terça-feira, 7 de abril de 2009

Buddy Rich

Uma vez um caçador foi aprisionado por uma tribo de canibais e durante sua longa espera ouvia somente um som de tambores: tum-tum-tumtum-tum-tum-tumtum. Quando ele perguntava de quê se tratava, a resposta que ele ouvia era invariavelmente: “Depois que tambor para, muito mau!” Ele temia perguntar o que vinha depois. Mas aquilo foi minando a mente do caçador a tal ponto que ele começou a desejar ser comido o quanto antes. Num dia ele se atreveu a perguntar o que acontecia depois que o tambor parasse de tocar. A resposta foi: “Depois que solo de tambor para, começa contrabaixo”.

Pra quem não gosta de bateria, um solo deste instrumento só é menos chato que o solo de um contrabaixo. Como eu adoro esse instrumento, seguem alguns vídeos de um dos meus bateristas prediletos, Buddy Rich. De qubra, um "drum battle" com Gene Krupa!

Nascido em 1917 e morto em 1987, tocou com grandes músicos de jazz ao longo de sua carreira e nos anos 60 e 70 conduziu sua própria banda. Dono de um estilo inconfundível, agilíssimo com as baquetas, também era faixa preta de karatê. Dizem que certa vez ele quebrou o braço esquerdo durante uma luta, mas apresentou-se na mesma noite tocando apenas com o braço direito. Talvez seja lenda, pois não encontrei uma só referência a respeito, mas é mais divertido acreditar nisso.






P.S. Salvo raras exceções, solos de contrabaixo são meio chatos mesmo. 


Um comentário:

Fernando Lessa disse...

Jr.

Duas coisas:

1º) Eu ADORO solos de contrabaixo, epecialmente aqueles de improvisos nos das gravações ao vivo. Adoro o som das cordas. Eu sinto cada toque do músico na corda.

2º) Essa história do Buddy deve ser verdadeira pois eu já tinha ouvido. Um amigo meu que é músico me contou.

Abração

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