ponto B. No início parecia fácil, pois, embora o piano fosse pesadinho, havia quatro pessoas para carregá-lo, cada uma pegava numa ponta e vamos embora.

Um belo dia, alguém olhou a operação e achou que o piano não estava sendo bem carregado, que podia ser melhor. Escolheu um dos carregadores, o mais fraquinho, que não ajudava muito na distribuição de forças, nomeou-o caga-regras, pediu-lhe que parasse o que estava fazendo e pensasse numa maneira melhor de fazer tudo aquilo. Enquanto isso, o piano seria carregado pelos três empregados remanescentes.

Aliviado por não ter mais que fazer força, o caga-regras começou a escrever a melhor forma de segurar o piano, a posição dos dedos, que músculos deveriam ser acionados para tirá-lo do chão, como vencer a inércia, por qual caminho transportá-lo, como descarregá-lo etc. De tal forma que, mesmo quem não soubesse o que era um piano, poderia facilmente transportá-lo.

pianomover_384Encantado com o trabalho feito pelo caga-regras, o chefe pediu a ele para descrever como carregar tubas, bumbos, flautas e outros instrumentos. Dali a pouco ele já estava escrevendo sobre como tocar o piano! Mas, para que o trabalho anterior não se perdesse, pediu a um dos três carregadores que interrompesse sua tarefa a cada 10 passos para verificar o processo e assegurar-se de que a tarefa estava sendo cumprida conforme descrita, sempre documentando tudo para que qualquer um pudesse saber como o piano havia sido transportado.

Nesse meio tempo, algumas dificuldades foram aparecendo como, por exemplo, um modelo de piano com o dobro do peso, novos obstáculos pelo caminho e prazos de entrega cada vez mais irrealizáveis. Aos poucos, a chefia começou a perceber que o processo não ia muito bem e chegou a conclusão que os carregadores eram ineficientes.

Quem sabe não seria a hora de terceirizar essa operação? Pode não melhorar a eficiência, mas certamente é mais barato e acaba de uma vez por todas com essa chatice de carregadores reclamando de excesso de trabalho.

Mas Tercerização é outra história.

Esta é a última parte de um texto que começou em Governança Corporativa, continuou em Como surgem os caga-regras e em De onde vêm os auditores.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Voltando da pescaria

Edison - Voltando da pescaria com o pai

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Vai um cafezinho?

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Loucura e lucidez

“Nem toda loucura é genial. Nem toda lucidez é velha.”

Chico Buarque, 1968

sábado, 2 de janeiro de 2010

De onde vêm os auditores

No inicio era o verbo. A palavra bastava. O dono da empresa confiava em seus empregados ou não. Neste caso, mandava-o embora sumariamente ou vigiava-o de perto pessoalmente. Com o crescimento da organização, achou por bem criar uma área especializada em procurar maus empregados. Na falta de maus ou na impossibilidade de descobri-los, passou a vigiar com o mesmo rigor os bons empregados.

Estava criado o departamento de auditoria. Ao contrário dos caga-regras, auditores têm formação própria, curso superior, MBA etc. e, salvo exceções, são contratados de fora da organização, daí o fato de muitos auditores sequer imaginarem o que é produzido pela empresa em que trabalham. Auditores geralmente ganham altos salários.

O departamento de auditoria tornou-se independente. Em grandes empresas costuma prestar contas diretamente aos acionistas, passando por cima até do presidente, se necessário.

Pensando nisso, algumas empresas criaram um departamento paralelo para "controle interno", que nada mais é do que uma pré-auditoria, ou seja, verifica se existem problemas potenciais antes que a auditoria propriamente dita os descubra. Esse departamento de controle interno presta contas à diretoria da empresa.

Como a diretoria costuma chiar quando o controle interno levanta problemas, criou-se um processo pelo qual cada departamento realiza anualmente uma revisão de todas as suas atividades e, junto com o controle interno, elaboram planos para regularização da situação.

Esse processo de revisão anual tem três características básicas:

1) É baseado em normas e procedimentos escritos por caga-regras;

2) O trabalho mais pesado para sua execução é feito pelos carregador de piano de cada departamento; e

3) Gera uma lista de atividades para serem atendidas dentro de um determinado prazo. Adivinhe quem tem que executá-las?

Gráfico atividades - Auditores
Leia a primeira parte desse texto em Governança Corporativa.
A segunda parte está em Como surgem os caga-regras.

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