sábado, 3 de outubro de 2009

Terceirização

No princípio era a faxineira. Depois o guarda. Depois o pessoal da cozinha. Daí pegou o da manutenção, avançou pela engenharia, vendas, legal etc. É a terceirização lançando seus tentáculos por toda parte. Daqui a pouco só sobrará o cara que cola o emblema da empresa no produto. E olhe lá, que isso também é perfeitamente terceirizável.

Paga-se caro a uma empresa prestadora dos serviços, a qual coloca seus próprios empregados trabalhando dentro da empresa contratante, como se dela fossem empregados, porém ganhando menos do que se realmente o fossem. Não tente entender a lógica, é puro malabarismo contábil, não é para simples mortais.

Dilbert - Reuniões improdutivas

Ah, o Dilbert, sempre me valho dele nessas horas!

Muitas vezes o empregado que trabalha como terceirizado é um ex-funcionário da própria empresa contratante, que o dispensou por aposentadoria ou qualquer outro motivo não desabonador. Geralmente esse camarada conhece muito mais o serviço que seus próprios chefes.

Ontem mesmo um colega meu, aposentado por uma grande multinacional, me contou que foi contratado por uma pequena empresa para tocar um projeto de instalação muito difícil. Junto com ele havia outros empregados na mesma situação. Os chefetes todos eram jovens brilhantes, cheios de inglês, mba e informática.

Numa comemoração de final de ano, meu amigo, um pouco mais bêbado que o normal, virou-se para o dono da empresa e falou:

- Sabe, acho que a nossa empresa está cometendo um erro estratégico…

- Ah, sim? Perguntou o dono interessado.

- Sim, você está combinando a experiência dos mais jovens com a força dos mais velhos.

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