quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Recesso blogal


Tô saindo em viagem até o dia 5. Apesar de metade dos meus leitores me acompanharem na viagem, deixarei alguns posts programados para esses dias que é para a outra metade não perder o caminho.

Aliás, quando voltar, estarei mais velho e experiente.


terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Fábula A Formiga e a Cigarra - versão 2


Essa versão da fábula é do Banksy, um grafiteiro muito doido que eu conheci através dum livro que meu sobrinho Felipe me deu. Na versão de Banksy, a história se passa com um urso e uma abelha:

“Era uma vez um urso e uma abelha, que viviam numa floresta e eram ótimos amigos. Durante todo o verão, a abelha coletava seu néctar de manhã cedo até o anoitecer, enquanto o urso ficava descansando na relva macia.

Quando chegou o inverno, o urso percebeu que não tinha nada para comer e pensou ‘tomara que aquela pequena abelha tão ocupada possa dividir comigo um pouco do seu mel’.

Mas não conseguiu encontrar a abelha em nenhum lugar – ela teve um ataque cardíaco causado por estresse.”

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Fábula A Formiga e a Cigarra - versão 1


Era uma vez, uma formiguinha e uma cigarra muito amigas.


Durante todo o outono, a formiguinha trabalhou sem parar, armazenando comida para o período de inverno. Não aproveitou nada do sol, da brisa suave do fim da tarde e nem do bate papo com os amigos ao final do trabalho tomando uma cervejinha. Seu nome era "trabalho" e seu sobrenome "sempre".

Enquanto isso, a cigarra só queria saber de cantar nas rodas de amigos e nos bares da cidade; não desperdiçou um minuto sequer, cantou durante todo o outono, dançou, aproveitou o sol, curtiu para valer sem se preocupar com o inverno que estava por vir.
Então, passados alguns dias, começou a esfriar. Era o inverno que estava começando.


A formiguinha, exausta de tanto trabalhar, entrou para a sua singela e aconchegante toca repleta de comida. Mas alguém chamava por seu nome do lado de fora da toca. Quando abriu a porta para ver quem era, ficou surpresa com o que viu: sua amiga cigarra estava dentro de uma Ferrari com um aconchegante casaco de vison.

A cigarra disse para a formiguinha:

- Olá, amiga, vou passar o inverno em Paris. Será que você poderia cuidar da minha toca?


A formiguinha respondeu:

- Claro, sem problemas! Mas o que lhe aconteceu? Como você conseguiu dinheiro para ir a Paris e comprar esta Ferrari?

- Imagine você que eu estava cantando em um bar na semana passada e um produtor gostou da minha voz. Fechei um contrato de seis meses para fazer shows em Paris... A propósito, a amiga deseja algo de lá?

- Desejo sim. Se você encontrar um tal de La Fontaine por lá, manda ele ir para a puta que o pariu!!!

sábado, 27 de dezembro de 2008

Ressaca de Natal


Não do Natal propriamente dito, mas do pré-Natal.

Toda a correria de final de ano com trabalhos que precisam ser concluídos urgentemente e decisões importantíssimas que não podem esperar nem uma semana mais, como se realmente no ano novo fosse mudar alguma coisa. Não bastasse essa premência, dependemos pessoas que não podem nos atender porque já estão em plena festa, soltando serpentina e soprando língua de sogra; precisamos de órgãos públicos que não funcionam e a sua carta de motorista está para vencer. Chegamos em casa e é aquela lista de presentes que ainda temos que comprar em lojas lotadas situadas em xópins abarrotados. Crise, que crise? O Homem falou que é para consumir!

De repente, ufa! Pára tudo, chegou o dia. As pessoas se reúnem, parentes que se vêem raramente renovam o contato, trocam presentes, comem peru, tender, maionese, vinho, cerveja... Ah, que legal! Todo o estresse do mês antecedente parece que não existiu.

Mas eu gosto mesmo é do “day after”. Olho pela janela a praça atrás de casa, as crianças exibindo suas bicicletas ou outros brinquedos novinhos em folha e os pais orgulhosos.

Curiosamente, neste ano teve a versão inversa. Um pai brincando com um carrinho de controle remoto, que corria desembestado, zuuuum, ziiiiim, zuooom, pra lá e pra cá. Em volta dele, três meninos, mais ou menos da mesma idade, uns 10 anos, esticando a mãozinha e esperando sua vez de brincar. Nos 15 minutos que fiquei assistindo a cena, só o pai brincou.

Aliás, por falar em carrinho de controle remoto, vi uma sugestão genial no blog A Marmota, para você construir o seu próprio brinquedo e deixar seu filho em paz com o dele. Se estiver interessado, clique aqui.


Aproveito para registrar minha resolução de ano novo: em 2009 vou tirar férias no começo de dezembro!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Boas Festas!



Caros familiares, amigos e eventuais passantes,

Um FELIZ NATAL a todos vocês!

E que venha 2009!







O José Simão diz que o homem passa por quatro fases durante sua vida:

1ª Na época em que acredita em Papai Noel;

2ª Quando deixa de acreditar em Papai Noel;

3ª Quando se veste de Papai Noel; e

4ª Quando começa a se parecer com Papai Noel.

Como podem ver, já estou na 3ª fase.

Mais Papai Noel

PapaiNoel

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Reforma Ortográfica


A partir de 1º de janeiro próximo passarei novamente pela experiência traumática de ter que reaprender a escrever, graças à revisão ortográfica que padronizará a língua portuguesa escrita em todos os países que cultivam a última flor do Lácio.

Está tudo muito bem, é assim que tem que ser, mas não poderiam ter feito isso antes de eu nascer?

Já é a segunda reforma que eu pego. Quando eu aprendi a escrever, a duras penas lá pela metade dos anos 60, algumas regras eram diferentes das de hoje. Por exemplo, a crase, que hoje só usamos quando há a junção da preposição “a” com o artigo idem, era usada também no caso em que tínhamos uma palavra oxítona agudamente acentuada e essa palavra recebia um sufixo, caso do “só” e “sòzinho”, “café” e “cafèzinho”. Alguém se lembra disso?

Basta ler um livro um pouco mais antigo, que a gente vai encontrar essas e outras palavras que perderam seus acentos, como “dêles”, “nôvo”, “retôrno”, “êste”, “côro” e por aí vai. Vamos combinar que não fizeram falta nenhuma, né?

Assim como não farão falta os acentos e hífens que cairão na reforma que se avizinha. Aliás, aproveito esse meu cantinho para fazer um pequeno resumo das reformas que, se mais benefício não tiver, pelo menos me servirá para já ir praticando.

DIVERSOS

- Voltam o K (ki bom!), o W (sempre usei no meu sobrenome) e o Y (que não sei para que serve).
- Está extinto o trema na letra “u”, com exceção dos nomes (Müller) e das palavras estrangeiras (inútil consideração, mesmo porque a reforma é só na língua portuguesa).

ACENTOS

- Não se usa mais o acento nos ditongos abertos “éi” e “ói” – “alcaloide”, “alcateia”, “boia”, “colmeia”, “epopeia”, “geleia”, “ideia” e “plateia”, mas vale somente para palavras paroxítonas, pois “herói” continua com acento, mas “heroico” não.
- Ainda nas paroxítonas, não se acentua mais o “i” e o “u” tônicos, como em “baiuca” e “feiura”
- Não se usa mais acento em palavras terminadas em “êem” o “ôo”, por exemplo: “abençoo”, “creem”, “deem”, “perdoo” e “zoo”.
- Não se usa mais o acento para diferenciar “pára” de “para”, “péla” de “pela”, “pólo” de “polo”, “pêra” de “pera” e “pêlo” de “pelo”.
- Permanece em “pôde” e “pode”.
- Permanece em “pôr” e “por”.
- Permanecem nas palavras em que o acento distingue o singular do plural: “têm”, “vêm”, “mantêm”.
- Porém em “fôrma” e “forma” o acento é facultativo (que engraçado)

HÍFEN (essa palavra terminada em “n” é o que há...)

Prefixos em geral:
- Sempre se usa o hífen diante de um “h”: “anti-higiênico” e “super-homem”.

Prefixo terminado em vogal:
- Sem hífen diante de vogal diferente: “autoescola” e “antiaereo”. (hiii, os donos de autoescola vão ter que mudar de novo as placas...)
- Sem hífen diante de consoante diferente de “r” e “s”: “anteprojeto” e “semicírculo”.
- Se a consoante for “r” ou “s”, dobra-se a consoante: “antirracismo” e “ultrassom”.
- Se for a mesma vogal, mantém o hífen: “contra-ataque” e “micro-ondas”.

Prefixo terminado em consoante:
- Permanece o hífen diante da mesma consoante: “inter-regional” e “sub-bibliotecário”.
- Cai o hífen diante de consoante diferente: “intermunicipal” e “supersônico”.
- Cai o hífen diante de vogal: “interestadual” e “superinteressante”.
- Com o prefixo “sub” usa-se o hífen diante de palavra iniciada por “r”: “sub-região” e “sub-raça”.
- Palavras iniciadas por “h” perdem essa letra e o hífen: “subumano”.
- Com os prefixos “circum” e “pan”, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por “m” e “n”: “circum-navegação” e “pan-americano”.
- O prefixo “co” aglutina-se em geral com o segundo elemento: “coobrigação”, “coordenar” e “cooptar” (ué, nunca escrevi “coordenar” com hífen.)
- Com o prefixo “vice”, usa-se sempre o hífen: “vice-presidente”.
- Não se usa o hífen em palavras que perderam a noção de composição, como: “girassol”, “mandachuva”, “paraquedas” e “pontapé”.
- Sempre se usa o hífen com os prefixos “ex”, “sem”, “além”, “aquém”, “recém”, “pós”, “pré”, “pró”: “ex-aluno”, “sem-terra”, “além-mar”, “aquém-mar”, “recém-casado”, “pós-graduação”, “pré-vestibular” e “pró-europeu”.

Fonte: Guia Prático da Nova Ortografia, Douglas Trufano, Ed. Melhoramentos.

E, desde já, quero dar minha contribuição para a próxima reforma, daqui uns 40 anos, para acabar com outras inutilidades da nossa língua que, quando se forem, também não farão falta. Por mim, já poderíamos eliminar o hífen em vários outros casos também. Por que escrever “levar-lhe” se posso escrever “levarlhe”? Ora, se o espanhol consegue fazer isso sem dar confusão, nós também conseguiremos!

Vamos também aproveitar e acabar com outras bestices, tais como:

1) “Qualquer” deve ser a única (acho) palavra cujo plural fica no meio – “quaisquer”, que é pernóstico paca, ninguém fala assim, no máximo escreve. Muito mais simples é escrever “qualqueres”, por exemplo: “Se restar qualqueres dúvidas, me ligue.”

2) Por falar em “muito”, proponho que passemos a escrever “muinto”, pois é muinto mais lógico, principalmente para uma língua que se orgulha de ter as letras sempre pronunciadas da mesma forma e achar que tem essa vantagem sobre o inglês.

3) E vamos acabar com essa palhaçada de escrever sílabas homófonas de forma diferente! “recesso” e “resseção”, por exemplo, são grafadas distintamente pela origem que têm, mas como pouca gente tem um dicionário etimológico em casa, podemos facilmente padronizar a grafia das sílabas sem que ninguém perceba. Acha pouco? Pense nos “sargentos” e nas “sarjetas”, ou os clássicos “sessão”, “seção” e “cessão”, pesadelos de todo estudante.

Pronto, falei. Está lançada a idéia!

P.S. 1 Antes que alguém dê uma de engraçadinho, informo que quando aprendi a ler, farmácia já se escrevia com “f”. A reforma que acabou com o “ph” quem pegou foi meu avô.

P.S. 2 Só me resta convencer o corretor ortográfico do Word a aceitar a nova gramática. Deu um trabalhão escrever esse texto com ele me corrigindo o tempo todo...

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Sábias garrafas!


Em viagem por uma cidade do interior da Argentina, notei que muitos carros estacionados nas ruas tinham uma garrafa vazia sobre o teto. Perguntei por que a um aborígene e a resposta demonstra a inutilidade de criar leis que tudo querem controlar e por isso não controlam nada.

É que naquele país, quando alguém põe um aviso ou cartaz em seu carro colocando-o à venda, está sujeito ao pagamento de um imposto municipal pela propaganda. A forma que eles encontraram para burlar essa esdrúxula lei é colocar uma garrafa sobre o carro estacionado. Assim, todos que passam sabem que o carro está sendo vendido. O único problema é que não dá para fazer a propaganda com o carro em movimento. Que criatividade!

Aqui no Brasil as garrafas são utilizadas de outra forma igualmente criativa, porém com resultado ainda mais pífio que a lei argentina. Já não é tão freqüente, mas ainda hoje vejo várias pessoas colocando garrafas com água sobre a caixa de luz com o objetivo de economizar na conta de energia. Qual é a lógica disso?

Mais um capítulo da série Lendas Urbanas.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Drummond - Torcida da Vida

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Presentes de Natal


Passando hoje pela feira, captei um fragmento de conversa entre dois peixeiros:

- Porra, eu pedi um DVD e o maluco me deu um CD... E arranhado!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Ho! Ho! Ho!

Robô 002

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

O vendedor de saxofone


Quando o diretor da escola do Pedro ligou para seus pais para convocá-los para uma reunião sobre o filho, meu amigo Benê tremeu na base: “O que será que ele aprontou?”

Lá foram ele e a esposa para conversar com o diretor. Apreensivos, ao mesmo tempo não podiam imaginar o que de tão grave poderia ter feito o filho de 10 anos, normalmente bem comportado.

Expôs o diretor:

- Numa atividade em classe, a professora perguntou aos alunos, um por um, que profissão gostariam de seguir quando fossem adultos. Dentre as respostas mais ou menos clássicas, como médico, advogado, engenheiro etc., quando chegou a vez do Pedro ele respondeu: “Eu quero ser vendedor de saxofone!” Achamos isso tão inusitado que julgamos necessário aprofundar o tema e descobrir o porquê da resposta, por isso os convocamos.

Após uma risada de alívio, o Benê explicou:

- Ah, é que quando eu chego em casa muito cansado ou aborrecido com o trabalho, durante o jantar às vezes eu comento brincando que gostaria de ser um vendedor de saxofone, pois deve ser o tipo de profissão que não causa muito estresse.

Acho que todo mundo quando passa por momentos particularmente difíceis no trabalho, vez por outra sonha em ter tido outra carreira. Claro que nessas horas a escolha não passa por considerações financeiras, vale mais como fantasia. No caso do Benê, ele imaginou ser um vendedor de saxofone.

É uma boa escolha. Mas a minha seria diferente e posso até tentar fazer isso quando, enfim, chegar a minha aposentadoria: Quero ter uma sex-shop!

Já pensou? Encerrada a venda e embrulhada a mercadoria, posso sorrir e falar para o cliente:

- Agora vá se foder!

E ele vai!

E você, qual a profissão dos seus sonhos?

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

A manhã de Natal é cheia de surpresas...


Mais CNH


Oba! A Si e eu fomos aprovados na provinha de Legislação e Direção Defensiva, passo importante para a renovação das nossas cartas. A prova é fácil, mesmo para os que resolvem estudar por conta própria pela apostila que é vendida na escola ou baixada na internet. E sai mais em conta do que fazer o curso.

O que é difícil é percorrer as páginas da apostila, recheadas de erros grotescos de português, dos quais pincei uns exemplos:

- (...) sempre manter o veículo em perfeitas condições de modo que ele esteje pronto para...

- (...) é um dos piores tipos de acidentes de trânsito resultando na maioria das vezes em perca total do veículo...

- (...) nas alternativas abaixo qual não se referem as condições adversas...

- (...) não deixar que seje ultrapassado.

- (...) sobre tudo quando não se usa o cinto...

- (...) faça com que a vítima respire pela boca e não devendo assuar o nariz.

- (...) não procure recolocálos no lugar.

- (...) uma pancada ou perca de dentes. (De novo? Nesse ponto da leitura houve uma perca da minha paciência)

Isso porque eu não listei os erros mais primários, tais como acentos a mais ou a menos e vírgulas idem.

Terminada a leitura, pensei: bom, se o cara que escreveu isso conseguiu passar nessa prova, então eu também conseguirei.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Jeitos e Costumes


Estou lendo um livro chamado “Um canal separa o mundo”, escrito por Caio de Freitas no início da década de 60, que fala sobre o período de dez anos em que o autor viveu na Inglaterra. Seu maior enfoque é sobre o British Way of Life e seus usos e costumes.

Num dado momento, ele explica que “os ingleses têm horário para tudo e os prazeres da vida só são acessíveis dentro da tabela de tempo, controlada pela tradição. (...) só se pode beber das onze horas da manhã às duas e meia da tarde e, depois, das cinco da tarde às onze horas da noite.

O almoço e o jantar são servidos a horas regulamentares e não é permitido que se tome chá à hora do jantar, ou que se almoce no horário do chá. Nas confeitarias há doces que são para ser levados pelo freguês, há outros que só podem ser comidos no estabelecimento, há uns que são para a hora do chá e há outros ainda que se destinam à sobremesa.”

Para exemplificar, ele cria um diálogo imaginário numa confeitaria, começando pela abordagem solícita do garçom a um cliente latino desavisado:

- Em que posso servi-lo?
- Desejo um daqueles doces. Aqueles com morango por cima.
- Para levar ou comer aqui?
- Para comer aqui.
- Sorry, Sir. Aqueles são só para levar.
- Dê-me então um daqueles outros... daqueles que parecem torta de maçã.
- Sorry, Sir. Aqueles destinam-se à sobremesa e não estamos na hora do jantar.
- E este aqui?
- Quanto a este, está bem, mas o cavalheiro não pode comê-lo aqui, de pé.
- Não posso? Não disse que esse era para comer aqui?
- Sorry, Sir. Mas para comê-lo aqui, terá de se sentar e tomar chá também.
- Mas eu não quero tomar chá!
- Sorry, nesse caso não poderei vendê-lo.

Fiquei imaginando que o escritor tenha exagerado a situação para reforçar seu ponto de vista, ou que, no mínimo, pela época pré-beatles em que o livro foi escrito, isso poderia de alguma forma ter mudado.

Mas depois eu me lembrei de um fato que aconteceu comigo, em 1983, na minha primeira viagem ao exterior, mais precisamente a Nova York. Ou seja, outra época, outro lugar. Mas povos de mesma formação.

Caminhamos a manhã inteira pelas ruas de NY. Quando o pescoço começou a doer, eu finalmente entendi porque Tom Jobim dizia que essa é uma cidade para se visitar deitado numa maca. Pois bem, na hora do almoço, entramos uma lanchonete com uma fila enorme. Pedi um sanduíche e um suco.

O suco que veio foi insuficiente para minha sede e não durou nem até a metade do sanduíche. Tal era a sede, que voltei e enfrentei a fila novamente. Na minha vez, pedi:

- An orange juice, please.
- What else?
- Nothing. Only the juice.
- I can’t sell you a juice only. You have to buy a sandwich too!

Note a diferença de educação entre o garçom inglês fictício e a atendente da lanchonete.

Tentei argumentar que eu já havia comprado e até comido o sanduíche e que só queria matar a sede, mas não teve jeito. Tamanha era minha estupefação, que primeiro duvidei do nível do meu inglês (lembre-se que era a minha primeira viagem), mas pouco a pouco fui me tocando de que naquela loja eu não beberia o suco. Saí e fui comprar em outro lugar.

É, cada povo com seu costume, mas cada costume besta que tem por aí...

sábado, 13 de dezembro de 2008

Encontro de ex-alunos


Hoje participei de mais um encontro de ex-alunos da época do Ginásio. É o 4º encontro da turma, que começou graças a uma brincadeira no orkut e hoje já virou até uma ONG.

Como em todos os demais encontros, 95% das perguntas que me dirigiam iniciadas por “você se lembra?”, eu respondia com um melancólico “não”. E olha que esse foi um dos períodos da minha vida de que me lembro com mais carinho!

Aos poucos as pessoas desistem de me perguntar e eu fico só prestando atenção na memória prodigiosa dos outros. Como, por exemplo, nesse diálogo que eu acompanhei entre duas ex-colegas:

- Você se lembra do Pepê?
- Lembro, claro!
- Era uma graça, né?
- Ô! Lindo!
- Pois é, menina, enviadou...


Renovação da CNH


Diálogo com o médico durante o exame para renovação da minha carteira de motorista:

- Toma algum remédio?
- Não.
- Pressão alta?
- Não.
- Problema no coração?
- Não.
- Diabetes?
- Não.
- Usa drogas?
- Não.
- Fuma?
- Não.
- Bebe?
- Socialmente...
- Você tem a vida social muito ativa?
- ...

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Buraco Negro

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Hum, hum...


Passada a euforia, o blog volta à sua seriedade usual...

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Sem palavras...

domingo, 7 de dezembro de 2008

Véspera de Natal


sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Você sabia?


- Se você é um em um milhão na China, então existem 1.300 pessoas como você.

- A China logo irá tornar-se o país onde mais gente fala inglês no mundo.

- Os 25% da população da Índia com o QI mais elevado formam um grupo maior do que toda a população dos Estados Unidos. Tradução: a Índia tem mais crianças super-dotadas do que os EUA têm crianças.

- Os 10 empregos mais procurados hoje em dia simplesmente não existiam em 2004.

- Estamos preparando estudantes para empregos que ainda nem existem, usando tecnologias que ainda não foram inventadas para resolver problemas que nós ainda nem sabemos que são problemas.

- A Secretaria de Trabalho dos EUA estima que os aprendizes de hoje tenham de 10 a 14 empregos até completarem 38 anos.

- Todo mês 31 bilhões de pesquisas são feitas no Google. A quem eram feitas as perguntas na era AG (Antes do Google)?

- O rádio levou 38 anos para atingir uma audiência de 50 milhões de pessoas; a televisão levou 13 anos para ter a mesma audiência; a internet 4 anos; o iPod 3 anos.

- Em 1984 havia 1.000 equipamentos conectados à internet... 1.000.000 em 1992... em 2008 são 1.000.000.000.

- Existem 540.000 palavras na língua inglesa, o que é aproximadamente 5 vezes mais do que havia na época de Shakespeare.

- Estima-se que a soma das informações contidas em uma semana do New York Times seja equivalente a toda informação que uma pessoa recebia no século XVIII durante toda a sua vida.

- A quantidade de informações técnicas dobra a cada ano. Para alunos que estejam começando uma escola técnica com quatro anos de duração, isso significa que metade do que eles aprenderam no 1º ano estará desatualizado quando eles ainda estiverem no 3º.

- Foi desenvolvido no Japão um cabo ótico que transporta 14 trilhões de bits por segundo em uma única fibra. Isso equivale a 2.660 CDs ou 210 milhões de ligações telefônicas a cada segundo.

- Por volta de 2013 existirá um computador que excederá a capacidade computacional de um cérebro humano. Em 2049 um computador baratinho de US$ 1.000 excederá a capacidade computacional de toda a espécie humana.

- Saiba que durante a leitura deste texto nasceram 67 bebês nos EUA, 274 na China e 395 na Índia. E ainda por cima 694.000 músicas foram baixadas ilegalmente pela Internet.

Agora que você já sabe, pense no que isso significa.

Extraído de:

 

Concurso Sony - divulgação


Até que enfim apareceu a chance d'eu ganhar um jabazinho aqui no meu sítio divulgando esse sensacional concurso da Sony.
Os prêmios são os seguintes:

- Uma viagem de 15 dias ao Japão, incluindo a passagem aérea (ida e volta, desde a capital do país de residência do ganhador), seguro de viagem e hotel 5 estrelas em Tóquio, com direito a um acompanhante, mais:

- Cem mil dólares (U$S 100.000) para gastar como quiser.

Na verdade, este Concurso é um desafio pelo qual a Sony exibe sua altíssima tecnologia em fotografia digital.

Para vencer, é necessário identificar na foto seguinte:



- quem está com sono,
- quem está quase dormindo,
- quem acordou agora e
- quem são os dois gêmeos

É muito fácil! Participe e não deixe de mencionar que você viu esse anúncio aqui.

Obrigado.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

O Sol saiu


Mensagem escrita por um morador de Itajaí na semana de 24 de novembro de 2008, diante da tragédia de Santa Catarina:

"Pensar para aceitar, Calar para resistir, Agir para vencer!!!

Hoje 27 de novembro de 2008 o Sol saiu e conseguimos voltar a trabalhar. A despeito de brincadeiras e comentários espirituosos normais sobre esta "folga forçada" a verdade é que nunca me senti tão feliz de voltar ao trabalho. Não somente pelo trabalho, pela instituição e pela própria tranqüilidade de ter aonde ganhar o pão, mas também por ser um sinal de que a vida está voltando ao normal aqui na nossa Itajaí.

As fotos que circulam na internet e os telejornais já nos dão as imagens claras de tudo que aconteceu então não vou me estender narrando e descrevendo as cenas vistas nestes dias. Todos vocês já sabem de cor. Eu quero mesmo é falar sobre lições aprendidas.

Por mais que teorias e leituras mil nos falem sobre isso ainda é surpreendente presenciar como uma tragédia desse porte pode fazer aflorar no ser humano os sentimentos mais nobres e os seus instintos mais primitivos. As cenas e situações vividas neste final de semana prolongado em Itajaí nos fizeram chorar de alegria, raiva, tristeza e impotência.

Fizeram-nos perder a fé no ser humano num segundo, para recuperá-la no seguinte. Fez-nos ver que sempre alguém se aproveitará da desgraça alheia, mas que também é mais fácil começar de novo quando todos se dão as mãos.

Que aquela entidade superior que cada um acredita (Deus, Alá, Buda, GADU etc.) e da forma que cada um a concebe tenha piedade daqueles:

- Que se aproveitaram a situação para fazer saques em Supermercados, levando principalmente bebidas e cigarros

- Que saquearam uma farmácia levando medicamentos controlados, equipamentos e cofres e destruindo os produtos de primeira necessidade que ficaram assim como a estrutura física da mesma.

- Que pediam 5 reais por um litro de água mineral.

- Que chegaram a pedir 150 reais por um botijão de gás.

- Que foram pedir donativos de água e alimentos nas áreas secas pra vender nas áreas alagadas.

- Que foram comer e pegar roupas nos centros de triagem mesmo não tendo suas casas atingidas.

- Que esperaram as pessoas saírem das suas casas para roubarem o que restava.

- Que fizeram pessoas dormir em telhados e lajes com frio e fome para não ter suas casas saqueadas.

- Que não sentiram preocupação por ninguém, algo está errado em seu coração.

- Que simplesmente fizeram de conta que nada acontecia, por estarem em áreas secas.

Da mesma forma, que essa mesma entidade superior abençoe:

- Aqueles que atenderam ao chamado das rádios e se apresentaram no domingo no quartel dos bombeiros para ajudar de qualquer forma.

- Os bombeiros que tiveram paciência com a gente no quartel para nos instruir e nos orientar nas atividades que devíamos desenvolver.

- A turma das lanchas, os donos das lanchinhas de pescarias de fim de semana que rapidamente trouxeram seus barquinhos nas suas carretas e fizeram tanta diferença.

- À equipe da lancha, gente sensacional que parecia que nos conhecíamos de toda uma vida.

- Aos soldados do exército do Paraná e do Rio Grande do Sul.

- Aos bravos gaúchos, tantas vezes vitimas de nossas brincadeiras que trouxeram caminhões e caminhões de mantimentos.

- Aos cadetes da Academia da Polícia Militar que ainda em formação se portaram com veteranos.

- Aos Bombeiros e Policias locais que resgataram, cuidaram, orientaram e auxiliaram de todas as formas, muitas vezes com as suas próprias casas embaixo das águas.

- Aos Médicos Voluntários.

- Às enfermeiras Voluntárias.

- Aos bombeiros do Paraná que trabalharam ombro a ombro com os nossos.

- Aos Helicópteros da Aeronáutica e Exercito que fizeram os resgates nos locais de difícil acesso.

- Aos incansáveis do SAMU e das ambulâncias em geral, que não tiveram tempo nem pra respirar.

- Ao pessoal do Helicóptero da Polícia Militar de São Paulo, que mostrou que longo é o braço da solidariedade.

- Ao pessoal das rádios que manteve a população informada e manteve a esperança de quem estava isolado em casa.

- Aos estudantes que emprestaram seus físicos para carregar e descarregar caminhões nos centros de triagem.

- Às pessoas que cozinharam para milhares de estranhos.

- Ao empresário que não se identificou e entregou mais de mil marmitex no centro de triagem.

- A todos que doaram nem que seja uma peça de roupa.

- A todos que serviram nem que seja um copo de água a quem precisou.

- A todos que oraram por todos.

- Ao Brasil todo, que chorou nossos mortos e nossas perdas.

- Aos novos amigos que fiz no centro de triagem, na segunda-feira.

- A todos aqueles que me ligaram preocupados com a gente.

- A todos aqueles que ainda se preocupam por alguém.

- A todos aqueles que fizeram algo, mas eu não soube ou esqueci.

Há alguns anos, numa grande enchente na Argentina, um anônimo escreveu isto:

COMEÇAR DE NOVO

Eu tinha medo da escuridão
Até que as noites se fizeram longas e sem luz
Eu não resistia ao frio facilmente
Até passar a noite molhado numa laje
Eu tinha medo dos mortos
Até ter que dormir num cemitério
Eu tinha rejeição por quem era de Buenos Aires
Até que me deram abrigo e alimento
Eu tinha aversão a Judeus
Até darem remédios aos meus filhos
Eu adorava exibir a minha nova jaqueta
Até dar ela a um garoto com hipotermia
Eu escolhia cuidadosamente a minha comida
Até que tive fome
Eu desconfiava da pele escura
Até que um braço forte me tirou da água
Eu achava que tinha visto muita coisa
Até ver meu povo perambulando sem rumo pelas ruas
Eu não gostava do cachorro do meu vizinho
Até naquela noite eu o ouvir ganir até se afogar
Eu não lembrava os idosos
Até participar dos resgates
Eu não sabia cozinhar
Até ter na minha frente uma panela com arroz e crianças com fome
Eu achava que a minha casa era mais importante que as outras
Até ver todas cobertas pelas águas
Eu tinha orgulho do meu nome e sobrenome
Até a gente se tornar todos seres anônimos
Eu não ouvia rádio
Até ser ele que manteve a minha energia
Eu criticava a bagunça dos estudantes
Até que eles, às centenas, me estenderam suas mãos solidárias
Eu tinha segurança absoluta de como seriam meus próximos anos
Agora nem tanto
Eu vivia numa comunidade com uma classe política
Mas agora espero que a correnteza tenha levado embora
Eu não lembrava o nome de todos os estados
Agora guardo cada um no coração
Eu não tinha boa memória
Talvez por isso eu não lembre de todo mundo
Mas terei mesmo assim o que me resta de vida para agradecer a todos
Eu não te conhecia
Agora você é meu irmão
Tínhamos um rio
Agora somos parte dele
É de manhã, já saiu o sol e não faz tanto frio
Graças a Deus
Vamos começar de novo.

É hora de recomeçar, e talvez seja hora de recomeçar não só materialmente.

Talvez seja uma boa oportunidade de renascer, de se reinventar e de crescer como ser humano.

Pelo menos é a minha hora, acredito.

Que Deus abençoe a todos.

Luis Fernando Gigena"

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Enchentes em SC


É realmente triste o que ocorre em Santa Catarina. As imagens são impressionantes. Tanto quanto a onda de solidariedade que tomou conta de todo mundo.

Eu também estou preparando a minha sacolinha, mas tenho uma dúvida: alguém pode me dizer o que é um "alimento não perecível"?
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