quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Cálculo escatológico

Você, fino leitor, caso seja facilmente impressionável ou dotado de estômago fraco, peço-lhe que não leia este tópico. Não perderá grande coisa, de qualquer forma.

No Carnaval que passou, segundo o DERSA, órgão que cuida das duas principais estradas que dão acesso ao litoral paulista, 457 mil veículos saíram da cidade de São Paulo e arredores e desceram a Santos e demais cidades litorâneas.

Sem grande rigor estatístico, consideremos uma média de 2 pessoas em cada veículo, o quê nos dá a bagatela de quase 1 milhão de pessoas. Uma verdadeira migração, ainda que temporária.

Somando esse 1 milhão de pessoas ao 1,7 milhão de habitantes daquelas aprazíveis cidades, considerando-se somente a faixa que vai de Peruíbe a Bertioga, dá um total de 2,7 milhões de pessoas.

Distinto leitor, aviso que é sua última chance de parar de ler este post!

Se pensarmos que cada uma dessas pessoas, salvo casos crônicos de ressecamento, defecam por volta de 300 gramas por dia, com uma conta simples (2.700.000 pessoas x 0,3 kg por pessoa) chegamos à conclusão que são produzidos 810 toneladas de bosta por dia!

Agora, aí vem a pior parte, adivinha onde essa merda toda é lançada? No mar! Sim, no mar, onde todos aqueles turistas pegam ondas e se refrescam, e alguns até conseguem admirar um peixinho passando (será que era mesmo um peixinho?)

Ok, ok, sei que existem emissários que lançam uma boa parte desse esgoto bem longe da praia, mas a sopa continua a mesma, só muda um pouco a concentração.

E aí, já decidiu onde você vai passar o próximo feriado?

P.S. Eu avisei, teimoso leitor, mas você não me deu ouvidos, Agora não adianta ficar aí tendo engulhos e dizendo que eu sou um estraga-prazeres, da próxima vez não leia.

2 comentários:

Fernando Lessa disse...

Ai que nojo! Use seus dotes matemáticos para outros cálculos mais agradáveis. Tudobem que voc~e avisou, mas.....que bosta!

Ravick disse...

E o pior, por estranho que pareça, nem é isso: É o desperdício. Cocô é ouro na natureza... e na agricultura. Escavamos minas de milhões de anos atrás de elemenos que farão as plantas crescerem, e depois os liberamos descarga abaixo, onde seguem até o mar, e acabam, ao longo dos anos se depositando no fundo, sem perspectiva de sair de lá de novo. Pagamos para fazer cagada, rs.

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