domingo, 20 de dezembro de 2009

Governança corporativa

Depois dos escândalos financeiros no mercado americano no início desta década, foi aprovada por lá a lei Sarbanes-Oxley, ou SOX, cujo nome vem de seus dois autores, o senador democrata Sarbanes e o republicano Oxley. Essa lei cria mecanismos de auditoria e segurança para as empresas, tornando-as transparentes para o mercado, leia-se acionistas, restaurando-lhes a confiança no sistema. Todas as empresas americanas estão sujeitas a ela, inclusive suas filiais em outros países.

Realmente, é muito saudável que se tenha mecanismos como esse, mas resulta daí uma paranoia corporativa em que não se dá um peido, por menos fedido que seja, sem ter um procedimento específico para isso e uma pasta com as evidências de que o dito procedimento foi cumprido.

São tantas as amarras, regras e procedimentos, tantos os auditores e fiscais, que às vezes tem-se a impressão de que as tarefas dos empregados da empresa se distribuem conforme o gráfico abaixo:

Gráfico atividades

Ou seja, um terço dos empregados passa seu dia a cagar-regras, outro terço a auditá-las e o terço final a produzir alguma coisa para a empresa, justificando a existência dela e a dos primeiros dois terços. Não fosse por isso, já tinham acabado com os carregadores de piano também.

3 comentários:

Brandon Oak disse...

Edison, um Feliz Natal pra você! Meu grande amigo, só o que vale dessa comemoração, pra mim, é a esperança e a vontade de vencer que poucos nutrem à véspera do natal, mas, depois do porre, esquecem. Que possamos permanecer na esperança de um mundo melhor, fazendo nós próprios parte desta mudança! Tenha um 2010 marcante, também!

Ravick disse...

Essa me fez lembrar de um textoque li certa vez sobre uam empresa em que a formiga ("carregadora de piano") trabalhav adequadamente, mas a coruja (dona da empresa) achou q ela podia produzir masi se superviosnada, então contratou uma supervisora (não lembro que bchos eram cada um daqui pra frente). A supervisora (e daí uma secessão de cargos auditores, caga-regras, motivadores, modernoizadores e o diabo a 4. Aí fzem uma avaliaçaõ de eficiência e descobrem que a formiga não está se adequando às novas metas da empresa. E a demitem.

Iatã Themudo Lessa disse...

Pois é, Jr, eu também fui vítima deste fenômeno corporativo, Caberia talvez um espacinho na sua pizza para a famosa questão filosófica colocada pelo autor da história em quadrinhos Watchmen, recentemente levada para o cinema: "Quem vigia os vigilantes?". Pois é, quem audita os auditores de Sox? e realmente, muitas vezes o tempo que a gente perdia para "montar as evidências do processo" leava mais tempo do que o próprio processo.

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