domingo, 30 de agosto de 2009

Cuidado ao abrir sua caixa postal!

100% das mensagens catastrofísticas que recebemos por e-mail não são para levar a sério, mas esta é uma ameaça real:

Se você receber um e-mail intitulado: "Fotografias de Dilma Roussef nua".

Não abra!

Pode realmente conter fotos de Dilma Roussef nua!

sábado, 29 de agosto de 2009

O verbo “for” – João Ubaldo Ribeiro

joao-ubaldo ribeiro Vestibular de verdade era no meu tempo. Já estou chegando à altura da vida em que tudo de bom era no meu tempo; meu e dos outros coroas. Acho inadmissível e mesmo chocante (no sentido antigo) um coroa não ser reacionário. Somos uma força histórica de grande valor. Se não agíssemos com o vigor necessário - evidentemente o condizente com a nossa condição provecta -, tudo sairia fora de controle, mais do que já está. O vestibular, é claro, jamais voltará ao que era outrora e talvez até que desapareça, mas julgo necessário falar do antigo às novas gerações e lembrá-lo às minhas coevas (ao dicionário outra vez; domingo, dia de exercício).

O vestibular de Direito a que me submeti, na velha Faculdade de Direito da Bahia, tinha só quatro matérias: português, latim, francês ou inglês e sociologia, sendo que esta não constava dos currículos do curso secundário e a gente tinha que se virar por fora. Nada de cruzinhas, múltipla escolha ou matérias que não interessassem diretamente à carreira.

Tudo escrito tão ruybarbosianamente quanto possível, com citações decoradas, preferivelmente. Os textos em latim eram As Catilinárias ou a Eneida, dos quais até hoje sei o comecinho. Havia provas escritas e orais. A escrita já dava nervosismo, da oral muitos nunca se recuperaram inteiramente, pela vida afora.

Tirava-se o ponto (sorteava-se o assunto) e partia-se para o martírio,insuperável por qualquer esporte radical desta juventude de hoje. A oral e latim era  particularmente espetacular, porque se juntava uma multidão,para assistir à performance do saudoso mestre de Direito Romano Evandro Baltazar de Silveira. Franzino, sempre de colete e olhar vulpino (dicionário, dicionário), o mestre não perdoava:

- Traduza aí: quousque tandem, Catilina, patientia nostra - dizia ele ao entanguido vestibulando.

- "Catilina, quanta paciência tens?" - retrucava o infeliz.

Era o bastante para o mestre se levantar, pôr as mãos sobre o estômago, olhar para a platéia como quem pede solidariedade e dar uma carreirinha em direção à porta da sala.

- Ai, minha barriga! - exclamava ele. - Deus, oh Deus, que fiz eu para ouvir tamanha asnice? Que pecados cometi, que ofensas Vos dirigi? Salvai essa alma de alimária, Senhor meu Pai!

Pode-se imaginar o resto do exame. Um amigo meu, que por sinal passou, chegou a enfiar,
sem sentir, as unhas nas palmas das mãos, quando o mestre sentiu duas dores de barriga seguidas,na sua prova oral. Comigo, a coisa foi um pouco melhor, eu falava um latinzinho e ele me deu seis, nota do mais alto coturno em seu elenco.

O maior público das provas orais era o que já tinha ouvido falar alguma coisa do candidato e vinha vê-lo "dar um show". Eu dei show de português e inglês. O de português até que foi moleza, em certo sentido. O professor José Lima, de pé e tomando um cafezinho, me dirigiu as seguintes palavras aladas:

- Dou-lhe dez, se o senhor me disser qual é o sujeito da primeira oração do Hino Nacional!

- As margens plácidas - respondi instantaneamente e o mestre quase deixa cair a xícara.

- Por que não é indeterminado, "ouviram, etc."?

- Porque o "as" de "as margens plácidas" não é craseado. Quem ouviu foram as margens plácidas. É uma anástrofe, entre as muitas que existem no hino. "Nem teme quem te adora a própria morte", sujeito: "quem te adora", se pusermos na ordem direta.

- Chega! - berrou ele. - Dez! Vá para a glória! A Bahia será sempre a Bahia!

Quis o irônico destino, uns anos mais tarde, que eu fosse professor da Escola de Administração da Universidade Federal da Bahia e me designassem para a banca de português, com prova oral e tudo. Eu tinha fama de professor carrasco, que até hoje considero injustíssima, e ficava muito incomodado com aqueles rapazes e moças pálidos e trêmulos diante de mim. Uma bela vez, chegou um sem o menor sinal de nervosismo, muito elegante, paletó, gravata e abotoaduras vistosas.

A prova oral era bestíssima. Mandava-se o candidato ler umas dez linhas em voz alta (sim, porque alguns não sabiam ler) e depois se perguntava o que queria dizer uma palavra trivial ou outra, qual era o plural de outra e assim por diante. Esse mal sabia ler, mas não perdia a pose.
Não acertou a responder nada.

Então, eu, carrasco fictício, peguei no texto uma frase em que a palavra "for" tanto podia ser do verbo "ser“ quanto do verbo "ir". Pronto, pensei. Se ele distinguir qual é o verbo, considero-o um gênio, dou quatro, ele passa e seja o que Deus quiser.

- Esse "for" aí, que verbo é esse?

Ele considerou a frase longamente, como se eu estivesse pedindo que resolvesse a quadratura do círculo, depois ajeitou as abotoaduras e me encarou sorridente.

- Verbo for.

- Verbo o quê?

- Verbo for.

- Conjugue aí o presente do indicativo desse verbo.

- Eu fonho, tu fões, ele fõe - recitou ele, impávido – Nós fomos, vós fondes, eles fõem.

Não, dessa vez ele não passou. Mas, se perseverou, deve ter acabado passando e hoje há de estar num posto qualquer do Ministério da Administração ou na equipe econômica, ou ainda aposentado como marajá, ou as três coisas. Vestibular, no meu tempo, era muito mais divertido do que hoje e, nos dias que correm, devidamente diplomado, ele deve estar fondo para quebrar. Fões tu? Com quase toda a certeza, não. Eu tampouco fonho. Mas ele fõe.


Esta crônica foi publicada no jornal "O Globo" na edição de domingo, 13 de setembro de 1998 e integra o livro "O Conselheiro Come", Ed Nova Fronteira - Rio de Janeiro, 2000, pág. 20

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

“\” ou “/” ?

Uma vez eu tomei parte em um projeto de sinalização. Sem conhecimento teórico algum e apenas com o bom senso a me guiar, aproveitei a oportunidade para aprender com os verdadeiros especialistas. E, pra variar, as melhores lições foram as que aprendi errando. Como uma vez em que eu rabisquei à mão uma placa de contramão:

R- Contra-mão - errada 

- Está errado – me disse o KK.

- Ué, como assim? Não é assim o sinal de contramão?
(naquela época se escrevia “contra-mão”, com hífem)

- É que a barra está inclinada para o lado errado, o certo é assim:

R- Contra-mão

- Estranho – eu disse – a barra inclinada para a direita me parece mais natural…

- Pois é por isso mesmo que é ao contrário. Choca e chama mais a atenção de quem vê o sinal.

KK Salles KK Salles foi um dos maiores designers gráficos que já passou por essas terras tupiniquins. Arquiteto, carioca, morava na Bahia havia 30 anos e, apesar dessa dupla cidadania, era são-paulino roxo, o que nos aproximou ainda mais. Pouco mais de um ano após o término de nosso trabalho, ele ficou doente e morreu. Seu escritório, o Salles Design, segue firme nas mãos de seu filho Mário, que herdou também o time de coração do pai.

Pois bem, voltando ao tema, peguemos o símbolo da Lei Antifumo que aos poucos vai tomando o país:

Logo Antifumo

Bonitinho, né? Mas notou o erro? A barrinha está invertida! Além disso, note que a fumaça fica restrita a uma das metades do símbolo, como se houvesse uma área reservada para fumantes, o que é totalmente contrário ao espírito e ao texto da lei.

Agora é meio tarde para mudanças, mas se aplicarmos a lição do KK apenas como exercício, teremos:

Logo Antifumo corrigida

Que tem a vantagem de, além de cortar o cigarro, cortar também a fumaça, mostrando ao mesmo tempo que não é possível separar os ambientes e impedir que a fumaça circule entre um e outro.

E para você, faz alguma diferença?

Briga de casal 6: Araré

Edison - Aposentadoria do Araré

Homenagem a um amigo que vai se aposentar.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Imagina se fosse hoje!

Sabendo-se que as mulheres influenciam cada vez mais na escolha do carro novo, imagina quantos fusquinhas não deixariam de ser vendidos hoje com esse anúncio!

Propaganda Fusca

terça-feira, 25 de agosto de 2009

E por falar em coisas nojentas…

Por conta da famigerada H1N1, recebi um e-mail informando que os carrinhos de supermercados são mais sujos que os metais dos banheiros públicos.

No início achei que era mais um daqueles e-mails-catástrofes, mas coloquei o Instituto DataJunior para pesquisar e cheguei à conclusão de que essa afirmação pode fazer algum sentido.

Embora não seja muito evidente, imagine que o banheiro do próprio supermercado deve ser limpo pelo menos uma vez por dia, enquanto que os carrinhos, quando muito, são limpos uma vez por mês.

Claro, agora as grandes redes virão à público afirmar que higienizam 4 vezes ao dia seus carrinhos, mas eu, rato de mercado, nunca vi. De qualquer forma, se não for realmente pior, bom não é.

Daí eu me lembro das criancinhas sentadinhas nas cadeirinhas, entediaaadas com as compras dos pais, apoiando distraidamente suas boquinhas na barra do carrinho… argh!

Briga de casal 5: Crise de meia-idade

Edison - Briga de casal 5

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Duas coisas nojentas…

… por conta da economia de energia e da gripe A H1N1:

  1. A Fátima Bernardes, em pleno Jornal Nacional, recomendando aos telespectadores que façam xixi no chuveiro para economizar água.
  2. E diversos folhetos recomendando que se açoe o nariz na manga da camisa para evitar a proliferação do virus.

domingo, 23 de agosto de 2009

Mãos ao alto! Mas passa o desodorante antes…

Deu no site da BBC Brasil:

090820110312_parque226“Um parque de diversões da Grã-Bretanha proibiu os visitantes de levantar os braços nas montanhas-russas, depois que vários clientes se queixaram do mau cheiro nas atrações.

A administração do Thorpe Park, no condado de Surrey, colocou avisos nas filas para os brinquedos e distribuiu desodorantes para que os funcionários apliquem nos clientes.

Segundo Mike Vallis, diretor do parque, muitos visitantes reclamaram do mau cheiro durante uma onda de calor no mês de junho.

Ele disse que a combinação do calor com as ‘emoções’ das montanhas-russas pode produzir um excesso de mau cheiro.

‘O corpo humano reage ao medo e aos sustos produzindo mais suor’, afirmou.

Um assessor de imprensa do parque disse que pessoas com "mau cheiro" não serão proibidas de entrar nas atrações, mas serão abordadas discretamente com um pedido para que apliquem desodorante.

O assessor negou que tudo não passe de uma jogada de marketing.

‘Podem dizer que é apenas para fazermos propaganda, mas a verdade é que levamos a sério os comentários dos nossos clientes’, disse.”

Fiquei imaginando o pobre bilheteiro tendo que cheirar o sovaco de cada um dos frequentadores da montanha-russa. E se a moda pega na França?

sábado, 22 de agosto de 2009

Velhos tempos

Eu não sou propriamente um saudosista, mas é legal assistir a esses vídeos feitos na metade do século passado. São documentários, alguns deles patrocinados pelo governo americano com objetivos demagógicos, mas dão uma ideia de como era a vida naqueles tempos.

Claro, todas as cenas mostram o lado bom de cada lugar, salvo exceções involuntárias, e quase sempre com uma visão estereotipada, mas valem o passeio.


São Paulo
:

Imagens lindas do centro da cidade, parques e edifícios, pessoas elegantíssimas (para os padrões atuais) andando pelas ruas, o crescente parque industrial e as casas com aspecto bastante moderno para 1943 (pena que eles não digam em qua bairro é). Legal também as imagens do Pacaembu, recém inaugurado, mostrando o morro, localizado atrás do que é hoje o Tobogã, onde muita gente costumava assistir aos jogos de graça, inclusive meu pai.


Rio de Janeiro
:

O Rio já é bonito por natureza. Nesse filme de 1932 então, quando a Natureza tinha um papel ainda mais destacado do que hoje, é simplesmente sensacional. Ao lado de tanta beleza, existe um momento muito feio, de racismo, quando, ao mostrar o mercado, o narrador fala em animais tropicais e a imagem fica alternando entre um macaquinho à venda e uma menina negra de olhos arregalados e mãos dadas com a mãe. Com boa vontade, a sequência até permite uma interpretação mais inocente, mas não foi essa a minha impressão. Tirando isso, vale a pena ver. Ah, sim, fiquei com dó das borboletas também.


Mais um do Rio, mais especificamente sobre o Carnaval, em 1955. Contém imagens de blocos de rua, bêbados, travestis (alguns beeeem à vontade), carros alegóricos mambembes e os bailes de salão, onde a alta sociedade se diverte com uma taça de champagne numa mão e o lança perfume na outra. Pode-se ouvir algumas marchinhas legais (“Se você me ama, se você me ama, eu quero a minha letra no seu monograma”).


Argentina
:

A “romântica Argentina” mostra cenas  lindas de Buenos Aires de 1932. Coisa curiosa é o camarada que desfila com uma vaca e seu bezerro e vende leite tirado na hora para os passantes, a propósito, sem higiene nenhuma. Legal também o Benito, um sujeito que alimenta pombos na praça e os pinta de várias cores – pena que o filme não seja colorido.


Cuba
:

Ao ver esse filme tem-se a impressão de que a população cubana era quase que exclusivamente branca. Mesmo assim, vale a pena ver. Os carros que aparecem devem ser os mesmos que circulam por lá até hoje, só que eram um pouco mais novos.


Nova Iorque
:

Esse de Nova Iorque também é muito legal, embora as imagens sejam todas familiares para quem gosta de assistir aos filmes daquela época. Recheado de edifícios, parques e monumentos, mostra também pessoas no dia a dia de uma cidade grande e o trânsito, que até dá a impressão de ser bem ordenado.


Paris
(sem som):

Pena que esse filminho não tenha som, mas tem letreiros como nos filmes mudos. E pensar que o exército alemão passou por aí menos de dez anos depois dessa filmagem…

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Briga de casal 4

Edison - Briga de casal 4

She don’t lie (*)

{3C37E144-7716-4D95-927B-5CFBB762F885}_cocaina_300 Notícia curiosa que li na BBC Brasil: 95% das notas de dólar em Washington contêm traços de cocaína. As notinhas, pra quem não sabe, são utilizadas pelos usuários da droga como canudinho para aspirar o pó.

Além de Washigton, a reportagem manciona Boston, Baltimore e Detroit, com 90% e o Canadá com 85%.

cocaina_happy_new_year1 Em terceiro lugar vem o Brasil, com 80%. Pra variar, sempre desconfio dessas pesquisas, principalmente quando leio que no Brasil o levantamento foi baseado (sem trocadilho) em 10 notas de Real. Uma amostra tão pouco significativa não pode servir de base para pesquisa nenhuma. Imagino que possam ter sido colhidas no caixa de alguma balada em São Paulo ou no Rio.

E se você, como eu, ficou chocado com as fotos acima, veja então como fica o cérebro de um usuário dessa droga:

COCA

(*) o título desse post foi extraído da música Cocaine, de Eric Clapton, que se recuperou de uma dependência braba de cocaína e de outras coisinhas mais:

If you wanna hang out you've got to take her out; cocaine.
If you wanna get down, down on the ground; cocaine.
She don't lie, she don't lie, she don't lie; cocaine.

If you got bad news, you wanna kick them blues; cocaine.
When your day is done and you wanna run; cocaine.
She don't lie, she don't lie, she don't lie; cocaine.

If your thing is gone and you wanna ride on; cocaine.
Don't forget this fact, you can't get it back; cocaine.
She don't lie, she don't lie, she don't lie; cocaine.
She don't lie, she don't lie, she don't lie; cocaine.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Quero abrir meu coração para vocês

Coração Junior

Como o que importa é a nossa beleza interior, qualquer dia eu mostro aqui a ressonância magnética do meu joelho. Que, by the way, não está tão bem quanto o coração, segundo os respectivos médicos.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

No toalete


terça-feira, 11 de agosto de 2009

Briga de casal 3

Edison - Garota bêbada

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

A vingança da exclamação

QWERT YUIOP
ASDFG HJKLÇ
ZXCVB NM,.-

Máquina 1Essa esdrúxula disposição das teclas do nosso computador descende das velhas máquinas de escrever. Para quem não sabe ou não se lembra, máquinas de escrever são uma espécie de computador composto por um teclado acoplado à impressora, sem tela e sem mouse. E sem qualquer recurso de edição de texto.

Esse padrão de teclado, também conhecido como QWERTY, por causa das letras da primeira fila, foi desenvolvido por um tal de C. L. Sholes, por volta de 1860.

Inicialmente as letras foram arranjadas em ordem alfabética em duas filas, mas o mecanismo emperrava a toda hora. Daí a necessidade de se fazer algo diferente. Há duas versões para a escolha do QWERTY. A mais fantasiosa diz que Soles fez o arranjo atual pensando em dificultar a vida dos datilógrafos, fazendo com que eles teclassem mais devagar.

Teclado 1A história mais verossímel relata que o arranjo deve-se ao problema que existia com o mecanismo das antigas máquinas. Se muitas teclas fossem apertadas ao mesmo tempo, as alavancas se enroscavam. Daí, o arranjo das letras foi feito de tal forma que, mesmo qua as letras ficassem próximas, as alavancas das duplas de teclas mais acionadas (em inglês) ficassem distantes, como é o caso do dígrafo ‘TH’, por exemplo.

A propósito, a palavra “typewriter” pode ser escrita utilizando-se apenas as letras da primeira fila.

Outros padrões já foram tentados, como o proposto por Dvorak (não, não é o compositor), em que pode-se escrever quase todas as 400 palavras mais comuns na língua inglesa somente usando as letras da fila central. Calcula-se que o esforço de digitação em um teclado Dvorak é 20 vezes menor que no teclado QWERTY.

Teclado Dvorak

Seja lá qual for o motivo, o padrão QWERTY permanece até hoje, e talvez fique por muito tempo. E, qualquer que seja o teclado, bons datilógrafos teclarão rapidamente e maus datilógrafos teclarão vagarosamente. Além disso, com a possível exceção dos alunos da Tia Nenê, quase todo mundo usa só dois dedos para digitar.

imageTanto num quanto noutro, a pobre tecla da “exclamação” ficou relegada ao dedo mindinho da mão esquerda.

Sempre desprezada, antigamente seu uso era considerado deselegante. Quando muito aparecia num diálogo, ainda assim quando alguém gritava. Num parágrafo normal nem pensar.

Scott Fitzgerald, por exemplo, dizia: “evite a exclamação, parece que você está rindo de suas próprias piadas”,

Pois não é que de uns anos pra cá esse alegre sinal gráfico deu a volta por cima e hoje é um importante elemento de comunicação?

Quem nunca viu em e-mails um “Obrigado!!!”? Assim mesmo, com vários pontos de exclamação. Num meio de comunicação menos formal como os correios eletrônicos, é muito mais simpático isso do que um mixuruca “Obrigado”.

No MSN, é possível um diálogo do tipo: “Vc gosta do Jorge?”. Resposta: “!”. Não precisa dizer mais nada.

E no Twitter então? Se Mr. Sholes fosse usuário do Twitter, a tecla da exclamação apareceria no lugar do “G” ou do “H”. Uma mensagem típica desse novo meio de comunicação pode ser: “Aê!!!!!!!! Já comprei o ingresso!!!!!!!!! Esse show não perco de jeito nenhum!!!!!!!!!!!

A origem do ponto de exclamação é incerta, tendo o primeiro aparecido por volta de 1400. O sinal gráfico deriva da palavra latina “Io”, que significa alegria. Um dia, talvez, alguém resolveu colocar uma letra em cima da outra e…

É isso! Viva a exclamação!!!!!!!!!!!!!!

Fonte: Wikipedia e artigo de Stuart Jeffries em guardian.co.uk

domingo, 9 de agosto de 2009

Abbey Road 40 anos

E ontem, 8 de agosto, foi o aniversário de 40 anos da foto da capa do álbum Abbey Road, dos Beatles. Para muitos, eu incluído, um dos melhores do fabuloso quarteto.

Capa 12 Abbey Road 

O local virou ponto turístico e é comum as pessoas interromperem o trânsito para tirar fotos no local (alguns tiram até as calças), como mostra esse divertido vídeo:

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

123456789

Hoje na hora do almoço teremos o evento "123456789", ou seja, 12 horas, 34 minutos, 56 segundos, do dia 7 de 8 de 9.

Ok, o 9 ficou meio forçado, mas...

Colaboração: Paty

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Hey Jude

Uma empresa de telefonia móvel inglesa promoveu essa mobilização na Trafalgar Square, em Londres, reunindo mais de 13 mil pessoas. A empresa simplesmente mandou um convite pelo celular: "esteja na Trafalgar Square tal dia, tal horário". E nada mais foi dito. Os que foram acharam que iam dançar, como tem acontecido em outras mobilizações desse tipo. Mas, na hora, distribuiram microfones, muitos, muitos, muitos mesmo, e fizeram um karaokê gigante, de surpresa!!!

E todo mundo que estava na praça, quem estava passando, quem nem sabia do convite, cantou junto.
É de arrepiar.

Veja a outra promoção da T-Mobile:

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Bobby MacFerrin

A arte de manipular o público. Até os neurocientistas ficaram impressionados.

domingo, 2 de agosto de 2009

Elogio do pecado

“Se para salvação do espírito é necessário o arrependimento, para o arrependimento é necessário o pecado. Então o espírito que quer ser salvo deve começar a pecar o quanto antes.”

Monge Grigori Yefimovich Novykh (Rasputin), 1869 – 1916

Lula e Sarney: a fritura de mais um amigo…

Lula em 17/06/2009

“O Sarney tem História para não ser tratado como uma pessoa comum.”


Lula em 30/07/2009

“Permanência de Sarney não é problema meu! Eu não votei nele!”


Lula em futuro próximo

Graças à nossa ação firme, conseguimos moralizar o Senado Brasileiro!

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