sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

O homem que sabia javanês

Lima Barreto é um dos escritores clássicos brasileiros. Infelizmente, é daqueles que muita gente só ouve falar quando vai fazer o exame vestibular. Nasceu em 1881, filho de pai e mãe ex-escravos, foi jornalista além de escritor, e morreu em 1922. Defendia ideias libertárias e anarquistas. É autor, entre outras obras, de O triste fim de Policarpo Quaresma (atenção: esse cai no vestibular!) e O homem que sabia javanês (que muita gente já ouviu falar, mas não sabe de onde).

Este último na verdade é um conto escrito por volta de 1911. Nele, dois amigos que não se vêem há muito tempo dialogam na mesa de um bar. Um deles conta seus sucessos profissionais devido a uma habilidade única: proficiência na língua javanesa. Quer dizer, saber javanês ele não sabia, mas como afirmava que sim e, como não aparecia ninguém para contestá-lo, era como se soubesse. Ele começa sua “carreira” como professor de javanês de um velho muito rico e deixa o conto como alto diplomata e funcionário público.

Uma bela parábola, de tema atualíssimo, num mundo cada vez mais cheio de especialistas e enganadores.

A eles, meu cordial ho-bi iu tak!


P.S. Esse post tem uma dedicatória: é para o Iatã, do blog Travessia do Iatã, que me fez recordar desse conto. O que praticamente me obrigou a relê-lo.

3 comentários:

Iatã Themudo Lessa disse...

Querido primo,
Estou lisonjeado com a homenagem. Mas o que foi que eu escrevi que te fez lembrar desse conto?
Aliás, ele é um dos meus contos preferidos, faz tempo. Além de adorar o Policarpo Quaresma, pois como você bem sabe, sou filho de uma figura similar...
Abraço!

Edison Junior disse...

Foi seu comentário no post do "ho-bi iu tak".

(clica no link)

Fernando J. Pimenta disse...

E você, meu caro, está praticamente me obrigando a lê-lo! :D

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