quinta-feira, 18 de junho de 2009

Ora, por que não?

Ouvi no noticiário do rádio agora há pouco um deputado ou senador, não sei quem era pois perdi o início da entrevista, declarando a propósito da intenção de Lula de se reeleger num eventual terceiro mandato (*) que isso é “contra o princípio democrático da alternância de poder, e que o mesmo serve tanto para o presidente da República quanto para um presidente de clube ou sindicato”, ou algo parecido.

Sem querer entrar no mérito se reeleição ad eternum é certo para o Lula ou qualquer outro (**) e juntando essa entrevista com o discurso de ontem do “Excelentíssimo” Sen. José Sarney em que ele diz que está naquela casa há 50 anos, de repente me ocorreu o seguinte:

Por que também não estipular o máximo de 2 mandatos também para vereadores, deputados e senadores? Por que o limite só para o Poder Executivo? Não deveria o Legislativo também ter essa limitação? Ambos estão lá por causa do (ou apesar do) meu voto. E por que só eles podem se candidatar a qualquer outro cargo no meio de seus mandatos sem se desincompatibilizar totalmente com o cargo para o qual foram eleitos? (***)

Cá entre nós, simples mortais, será que não teríamos algo a ganhar com isso? Se o cara for muito bom, tudo bem, pode voltar 4 anos depois e ficar mais 8, mas nesse meio tempo pagará impostos como todos nós em vez de viver deles.

Sarney 
(*) ou melhor, de seus correligionários, porque ele mesmo jura de pés juntos que não quer.

(**) particularmente eu acho que 1 mandato pode ser pouco, 2 só se o cara for muito bom e três nem se ele for demais (ou ela).

(***) a resposta para tantas e ingênuas perguntas é que são eles mesmos que teriam que votar essa mudança, ou seja, jamais farão alguma coisa para largar o osso.

Um comentário:

Marília disse...

Esse aí ainda conta com os direitos autorais de seu livro MARIMBONDOS DE FOGO.
Deva ter sido com essa grana que ele comprou aquele tudo de imóveis que ele tem no Maranhão...

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