segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Impostos

Eu fui contra a extinção da CPMF, o famoso “imposto do cheque”. Era um imposto que, se usado de maneira séria (ahahaha), teria trazido reais benefícios para o país. E não me refiro apenas ao dinheiro que pingava na saúde (ahahaha), mas à possibilidade que se tinha de obter um retrato da movimentação financeira no país.

O percentual cobrado de 0,38% sobre cada cheque, saque, transferência etc. que fazíamos, mais do que o valor relativamente pequeno que representava, sinalizava aos espertos computadores da receita todas as movimentações financeiras que são feitas no país pela via bancária. Tanto as honestas quanto as desonestas. E daí? Quem não deve não teme.

Economistas provam por A mais B que o 0,38% é um imposto acumulativo que no fim representava um aumento real no preço de todas as coisas de pelo menos 5%. Pode ser, mas o mal já estava feito. Tiraram o imposto e a única diferença que eu vejo são os 0,38%. Cadê os meus 5% de volta?

Pois bem, agora querem colocar a CCS no lugar. Não gostei. Do lado bom, fica a chance de monitorar movimentações ilegais de dinheiro. Do lado ruim, a repetição de um filme que já assistimos. Mais aumento de preços. Que tampouco cairão quando a CCS cair.

Um comentário:

Waldomiro Lessa disse...

O que eu acho disso é que primeiro lugar o dinheiro nunca foi para a saúde. O caixa do Tesouro é unico e portanto o dito cujo ia para as farras governamentais. Em segundo lugar não há registro que essa é a maneira de se controlar as movimentaçoes ilegais , que por sua vez prosperaram impunes por esse Brasil a fora. Portanto me parecem desculpas tolas só para nos enfiar a mão no bolso.Quanto à desoneração dos custos depois da queda da CPMF isso ocorre mesmo mas em qualquer setor depois de uma queda de preços. Enfim, tudo muito complicado quando as intenções não são as melhores.

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