quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Geoengenharia

Muito se tem discutido sobre o aquecimento global e o que se deve fazer para combatê-lo. Às vezes o assunto até parece unanimidade. Os bons contra os maus.

Aliás, quando algum assunto tende à unanimidade, eu começo a desconfiar que alguma coisa não está bem, principalmente quando um George Soros da vida aparece todo bonzinho em público discursando a favor da liberação de verbas (humm...) para combater o problema.

A unanimidade é burra, dizia Nelson Rodrigues.

Embora não gozem de grande espaço ou prestígio na mídia, alguns poucos cientistas e ambientalistas discordam dos diagnósticos e prognósticos. Nem mesmo o fato de existir um processo de aquecimento global irreversível é aceito por todos, pois vêm nisso o ciclo natural da Terra de aquecimento e arrefecimento.

E, mesmo entre os que aceitam as evidências do processo de aquecimento, há os que questionam o peso da influência do homem no processo. Ou seja, será que vale a pena investir trilhões de dólares em soluções mirabolantes para (talvez) reduzir o aquecimento global em apenas 1 ou 2%?

Claro, ninguém bem intencionado e em sã consciência defende que soluções energéticas mais eficientes deixem de ser buscadas, nem que o lixo e resíduos não sejam corretamente destinados e reciclados, mas esse dinheiro todo não seria melhor empregado em soluções mitigatórias para as populações atingidas pelo efeito do aquecimento? Ou, quem sabe, combater a fome na África hoje, já, não traria isso um benefício maior para a humanidade?

Com tantos interesses econômicos em jogo, e com a perspectiva de enormes ganhos ou perdas, é preciso muito cuidado nas análises.

Na onda das soluções mirabolantes, existem aqueles que pregam que, uma vez que o problema do aquecimento já está instalado, seja qual for a causa, os esforços devem ser dirigidos a manipular deliberadamente os aspectos físico-químicos do ecossistema global e reverter as mudanças climáticas. E isso tem até nome: é a Geoengenharia.

Dentre as soluções propostas por essa turma, temos resumidamente:

- Cidades refletoras – tetos das construções e ruas pintadas de branco.

- Capa de aerosol – balões no céu liberando dióxido de enchofre na atmosfera, reproduzindo o que aconteceu quando da explosão do vulcão Pinatubo em 1995, quando houve um resfriamento da Terra por vários anos.

- Fábrica de nuvens no mar, mantendo o céu sempre nublado.

- Guarda-sol gigante feito de material reflexivo, colocado em órbita a 1,5 milhão de km da Terra (Ponto de Lagrange).

Os visitantes mais antigos deste sítio devem se lembrar de um post em que expusemos uma ideia da minha mãe, que era colocar os sacos plásticos de supermercados em órbita, cumprindo duas finalidades: fazer sombra e dar destino aos referidos sacos. Com a vantagem adicional de poder ser totalmente subvencionada pelo patrocínio das grandes redes de supermercado.

Proteção da camada de ozônio

Fica aqui a nossa humilde contribuição para essa nova ciência!

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