segunda-feira, 8 de junho de 2009

Santa invenção!

Tem algumas coisas que a gente só percebe que são boas quando acabam. Digo, não por falta de reconhecimento de que são boas, mas por falta de condição de reparar nisso enquanto elas acontecem. Ainda não está claro? Vou dar um exemplo: dormir.

Alguém já pensou enquanto dormia “ai, que bom que estou dormindo”? Nãããão, a não ser que tenha tido um sonho mais doido que este texto.

Você está lá, dormindo o sono dos justos em pleno dia inútil (de segunda a sexta), quando…

TRRRRRRRRRRRRRIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIMMMMMMMMMMMM!

O maldito despertador te traz de volta à realidade.

Abre parênteses. Quando eu me aposentar (vai demorar muito ainda, infelizmente), já elegi como ato simbólico atirar o despertador pela janela. Fecha parênteses.

Muitas vezes misturamos o barulho do despertador, mesmo que não seja esse trim irritante mas uma musiquinha, com o sonho que estávamos tendo.

Sono doi. E sentimos isso nesse momento. Pensamos em frações de segundo coisas como: “já?”, “não é possível!”, “que dia é hoje?” e outras coisas feias e impublicáveis em um blog distinto como esse.

Mas eis que entra em campo essa maravilhosa invenção: o botão soneca, ou snooze para os que têm despertadores mais antigos ou pretenciosos como o meu.

Ah, que delícia poder apertar o botãozinho da soneca, virar para o lado e curtir mais alguns minutos da cama, especialmente em dias frios como os que tem feito. Pena que dure tão pouco.

Para prolongar essa sensação orgásmica, conheço gente que coloca o despertador para tocar meia hora antes só para usar e abusar da soneca. Confesso que sou um. Mas aposto que você também faz isso.

Muito provavelmente o inventor do botão soneca jamais será canonizado, mas merecia, pois é uma santa invenção!

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