quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Baracobama


Simpático e criativo, esse cartum dá uma idéia do tamanho da vitória de Obama.
Obama

Que ganhou a eleição não por ser negro, mas por ter a melhor proposta para seu país. Aliás, li um artigo que comentava as propostas e planos de Obama relativos ao meio-ambiente, classificando-o mais adequadamente como o "primeiro presidente verde".

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Envolvimento X Comprometimento

Quando o empregado diz que está envolvido em determinado projeto, o chefe vem com o discurso:

- 'Envolvido' só? Sabe qual é a diferença em estar envolvido e estar comprometido? A galinha está envolvida numa omelete, pois botou o ovo com o qual é feita. Comprometido é o porco em uma feijoada! Quero vocês todos comprometidos com o projeto!

Essa historinha é uma das muitas parábolas administrativas que infestam o mundo corporativo. A primeira vez que a ouvi achei a idéia interessante e até entendi-lhe o sentido, mas alguma coisa me perturbava. Felizmente, ela só vinha à tona de vez em quando e nas oportunidades que tive de usá-la consegui evitar a tentação.

Até que hoje me deparei com uma tirinha do Dilbert que me abriu os olhos para o que não conseguia enxergar nessa história: a galinha permanece viva e o porco morre. Valeu, Scott Adams!

Dilbert Comprometimento 

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Estamos em obras


quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Como eu vejo a Crise


Num dia uma bolsa cai ruidosamente 10%. No dia seguinte o governo anuncia um pacote de US$ 1 trilhão. No terceiro dia a mesma bolsa sobe 2%. No quarto dia ela volta a cair. No quinto idem. E por aí vai.

A explicação é que após a animação inicial do mercado com o dinheiro recém chegado, constata-se que o pacote foi insuficiente. É assim na China, nos EUA, na Alemanha, no Brasil... Mas, afinal, quanto é suficiente? Alguém sabe?

A mim parece ser um saco sem fundo. Tomemos o caso brasileiro. Depois do sumiço (!?!) do crédito, os bancos estatais liberaram R$8 bilhões para financiamento de automóveis. Ao preço médio de R$ 25 mil, essa grana dá para comprar 320 mil veículos, ou seja, o equivalente a menos de 10% da capacidade de produção anual.

Será, como dizem alguns economistas com raivosa alegria, o fim do capitalismo?

Não, não é. Por ironia, o capitalismo deve muito de sua sobrevivência até os dias de hoje justamente a Karl Marx, que de tanto caprichar na explicação sobre como o maldito sistema iria falir, acabou fornecendo-lhe ferramentas para as devidas correções de curso antes do destino vaticinado. Com certeza a parte mais selvagem do capitalismo recolherá suas garras por mais alguns anos. O que vivemos agora é apenas um chacoalhão para que algumas coisas voltem aos seus devidos lugares, pelo menos por algum tempo.

Como, por exemplo, a destituição do Mercado do papel de Deus, que tudo sabe e tudo regula, principalmente na hora em que um pequenino quebra. “Ah, quem não tem competência não se estabelece!”. Mas que se pela de medo se um de seus pilares mais fortes e emblemáticos ameaça se partir. “Oh, o governo tem que nos ajudar! Vai haver quebradeira, desemprego e blá, blá, blá”. E o pior é que vai mesmo, então tome dinheiro público para tapar os buracos causados pela jogatina desenfreada.

Repito minha pergunta: essa dinheirama jogada no ar é suficiente para animar o mercado como um todo? Se não é, então de que adianta o camarada conseguir financiar um carro em 60 meses se depois de 12 ele estiver desempregado?

Por outro lado, se ele parar de comprar aí é que a coisa degringola de vez. Por isso o brasileiro, que já poupa muito pouco, é estimulado pelo governo a continuar comprando, de preferência fazendo um financiamentozinho a longo prazo que é para não deixar os pobres bancos na mão.

Não quero ser repetitivo, mas vale trazer de volta um cartum aqui publicado anteriormente:





Tenho cá comigo que tem muita gente ganhando com essa crise. E não sou eu.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

O que são calorias?


Calorias são pequenos animais que vivem nos guarda-roupas e que, durante a noite, apertam as roupas das pessoas.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Ilusão de Ótica 4

Ilusão de Ótica 04

Idem. Parece um lençol balançando.

Ilusão de Ótica 3

Ilusão de Ótica 03

Idem.

Ilusão de Ótica 2

Ilusão de Ótica 02

Idem.

Ilusão de Ótica 1

Ilusão de Ótica 01

Dizem que os circulos (que na verdade estão parados) giram tão mais rápido quanto mais estressado está que os vê.

Como você os vê?

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Ficção Científica - pedindo pizzas em um futuro não muito distante


Telefonista: Pizza Hot, boa noite!

Cliente: Boa noite! Quero encomendar pizzas...

Telefonista: Pode me dar o seu NIDN?

Cliente: Sim, o meu número de identificação nacional é 6102-1993-8456-54632107.

Telefonista: Obrigada, Sr.Lacerda. Seu endereço é Avenida Paes de Almeida, 1988 ap. 52 B, e o número de seu telefone é 5494-2366, certo? O telefone do seu escritório da Lincoln Seguros é o 5745-2302 e o seu celular é 9266-2566.

Cliente: Como você conseguiu essas informações todas?

Telefonista: Nós estamos ligados em rede ao Grande Sistema Central.

Cliente: Ah, sim, é verdade! Eu queria encomendar duas pizzas, uma de quatro queijos e outra de calabresa...

Telefonista: Talvez não seja uma boa idéia...

Cliente: O quê?

Telefonista: Consta na sua ficha médica que o Senhor sofre de hipertensão e tem a taxa de colesterol muito alta. Além disso, o seu seguro de vida proíbe categoricamente escolhas perigosas para a sua saúde.

Cliente: É, você tem razão! O que você sugere?

Telefonista: Por que o Senhor não experimenta a nossa pizza Superlight, com tofu e rabanetes? O Senhor vai adorar!

Cliente: Como é que você sabe que vou adorar?

Telefonista: O Senhor consultou o site 'Recettes Gourmandes au Soja' da Biblioteca Municipal, dia 15 de janeiro, às 4h27min, em que permaneceu conectado à rede durante 39 minutos. Daí a minha sugestão...

Cliente: OK está bem! Mande-me duas pizzas tamanho família!

Telefonista: É a escolha certa para o Senhor, sua esposa e seus 4 filhos, pode ter certeza.

Cliente: Quanto é?

Telefonista: São R$ 49,99.

Cliente: Você quer o número do meu cartão de crédito?

Telefonista: Lamento, mas o Senhor vai ter que pagar em dinheiro. O limite do seu cartão de crédito já foi ultrapassado.

Cliente: Tudo bem, eu posso ir ao Multibanco sacar dinheiro antes que chegue a pizza.

Telefonista: Duvido que consiga! O Senhor está com o saldo negativo no banco.

Cliente: Meta-se com a sua vida! Mande-me as pizzas que eu arranjo o dinheiro. Quando é que entregam?

Telefonista: Estamos um pouco atrasados, serão entregues em 45 minutos. Se o Senhor estiver com muita pressa pode vir buscá-las, se bem que transportar duas pizzas na moto não é aconselhável, além de ser perigoso...

Cliente: Mas que história é essa, como é que você sabe que eu vou de moto?

Telefonista: Peço desculpas, mas reparei aqui que o Senhor. não pagou as últimas prestações do carro e ele foi penhorado. Mas a sua moto está paga, e então pensei que fosse utilizá-la.

Cliente: @#%/§@&?#>§/%#!!!!!!!!!!!!!

Telefonista: Gostaria de pedir ao Senhor para não me insultar... Não se esqueça de que o Senhor já foi condenado em julho de 2016 por desacato em público a um Agente Regional.

Cliente: (Silêncio)

Telefonista: Mais alguma coisa?

Cliente: Não, é só isso... Não, espere... Não se esqueça dos 2 litros de Coca-Cola que constam na promoção.

Telefonista: Senhor, o regulamento da nossa promoção, conforme citado no artigo 3095423/12, nos proíbe de vender bebidas com açúcar a pessoas diabéticas...

Cliente: Aaaaaaaahhhhhhhh!!!!!!!!!!! Vou me atirar pela janela!!!!!

Telefonista: Cuidado para não machucar o joelho! O Senhor mora no andar térreo!

(adaptado de texto recebido por e-mail - autoria desconhecida)

sábado, 8 de novembro de 2008

Serviço de Utilidade Pública


Atenção! Se você estiver caminhando pelas cercanias do Ipiranga e encontrar um simpático rottweiller perdido, pode ser o Átila.



Na dúvida, é só contar os dedinhos das patas trazeiras (sic) da ferinha.

Boa sorte!

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Mamãe?!


quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Norah Jones - My Dear Country




My Dear Country - Norah Jones

'Twas Halloween and the ghosts were out,
And everywhere they'd go, they shout,
And though I covered my eyes I knew,
They'd go away.

But fear's the only thing I saw,
And three days later 'twas clear to all,
That nothing is as scary as election day.

But the day after is darker,
And darker and darker it goes,
Who knows, maybe the plans will change,
Who knows, maybe he's not deranged.

The news men know what they know, but they,
Know even less than what they say,
And I don't know who I can trust,
For they come what may.

'cause we believed in our candidate,
But even more it's the one we hate,
I needed someone I could shake,
On election day.

But the day after is darker,
And deeper and deeper we go,
Who knows, maybe it's all a dream,
Who knows if I'll wake up and scream.

I love the things that you've given me,
I cherish you my dear country,
But sometimes I don't understand,
The way we play.

I love the things that you've given me,
And most of all that I am free,
To have a song that I can sing,
On election day.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Salão do Automóvel II


Após muitos anos sem me animar a ir a um Salão do Automóvel, acabei indo ontem depois de receber um convite irrecusável. Teve época em que eu ia bastante, mas desanimei um pouco desse tipo de feira de informática, construção, automóveis, etc. As únicas que vou, ainda que com baixíssima freqüência, são as de livros. Muita produção, estandes maravilhosos, mulheres lindas e super-produzidas, outras tão super-produzidas que parecem lindas e um monte de babacas babando e fingindo que está tirando fotos dos produtos. Alguns saem até com torcicolo de lá, parecem crianças num parque de diversões.

É inegável que as feiras propriamente ditas são até legais, mas o trabalho que dá para entrar, estacionar e sair, sem mencionar a muvuca dentro do salão, é de desanimar qualquer um menos pré-disposto como eu. Mas, como era tudo de graça, até o transporte e o rango, e, ainda por cima, na hora do trabalho, foi realmente irrecusável.

Foi uma festa e tanto, parecia até que nem há uma crise lá fora. Mas, como dizia meu avô
, “tá tuuudo certo”, tem que ser assim mesmo. Se a própria indústria mostrar desânimo, não vai ser o consumidor por vontade própria quem vai estimular o mercado. É assim que funciona.

Dos chamados carros-conceito, muitos dos quais jamais iremos ver nas ruas, até os carros comuns atualmente produzidos (coitadinhos, ninguém parava para olhar...), passando pelos caríssimos veículos que só vemos no estacionamento da Daslu e até carros de Fórmula 1, estava tudo lá.

Também tirei minhas fotos, infelizmente com um celular, o que lhes confere certa limitação técnica, mas dá para ter uma idéia para quem não vai pessoalmente. Bom, eu tirei mais fotos dos carros da Ford, mas meus poucos porém sensíveis leitores me compreenderão.

Estande da Ford:



Novo Focus (aliás, a propaganda nova é linda):



Ford Mustang Shelby 540 CV:




Ford Beauty - A Bela:


Ford The Beast - A fera:



Ford Verve:


Esse é da GM, o clássico Camaro:

Land Rover:

Esse da Mercedes também é legal, o Smart:

Troller:



E, finalmente, a Ferrari:



A propósito, a indústria de auto-peças e acessórios também teve participação importante na feira com alguns lançamentos geniais como esse sensacional aparelho de GPS português.



Essa próxima merece uma explicação. Fiquei sabendo depois, que a morena que fica ao lado desse Mustang Shelby no estande da Ford, foi eleita (sei lá por quem) como a mais bonita do Salão. Olha só quanta gente tirando foto dela!




Ok, por enquanto é só, assim que eu ficar bom do torcicolo eu conto mais.

Salão do Automóvel I


- Por favor, onde é o banheiro?

- O Sr. passa naquela travessa entre a Porsche e a Jaguar, o banheiro fica a trás do estande da BMW.

- Puxa, deve ser um banheiro muito chique!

Não era...

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Projetado por Joaquim, construído por Manuel











Estacionando - Woody Allen


- Parei muito longe da calçada?

- Depende. De que lado da rua você queria parar?

(diálogo extraído de um filme do Woody Allen)

sábado, 1 de novembro de 2008

A história das coisas


Certa vez eu tive que comprar apressadamente um guarda-chuva. Não tinha a menor idéia do preço e preparei-me para ser explorado. R$ 5,00! Cinco reais? Entendi bem? Não é possível, não deve funcionar bem. Quase perguntei se ele não tinha um mais carinho, de melhor qualidade. Abri o guarda-chuva. Funcionou! Saí todo contente de ter feito um bom negócio. Ah, esses produtos chineses!

Você já examinou criticamente um guarda-chuva e parou para pensar em como ele é complexo? Aquele monte de varetas articuladas, o tecido, as costuras, o mecanismo, o cabo. Pensando bem, como é possível isso custar tão pouco? Tente imaginar que alguém extraiu petróleo, refinou, criou um fio, que gerou um tecido, que depois foi cortado e costurado, preso numa armação de alumínio, cujo minério, por sua vez, também teve que ser extraído e processado ao custo de muita energia elétrica, até transformar-se em varetas, cabo etc. Daí, tudo viajou para a China caiu no colo de um pobre coitado, provavelmente menor de idade, que montou, embalou e despachou para o Brasil. Aqui, um camarada vendeu um lote para um camelô, que o vendeu para mim. Como esse processo todo pode custar só cinco reais?

Qual o valor de uma coisa? Quanto essa coisa consumiu de recursos e energia durante todo o seu ciclo de produção e vida? Quanto gerou de resíduos? Que custo tudo isso tem para o nosso planeta?

Bom, ontem eu assisti a um vídeo – vide link abaixo – que tem uma historinha parecida com essa minha, escrito e apresentado por Annie Leonard, que explica tudo com muita didática. No fundo, no fundo, não tem nada que a gente já não saiba, mas choca mesmo assim. É bastante crítico e lembra em vários momentos um filme de Michael Moore.

Num dos melhores trechos ela diz:

“(...) após o 11 de setembro, quando o nosso país estava em choque, e o presidente Bush poderia ter sugerido várias coisas apropriadas, como fazer luto, rezar, ter esperança. Não! Ele disse para irmos fazer compras. Fazer compras!”

Isso tem tudo a ver com o que está ocorrendo agora pelo mundo. Depois da ressaca da jogatina nas bolsas de valores, imóveis etc., qual a solução? Fazer compras! Tudo para não emperrar a máquina!

Consumismo. Obsolescência programada. Obsolescência perceptiva. Exploração predatória do meio ambiente e de países do terceiro mundo. Poluição. Manipulação. O filme tem 21 minutos de duração. Assista com calma. Reflita. Vale a pena.


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