sábado, 31 de janeiro de 2009

Preikenstolen - Noruega

Recebi estas fotos por e-mail e são de um lugar chamado Preikenstolen, na Noruega.

A pedra da foto, conhecida como A Rocha do Púlpito (meu norueguês está meio enferrujado, mas acho que é isso o que quer dizer preikenstolen), fica a 600 metros de altura em relação ao nível do mar. Chegar lá requer uma difícil caminhada de duas horas e meia por caminhos pedregosos e atravessando córregos. Mas a vista vale a pena, desde que você não tenha vertigens de altura.

Olhando de baixo, parece a proa de um navio:








Esta fenda assinalada na foto abaixo, deve estar aberta há séculos, e um dia pode abrir de vez e o púlpito despencar lá para baixo. Mas o pessoal não parece estar nem aí...




Veja a fenda de outro ângulo (que doida!):







Apesar de lá ser proibida a prática de asa delta e rapel, vou já reservar a minha passagem!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Acho que vai chover...


quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

As duas partes


Conheci certa vez um representante comercial de uma empresa, que me contou a seguinte historinha de quando ele começou a trabalhar lá.

A empresa em questão pertence a um velho político paulista, desses com fama de “rouba, mas faz” e "estupra mas não mata", e era tocada por seus dois filhos. Não me peçam para citar nomes, já falei demais.

A entrevista final para admissão foi justamente com os dois filhos do dono. Ao falar sobre as políticas da empresa, um deles explicou:

- Saiba que um dos princípios básicos da nossa organização é que em toda negociação as duas partes têm que sair ganhando!

O candidato animou-se a dar um aparte:

- Entendo, tanto a empresa quanto o cliente têm que sair ganhando, correto?

- Não, você não entendeu. Quando falo em duas partes quero dizer meu irmão e eu.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

E por falar em aperto...


O Madureira é um cara engraçado. Pena que com o passar do tempo a gente tenha perdido o contato. Uma figuraça. Trabalhávamos na mesma empresa.

Um dia ele chegou mais tarde para trabalhar, meio pálido, e nos explicou:

"Vocês não sabem o que me aconteceu hoje. Eu estava vindo trabalhar quando me deu 'aquela' dor de barriga. Segurei o mais que pude, mas quando chegou na Av. Nazaré, não deu para aguentar mais. Levantei e pedi para o motorista do ônibus fretado parar que eu precisava descer.

- Ah, eu não posso deixar passageiros pelo caminho, só quando chegar na empresa.

Expliquei a ele a situação e o problema maior que ele teria caso não me deixasse descer ali mesmo. Finalmente, atendendo ao apelo de outros passageiros, ele parou em frente a um posto de gasolina. Entrei no posto, mas como eram 6:30 da manhã, ainda estava fechado. Andei mais um quarteirão até o próximo posto, que estava aberto, e implorei para usar o banheiro.

Era um box imundo, azulejos faltando, janela quebrada, bacia sem tampa. Aí, eu... [nesse momento, interrompo a narração do Madu para não comprometer o alto nível deste blog]... Quando terminei, necas de papel higiênico ou toalha!"

- Putz, Madu, e como é que você fez? – perguntamos nós.

- Bom, eu tinha comigo um envelope com o currículo de um amigo meu que me pediu para eu entregar na empresa. Como o envelope era muito grosso, eu usei o currículo mesmo.

- Porra, e o que você vai dizer pro seu amigo?

- Que eu entreguei o currículo em RH, ué...

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

A reforma ortográfica – segundo José Simão


- "Voo" não tem mais acento? Deve ser da TAM...

- Jamais trema em cima da linguiça!


Veja mais em: Reforma Ortográfica e Curiosidades sobre a Reforma Ortográfica

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

O exame - ou - Bem feito!


- O Sr. bebe bastante água até uma hora antes de fazer o exame. Esteja aqui às 8:10hs.

Muito esperto, coloquei o despertador para as 4:30, dei uma aliviada e voltei para cama. Às 6:00, levantei-me e comecei a beber água: glub, glub, glub... Melhor tomar um pouco antes, que é para não chegar lá e ter que esperar por não estar com a bexiga cheia o suficiente.

Cheguei ao laboratório com 15 minutos de antecedência, ligeiramente incomodado. Aguardei minha vez, lendo, enquanto via o número da minha senha ser seguidamente postergado por uma procissão de grávidas e idosos que chegaram logo depois. Muito justo.

Fiquei me lembrando da conversa que tive com o médico que me pediu o ultrassom da próstata. Exame preventivo. Expliquei a ele que já havia feito o exame de toque há pouco mais de um ano e ele me disse que só pediria o ultrassom e o PSA. Ufa!

Chegada a minha vez, descobri que tinha que fazer primeiro o exame de sangue. Lá fui eu aguardar em outra sala de espera.

Tic... tac... tic... tac...

Tento seguir a leitura, mas está difícil de me concentrar em Erasmo. Tudo bem que o livro não é muito fácil de ler, mas... ai, mais uma grávida que passa na minha frente.

BIM!

Meu número! Andando com cuidado, entro para tirar uma amostra do meu sangue. A enfermeira abre a torneira para lavar as mãos. Aquele barulhinho da água caindo é desesperador.

Tirado o sangue, dirijo-me trançando as pernas à área do ultrassom. Sou informado que serei chamado pelo nome assim que acabar o exame que está em andamento.

Sento-me. Tento ler, mas já não é mais possível. Estou há 4 horas sem ir ao banheiro, a bexiga cheia até a tampa. A menina que está ao meu lado começa a balançar o pé e chacoalhar a minha cadeira. Meu Deus, assim eu vou mijar aqui mesmo!!!

Fico em pé. Só tenho pensamentos para as pobres mulheres grávidas que têm que fazer isso até o terceiro mês de gravidez. Meu rim esquerdo começa a doer. Fico uns 10 minutos – que parecem 10 horas - em estado de alerta. Suando. A menor desconcentração pode ser fatal. E humilhante. De repente, o livro que estou lendo, O Elogio da Loucura, começa a fazer sentido para mim.

Tic... tac... tic... tac...

- Sr. Edison!

Não me levem a mal, mas da próxima vez eu vou optar pelo exame de toque...

domingo, 25 de janeiro de 2009

Trilha


"Nós seremos conhecidos para sempre pela trilha que deixamos para trás."

Provérbio Sioux

Agora vai!








sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Obrigado, Senhor!


Eles começaram a aparecer no meio esportivo durante a década de 80, se não me falha a memória, primeiro no futebol, depois em outros esportes. Pouco a pouco, os chamados Atletas de Cristo passaram a ser identificados por seus gestos e palavras de agradecimento a Deus a cada vitória ou gol assinalado. Hoje são milhares.

Evidentemente, esse aumento significativo de quantidade de crentes não foi só no esporte, mas acompanha uma tendência geral no Brasil, que é o aumento do número de fiéis nas igrejas pentecostais. Essas igrejas se beneficiam da exposição que os atletas proporcionam na mídia e, é claro, dos gordos dízimos que eles passam a dar.


E é bastante. Só para se ter uma idéia do montante envolvido, o bom moço Kaká, adepto fervoroso da igreja Renascer, aquela cujos "donos" foram presos recentemente, acaba de recusar uma oferta monstruosa do Manchester City, da Inglaterra, para sair do seu atual clube, o italiano Milan. Independente dos motivos que o levaram a recusar a oferta, o jornal The Sun estima que, ao abrir mão de seu novo salário, a Renascer deixará de receber a quantia de R$ 6,4 milhões por ano (2 milhões de libras)!!! Daria para reconstruir rapidinho o telhado da igreja em que ele foi batizado.

E esse comportamento já se nota desde a mais tenra idade. Durante as partidas da Copa São Paulo de Futebol Junior, um desses jogadores, ao marcar um gol para seu time, levantou fervorosamente os dois braços, com os dedos indicadores em riste, ergueu a cabeça e gritou:
- Obrigado, Senhor! Obrigado, Senhor!

Em seguida, sem interromper a corrida, bateu a mão no peito e gritou raivosamente para as câmeras de TV:
- Eu sou FODA! Eu sou FODA!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Celulares verdes


O grande lance agora dos fabricantes de telefones celulares é promover a venda de “celulares verdes”, ou seja, que utilizam materiais recicláveis, como garrafas pet e outras coisas parecidas.

Preocupação ecológica? Claro que não, é puro lance de marketing.

É melhor do que nada, mas se estivessem realmente interessados em preservar o meio ambiente, deixariam de nos impingir novos aparelhos a cada 6 meses, com fantásticas inutilidades que nos fazem ter vontade de jogar fora o aparelho “velho” e comprar um novo.

A energia gasta para produção de um celular, um dos gadgets mais rapidamente descartáveis que eu conheço, mais o lixo gerado no processo produtivo e o descarte final do aparelho, constitui-se numa situação verdemente insustentável, mesmo a curtíssimo prazo.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Picasso


Pintor de reconhecido talento, notabilizou-se também pelas estocadas verbais e tiradas certeiras, como a da obra Guernica já postada aqui.

Conta-se que, quando estava sem dinheiro trocado para pagar alguma compra para sua casa, rabiscava algo em um pedaço de papel e mandava seu empregado levar o desenho à loja como forma de pagamento pela mercadoria desejada.

Um dia, seu empregado volta com um papel rabiscado pelo açougueiro, entrega-o ao artista e diz:

- Ele mandou dizer que esse é o troco.

Ao que Picasso se surpreendeu:

- Ah, achei alguém com o ego maior que o meu!

De outra vez, ele pintou um quadro educacional, destinado exclusivamente às crianças.

Perguntaram a uma criança:

- O que significa esse quadro?

A criança pensou longamente e respondeu:

- Dois passarinhos.

Chamaram, então, outra criança. Depois de um longo exame, ela afirmou com convicção:

- Não, isso não é passarinho. É um avião.

Veio uma terceira:

- Nem passarinho, nem avião. Isso simplesmente é uma casa.

Chamaram uma quarta criança:

- Nem passarinho, nem avião, nem casa. É uma bola no ar, com a diferença de que a bola não existe.

Consultado o autor, ele respondeu:


- É um quadro para crianças e só as crianças o compreendem.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Épocas perfeitas


O astrônomo Carl Sagan certa vez declarou que nasceu numa época perfeita. Segundo ele, se houvesse nascido 50 anos antes, teria perdido o início da exploração planetária, pois tudo àquela época ainda era apenas imaginação especulativa. Tivesse nascido 50 anos depois ele teria sido igualmente infeliz, porque teria perdido a emoção de presenciar o início da viagem a outros mundos.

“Em toda a história da humanidade haverá apenas uma geração que será a primeira a explorar o sistema solar. Uma geração em que, durante sua infância, os planetas eram discos distantes e indistintos movendo-se no espaço e, em sua velhice, são novos mundos”.

Numa época de incríveis mudanças é comum a gente se impressionar com a velocidade com que isso ocorre e eu mesmo já coloquei um post neste sítio falando sobre isso.

Na chamada do livro “Uma breve história do século XX”, de Geoffrey Blainey, diz-se que o século que passou foi o mais apaixonante da história. Nele ocorreram as duas maiores guerras da humanidade, ascensão e queda dos regimes comunistas, por si só uma novidade, um colapso da economia de proporções inimagináveis e sua dura recuperação, o declínio das monarquias e grandes impérios, o surgimento da sociedade de consumo com seus eletrodomésticos, celulares e computadores pessoais, a comunicação em massa, o cinema, o rádio, a televisão, a internet, a valorização do esporte e o endeusamento de esportistas e artistas, a descoberta do DNA e outros maravilhosos avanços na medicina, e a revolução nos transportes, culminando com as viagens espaciais.

E a gente vendo tudo isso ao vivo!

Houve um tempo na história da humanidade, contudo, em que a meu ver as mudanças foram ainda mais incríveis. Mais radicais até. Num período de cento e poucos anos a partir de 1450, ocorreram mudanças substanciais na forma de pensar e ver o mundo como era conhecido até então, principalmente na parte ocidental da Europa.

Para começar, no início do período mencionado, Gutenberg inventou a prensa com tipos móveis, que resultou no acesso à leitura e conhecimento a cada vez mais pessoas. A Bíblia, ao ser impressa de forma mais barata, deixou de ser um livro a que apenas uns poucos escolhidos tinham acesso. De repente, todo o conhecimento da humanidade poderia ser colocado no papel, lido e distribuído para quem quisesse ou soubesse ler, o que não era muito comum naqueles tempos, é verdade.

No norte da Itália, pintores, arquitetos e escultores passaram a ver e fazer arte de uma forma totalmente nova, que ficou conhecida como Renascimento, pois buscavam resgatar o mundo esquecido da antiga Grécia. Michelangelo pintou o teto da Capela Sistina financiado com o dinheiro que a Igreja obtinha da cobrança de impostos e venda de indulgências. Indulgências essas que provocaram uma reação em um grupo de religiosos que culminou na Reforma e um novo ramo no cristianismo, o protestantismo.

Os cientistas eram filósofos e mudaram a forma do homem pensar. Foi uma época de experimentação, curiosidade de aprender e investigação de questões vitais. Todo mundo passou a ser um potencial explorador. O corpo humano passou a ser mais estudado. Teólogos e pregadores acreditavam ter redescoberto a natureza humana. Os astrônomos e navegadores redesenharam o mapa do mundo.

Nicolau Copérnico afirmou pela primeira vez, em alto e bom som, que a Terra girava em torno do Sol. Explicou os movimentos de rotação e translação e serviu de ponto de partida para os cientistas que vieram um pouco depois, Kepler, Galileu e Newton.

Quase ao mesmo tempo, graças às novas invenções, a bússola e o astrolábio, Espanha e Portugal iniciavam suas viagens exploratórias indo cada vez mais longe, estabelecendo seus impérios na América e na Ásia. Começaram tateando a costa da África, chegaram à América e deram a volta ao Mundo.

De repente, a Terra não era mais plana!

(Na verdade, ao contrário do que costumamos aprender, as pessoas um pouco mais instruídas da época já sabiam que a terra era redonda).

Ao mesmo tempo, Leonardo da Vinci já sonhava em fazer a mesma coisa que Vasco da Gama, Colombo e Cabral, só que na atmosfera. Entre a pintura da Mona Lisa e da Última Ceia, projetou um canhão longo o suficiente para lançar um foguete ao espaço. Estudou o voo dos pássaros e o funcionamento de suas asas.

“Ser ou não ser?”, perguntou Shakespeare em sua peça Hamlet. Essa era a grande questão.

É bom viver na mesma época de Carl Sagan, mas não teria sido de todo mau ser contemporâneo de da Vinci, desde que tivéssemos a mente aberta para entender o que estava acontecendo. E, claro, uma internetzinha para acompanhar tudo aquilo.


Fontes:
- Uma breve história do mundo, de Geoffrey Blainey
- Uma breve história do século XX, de Geoffrey Blainey

- O mundo de Sofia, de Jostein Gaarder
- This new ocean, de William E. Burrows

domingo, 18 de janeiro de 2009

Idéias para compor um personagem


Suas tentações eram mais fortes do que ele.
Isso o fazia um homem fiel, porque suas tentações não queiram dar para ele.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Como nasce um homem romântico

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Everything’s Alright!


Para aqueles dias em que nos sentimos como se carregássemos o mundo nas costas e nada dá certo, quando parece que tudo depende da gente e não temos certeza de conseguir suprir, quando a perspectiva de acordar no dia seguinte e encontrar os mesmos problemas por resolver nos amedronta e entristece, nada melhor do que ouvir o conselho dado por Maria Madalena a Jesus na noite anterior à entrada em Jerusalém, no filme Jesus Christ Superstar, guardadas as devidas proporções:



Try not to get worried, try not to turn on to
Problems that upset you oh don’t you know
Everything’s alright yes everything’s fine
And we want you to sleep well tonight
Let the world turn without you tonight
If we try we’ll get by so forget all about us tonight

Sleep and I shall soothe you, calm you and anoint you
Myrrh for your hot forehead oh then you’ll feel
Everything’s alright yes everything’s fine
And it’s cool and the ointment’s sweet
For the fire in your head and feet
Close your eyes close your eyes
And relax think of nothing tonight
Close your eyes close your eyes and relax


Dê-se um pouco de paz.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

O Google e a emissão de carbono


Leio num artigo publicado no Estadão que a utilização do Google causa danos à Natureza.

O consumo de energia dos computadores do Google necessário para fazer duas pesquisas produz a mesma quantidade de gases de carbono do que ferver água numa chaleira elétrica, ou seja, 14 gramas de dióxido de carbono. Considerando-se que são feitas no mínimo 200 milhões de pesquisas por dia, pode-se calcular o montante de dióxido de carbono que é lançado na atmosfera.

É muito? Em termos absolutos, certamente, mas considerando-se que os computadores do Google fazem várias pesquisas simultaneamente, não só a sua, veremos que o gasto de energia do seu computador enquanto você aguarda o resultado da pesquisa é muitíssimo maior.

Como a cada dia nos utilizamos mais e mais de equipamentos elétricos, em particular do computador, e apenas uma pequena parte desse tempo utilizamos para fazer pesquisas na internet, tem-se que o consumo do Google isoladamente é relativamente baixo.

Um chuveiro elétrico gasta pelo menos 10 vezes mais energia do que seu computador em uso normal. Ou seja, para a Natureza é muito melhor a gente reduzir o tempo no banho e ficar no computador lendo inutilidades como esta. Ou ir passear ao ar livre.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Cronogramas


O prazo, apesar de curto, foi cumprido.

1 ano de blog!


Em 13 de janeiro do ano passado, me animei e criei meu próprio blog. Utilizando como título a expressão “Livre pensar é só pensar”, emprestada de Millor Fernandes, apresentei o blog como um lugar onde eu faria um download de pensamentos.

Alguns desses pensamentos são antigos. A maior parte não. Vários refletem meu estado de espírito no momento em que os escrevi. Muitos têm a única intenção de contar uma piada ou mostrar algo engraçado que vi ou ouvi. Poucos são realmente sérios.

Nunca tive a pretensão que o blog fosse além disso e se tornasse famoso, que muita gente tem como referência, como alguns dos que eu coloco aí ao lado. Cada um deles tem suas próprias fontes de inspiração e acho divertido ficar passeando e lendo o que os demais têm a dizer.

Existem blogs de diversos tipos. Muitos são escritos por jornalistas ou estudantes, escritores, comentaristas esportivos etc. e são bastante interessantes, pois a maioria permite que os leitores comentem as notícias e o autor responda aos comentários. A maior parte, porém, é de pessoas como eu, que simplesmente gostam de escrever e têm no blog uma forma de publicar seus escritos sem qualquer custo. E olha que alguns coleguinhas fazem tanto sucesso que até conseguem patrocínio.

Conheço pessoalmente a maioria dos que me visitam frequentemente, o que dá a medida do número de meus leitores (algo entre 10 e 20), mas a quantidade não é importante, pois realmente escrevo mais para mim mesmo. Por outro lado, não nego que fico contente quando alguém “de fora” dá uma passada por aqui e deixa um recado. Fico feliz a cada visita que recebo.

São quase 300 postagens, o que dá quase uma por dia. Ao longo desse ano, escrevi (ou colei) um monte de abobrinhas, comentários e curiosidades, comentei sobre esportes, coloquei meus cartuns prediletos, minhas impressões sobre política, mundo corporativo, poesia, viagens, música, memórias, e até comecei uma autobiografia, publicada em capítulos de freqüência desmaseladamente aleatória. E outras coisinhas mais.

O que está escrito, escrito está. Não pretendo mudar nada, nem devido à Reforma Ortográfica.
Feito o balanço, considero-o positivo. Faz-me bem esse novo hobby.

É isso.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Mais placas


Os cartazes dos posts anteriores eu recebi pela internet, mas esses dois abaixo fui eu que fotografei:

1) Rua Mal. Deodoro, São Bernardo do Campo:


2) Equipamento de vídeo em um restaurante de Taubaté:


domingo, 11 de janeiro de 2009

Cartaz - Pai Ambrósio


Cartaz - Pastor Lúcio Hermano


Cartaz - Profeta Luiz Cláudio


Cartaz - Garrafada


Cartaz - Pai Arnapio

Cartaz - Professor Carlos Magalhães

Cartaz - Carlos Magalhães

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

O mapa do Brasil de acordo com os paulistas


Ôrra meu, mas não é assim?

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Curiosidades sobre as reformas ortográficas


Complementando meu post anterior sobre a reforma, veja como um mesmo texto era escrito antes de cada uma das reformas por que passou nossa língua nos últimos tempos:

Reformas Ortográficas 

Fonte: Guia da nova ortografia, de O Estado de São Paulo

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

A propósito, Feliz Natal, ortodoxos!


Pois é, os ortodoxos ainda não revisaram seu calendário e hoje, 7 de janeiro, eles estão comemorando o Natal.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Feliz Ano Novo!


Nas festas de Ano Novo a gente, eu também, põe fé em que de uma hora para outra, ou melhor, de um segundo para outro, uma vida nova se abrirá à nossa frente e tudo vai ser diferente, incluindo nossa disposição em cumprir antigas determinações como parar de fumar, emagrecer, ler mais etc. Isso sem falar que, com o Horário de Verão, no momento em que celebramos a meia-noite são, na verdade, 11 horas da noite...

A data de início de um ano como a conhecemos hoje foi determinada e modificada de forma absolutamente arbitrária. Sua origem remonta a uma época em que os eventos naturais orientavam e davam sentido à vida das pessoas, como um novo ciclo de colheitas, a posição da lua ou algum outro sinal do céu, conforme determinado em cada região ou religião. Os judeus, por exemplo, marcavam o início de seu ano pela coincidência de dois fenômenos independentes: o sinal das espigas de cevada aparecendo nas plantações e o primeiro sinal da lua nova.

No auge de Roma, Júlio César promoveu a reforma do calendário, abandonando o ciclo da lua e adotando ao ano solar, que se estendia por 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 45 segundos. Essas horas quebradas que sobram criavam uma dificuldade para o novo calendário. A solução adotada no calendário juliano, assim chamado em sua homenagem, foi arredondar e considerar que o ano tem 365 dias e um quarto. Assim, o ano passou a ter 365 dias e, a cada quatro anos, um teria 366 dias, o nosso conhecido ano bissexto.

Essa pequena diferença entre as 5 horas, 48 minutos e 45 segundos e as 6 horas que constituem um quarto de dia, provocava um atraso no calendário cuja dificuldade só foi aquilatada muitos anos depois. A cada ano o calendário perdia 11 minutos, ou 7 dias em mil anos, interferindo até na determinação do Domingo de Páscoa, um evento desconhecido na época de César.

Em 1582, o Papa Gregório XIII, utilizando cálculos do astrônomo e médico napolitano, Luigi Ghiraldi, anunciou que naquele ano seriam eliminados 10 dias, que iam de 5 a 14 de outubro. Para que o mesmo não voltasse a ocorrer no futuro, o ano bissexto, que ocorre a cada 4 anos, não ocorreria nos anos múltiplos de 100, com exceção dos múltiplos de 400. Para simplificar, os anos de 1600 e 2000 foram bissextos, mas 1700, 1800 e 1900 não o foram.

Imaginem o espanto da população da Espanha, Itália e Portugal, vendo sumir 10 dias de suas vidas numa simples canetada. Os países protestantes, embora reconhecendo o acerto da medida, relutavam em adotar um calendário estabelecido por um Papa, assim, durante muito tempo, a Europa teve dois calendários diferentes, muitas vezes entre cidades vizinhas. Quando era Natal na Inglaterra, do outro lado do Canal da Mancha já era janeiro.

A Inglaterra mesmo só foi adotar o calendário gregoriano em 1752, quando 11 dias tiveram que ser apagados. A folhinha pulou de 2 de setembro para 14 de setembro, causando desordem e consternação. Campanhas nas ruas pediam “devolvam nossos dias!”. A Rússia, que seguia a igreja católica oriental ou ortodoxa, só o fez em 1917, e somente após a revolução comunista.

O Padre Gregório provavelmente adotou como referência uma data próxima ao do nascimento de Cristo que, como sabemos, também não foi no dia 25 de dezembro do ano 1, mas uns 4 anos antes, por volta do mês de março ou abril. Aliás, Cristo deveria ter nascido no ano 0 (zero), mas este não existiu.

Enfim, curiosidades a parte, as datas são apenas convenções que seguimos e fingimos acreditar em sua precisão. O que vale é o espírito da data.

A propósito, um Feliz Ano Novo para você, caro leitor!



(Texto extraído e adaptado do livro “Uma Breve História do Mundo”, de Geoffrey Blainey)

sábado, 3 de janeiro de 2009

5ª Sinfonia de Beethoven


Na genial interpretação de Sid Cesar e Nanette Fabray, dois comediantes da década de 50, num programa transmitido ao vivo pela TV americana.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Muppet Show: Animal x Buddy Rich

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