sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Parede verde, papai verde


- Pai, eu queria pintar o meu quarto!

- Ah, Paty, agora não dá, custa caro e eu já me prometi pra mim mesmo que nunca mais ia me meter a pintar uma parede...

- Então eu compro a tinta e pinto, você só me ajuda protegendo com a fita crepe e arrumando a bolha da parede!

E lá fomos nós comprar a tinta. Verde. Comprei o resto: fita crepe, lona preta, rolo, pincel, lixa, massa corrida etc. Dica para quem vai pintar sua casa: o custo total da pintura equivale a três vezes o preço que você paga pela tinta, sem contar a mão de obra.

Ontem, penúltimo dia de férias, fiz minha parte. Protegi os cantos com a fita crepe, tirei as tomadinhas e espelhinhos, consertei a massa da parede e ainda dei um fundo branco numa parede que tinha cor diferente.

À noite, lá vem ela:

- Ah, pai, sabe o que é, eu queria dormir no meu quarto já nesse fim de semana, você não quer pintar amanhã para mim? Falta tão pouco...

Pedido feito com jeitinho + coração mole = filha vitoriosa

E lá fui eu, ao som de Beatles, em homenagem à dona do quarto, pintar o dito cujo.

Acabei agora. O quarto está verde. Eu também. E é melhor parar por aqui porque acabo de notar que o teclado também está ficando.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

O Sorriso da Natureza

Atualização em 21/03: A autora dessa foto é Maria Augusta Simonetti, de Belém-PA.

Aproveito para cumprimentá-la por essa felissícima foto.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Trocadilho infame (com leve concessão gramatical)


As pelanca é a última que morre.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Conflito no cérebro!


O lado direito do seu cérebro tenta dizer a cor, mas o lado esquerdo insiste em ler a palavra. Ou vice-versa...

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Série Olímpica - Quadro de Medalhas


Encerrando essa “Série Olímpica”, declaro que se tem uma coisa que não me comove nem um pouco durante os Jogos Olímpicos é o chamado Quadro de Medalhas. Confesso que até me constrange o ufanismo com que nossos locutores e dirigentes assistem ao nome do Brasil subindo na classificação geral, principalmente porque a maior parte dos medalhistas chegou lá por mérito próprio, sem ajuda oficial e sem apoio da torcida nem da imprensa no intervalo entre os Jogos.

Além disso, é sempre polêmica sua interpretação e, embora pareça ser uma simples tabelinha, é utilizado por diferentes países para provar a excelência de seus regimes, principalmente durante a Guerra Fria. Quando eu pensei que isso já tinha acabado, voltou com tudo na Olimpíada de Pequim.

O total de medalhas por país deveria refletir a importância que cada um dá à formação de sua juventude. Ter UMA medalha a mais ou a menos não faz um país melhor nem pior que o outro. Ter dez vezes mais medalhas já dá para pensar que algo funciona diferente entre eles.

Assim, a China prefere classificar os países pelo número de medalhas de ouro, enquanto que para os Estados Unidos vale mais o número total de medalhas. Adivinha quem ganha em cada um dos critérios? Diga-se em favor da China que nas demais Olimpíadas o critério por medalha de ouro sempre foi o mais adotado.

Para o Brasil é melhor a classificação por total de medalhas, pois passaríamos de 23º para 17º lugar. Mudaria alguma coisa?

Mas esses não são os únicos critérios para classificação possíveis. Vejam alguns exemplos a meu ver mais úteis e significativos:


POR POPULAÇÃO

As Bahamas e a Jamaica, com uma população de 323 mil e 2,7 milhões de almas cada, algum dia serão páreo para os EUA ou a China, com 296 milhões e 1,3 bilhão respectivamente? Claro que não! Portanto, uma classificação que se poderia fazer é pelo número de habitantes por medalha. Ficaria assim:

1º Bahamas, com uma medalha para cada 161 mil habitantes
2º Jamaica, uma para cada 241 mil
3º Islândia, uma para cada 296 mil
...
45º EUA, uma para cada 2,7 milhões
...
67º Brasil, uma para cada 12,4 milhões
68º China, uma para cada 13,0 milhões

Em termos de proporcionalidade de medalhas pela população, somos um país olimpicamente equivalente à China.

Em último está a Índia, com uma medalha para cada 365 milhões de habitantes.


POR PIB

Outra questão diz respeito ao poderio econômico do país. Países mais ricos sempre terão mais chance de terem mais medalhas, pois eles podem investir em educação esportiva desde tenra idade, ter bons locais de treinamento, bons equipamentos, os melhores técnicos, fazer seus atletas viajarem em intercâmbio etc.

Com esse critério, que podemos chamar de lista de medalhas mais baratas ou lista de atletas mais meritosos, o quadro ficaria assim:

1º Zimbábue, com o custo de US$ 430 milhões por medalha
2º Mongólia, US$ 980 milhões por medalha
3º Jamaica, US$ 1,0 bilhão por medalha
...
48º China, US$ 32 bilhões por medalha
...
70º Brasil, US$ 87 bilhões por medalha
...
75º EUA, US$ 125 bilhões por medalha

Eis que nos equiparamos aos EUA por esse critério.

E a Índia, com suas três medalhas, também perderia feio nesse quesito, pois cada uma lhe custou um preço teórico de US$ 370 bilhões.


POR DELEGAÇÃO DE ATLETAS

Esse critério é mais por curiosidade e nem consegui dados de todos os países, só das 10 maiores delegações mais a do Brasil, mas se medirmos pelo número de atletas que cada país mandou à Pequim, teremos:

1º China, Rússia e EUA, com uma medalha para cada 6 atletas
2º Grã Bretanha, com uma para cada 7 atletas
3º França, com uma para cada 8 atletas
...
10º Brasil, com uma para cada 18 atletas
11º Canadá, com uma para cada 19 atletas


POR DELEGAÇÃO DE CARTOLAS E AGREGADOS QUE VIAJARAM POR CONTA DO ERÁRIO PÚBLICO

1º BRASIL, IL, IL, IL!

Até Londres!

Série Olímpica - Por que os homens não competem nas barras paralelas?


Esse é Paul Hunt, que também “compete” em outras modalidades femininas:

 

sábado, 23 de agosto de 2008

Miss Freira


[Um padre católico lançou na internet um concurso para eleger a freira mais bonita da Itália (...) "Sister Italia 2008" é o nome do concurso de beleza que o teólogo Antonio Rungi idealizou para acabar "com alguns preconceitos que tornam as freiras menos atraentes".

Para participar da disputa, as irmãs não terão que desfilar com seus hábitos, mas apenas enviar uma foto, que será divulgada em um site (...) só poderão participar da competição freiras noviças ou professas, e com idades entre 18 e 40 anos (...) as religiosas terão que enviar "fotos bonitas e expressivas, que mostrem sua beleza nos planos estético e espiritual", disse o padre.

"Uma freira santa, inteligente, mas também bonita, pode contribuir muito para a missão evangelizadora e da pastoral juvenil", acrescentou o sacerdote (...) "o concurso ajudará a mudar a imagem de que as freiras são tristes, desiludidas com a vida e não realizadas", e também "fará aumentar as vocações entre as jovens".

Rungi explicou que seu verdadeiro objetivo é organizar no futuro um verdadeiro concurso de beleza para freiras, no qual elas possam ganhar prêmios e destiná-los às iniciativas humanitárias das instituições às quais pertencem.]

Fonte: Folha Online (http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u437015.shtml)

Foto que mostra a beleza espiritual! Haja Photoshop!

Meu voto vai para Madre Tereza de Calcutá.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Série Olímpica – Hinos


Os Jogos Olímpicos têm como um de seus objetivos o congraçamento e a paz entre os povos. A exploração comercial e política do evento tiraram muito desse caráter, mas enquanto assisto gosto de sonhar que ainda é assim.

Pelo menos não acabou de todo. Acho emocionante ver as festas de abertura e encerramento, quando os atletas das diversas nações se misturam no centro do gramado e se abraçam. Mesmo durante as competições, dá para ver e se emocionar com os atos de fairplay, para usar um termo que a FIFA gosta.

É legal também, embora meio repetitivo, ouvir os hinos nacionais cantados pelos atletas antes ou depois dos jogos. É bom para lembrar a eles que estão representando seus respectivos países e não seus patrocinadores (é verdade que isso não funciona com certos atletas profissionalizados ao extremo como... bom, vocês sabem quem).

Tem uns que de tão emocionados nem conseguem cantar. Valeu, Maurren Maggi!

No entanto, um extraterrestre que de passagem ouvisse em tradução simultânea alguns desses hinos, poderia seriamente duvidar de que se trata de um evento esportivo e pacífico.

Daí, aproveitando as férias, tive a pachorra de procurar na internet alguns exemplos.

Os anfitriões, por exemplo, têm coisas como: “Com nossa carne e sangue, levantemos uma nova Grande Muralha” e “Desafiando o fogo inimigo, marchemos!”

E quem diria que o pacífico Portugal apregoasse através de seus atletas: “Às armas! Às armas! / Pela pátria a lutar / Contra os canhões marchar, marchar.”

Dos franceses, no famoso “alezenfantdelapatrie”, pode-se pinçar algo no mesmo teor: “Às armas cidadãos! / Formai vossos batalhões! / Marchemos, marchemos! / Que um sangue impuro / Agüe o nosso arado”. Sangue impuro? Humm, isso já deu rolo num país vizinho deles...

No reino Unido canta-se: “Ó Deus, nosso Deus, venha / Dispersar seus inimigos / E fazê-los cair. / Confunda sua política, / frustre seus truques fraudulentos”. Um verdadeiro hino antidopping!

Países que lutaram pela sua liberdade contra a Espanha (que curiosamente não tem letra em seu hino), fazem questão de se lembrar disso.

O hino da Argentina, por exemplo, diz: “O valente argentino às armas / corre ardendo com brio e valor, / o clarim da guerra, qual trovão, / nos campos do Sul ressonou. / Buenos Aires se opõe à frente / dos povos da ínclita união, / e com braços robustos desgarram / ao ibérico altivo leão.”

Diga-se em favor de los hermanos, que as estrofes centrais do hino, donde foi tirado o trecho acima, são dispensadas de serem cantadas em cerimônias oficiais e escolas, mas não foram suprimidas do hino.

Imagine agora um jogo entre Cuba e Espanha, com os cubanos cantando: “Não temai; os feroses ibéricos / são covardes qual todo tirano / não resistem ao braço cubano; / para sempre seu império caiu. / Cuba livre! Espanha já morreu, / seu poder e seu orgulho aonde foram?” O que devem pensar os espanhóis ao ouvirem isso?

O do México não faz alusão explícita aos seus antigos tiranos, mas é bem pesado: “Guerra! Guerra sem trégua ao que tente / Da pátria manchar seus brasões / Guerra! Guerra! Os pendões pátrios / Empapados em ondas de sangue / Guerra! Guerra! Nos montes, nos vales, / Os horrorosos canhões troam, / E os ecos sonoros ressoam / Com as vozes de União e Liberdade!” Empapados em ondas de sangue! Deve ser por isso que o uniforme deles é vermelho...

Outro caso interessante é o da Itália, que depena a águia austríaca: “São juncos que dobram / As espadas vendidas: / A Águia da Áustria / Já as penas perdeu”.

Há ainda os hinos que são carregados de auto-comiseração, como o da Hungria: “Deus, tem piedade do húngaro, / Joguete de desgraças: / guarda-o com teu braço forte, / em seu mar de tormentos. / Ao que tanto tem sofrido, / trazes um ano de bênçãos: / já este povo expiou bem / o passado e o porvir.”

Com tanta belicosidade, fui olhar o do Afeganistão. Para minha surpresa, a letra é até maneira: “Esta terra é o Afeganistão / ela é o orgulho de cada afegão / terra de paz, terra de espadas / seus filhos são todos bravos / este é o país de cada povo”.

Já o da África do Sul lembra muito o nosso: “Dos nossos céus azuis / Das profundezas dos nossos mares / Sobre as grandes montanhas / Onde os sons se ecoem”.

E o da Rússia também: “Dos mares do sul ao círculo polar / Se extendem nossos bosques e campos”.

Para encerrar, o que eu gostei mais foi o do Japão. Singelo, quase um hai-kai. A letra completa é: “Possa o reinado do meu senhor, / Prosseguir durante uma geração, / Uma eternidade, / Até que seixos / Surjam das rochas, / Cobertas de musgo verde claro.”

Fonte principal: Wikipédia

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Série Olímpica - O futebol


Ouvi uma boa no programa da ESPN: um ouvinte sugeriu que o futebol da nossa seleção teria ficado guardado na Vila Olímpica junto com a vara da Fabiana Murer...

Série Olímpica – O controle remoto


São nove canais de TV, entre emissoras abertas e fechadas, transmitindo os Jogos Olímpicos de Beijing. Cada uma deve contar com pelo menos cinco ou seis patrocinadores, o que dá um total estimado de 50 empresas e produtos tentando dar o seu recado.

O grande concorrente delas, no entanto, não está no catálogo telefônico nem na internet. É o controle remoto, que nos permite zapear de um canal para outro enquanto não recomeça o jogo a que estávamos assistindo.

Irônica, e muito provavelmente, seu controle remoto é made in China.

Viva o controle remoto!

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

O carro humano

Veja que legal essa propaganda da Ford Canadá:

video

Série Olímpica – Esportes?

Sempre entendi o esporte, coletivo ou individual, como algo que exige esforço físico do atleta, o qual deixa o local da competição cansado e suado, atestando que ele(a) fez o melhor possível, e a eventual vitória é graças à sua dedicação pessoal. E um pouco de sorte, vá lá.

Nesse sentido, acho estranho quando chamam de esporte algumas modalidades como xadrez, equitação, adestramento de cavalos, automobilismo e outras que tais.

Não me entenda mal, acho o xadrez um jogo fascinante, assisto às corridas de automóveis domingo sim, domingo não, e adoro cavalos. Mas...

Espírito esportivo temos que ter em qualquer atividade, até mesmo no trabalho e no casamento.

E adestramento de cães, também não deveria também fazer parte da Olimpíada?

Até entendo o desgaste que um piloto e um cavaleiro sofrem durante uma prova e a preparação física que eles têm que fazer para conseguir competir em alto nível. Mas, para mim, a qualidade e condição da máquina ou do animal têm um peso muito grande no resultado da prova, o que diminui a contribuição do ser humano.

E olha que o xadrez já foi um esporte olímpico! Você consegue imaginar algo menos atlético?

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Série Olímpica – A política nos Jogos





Dizem que essa foi a inspiração para o desenho do símbolo da Olimpíada da China. Claro que é piada, ótima por sinal, mas infelizmente representa uma parte da realidade chinesa muito diferente da que temos visto.

Em que pese a simpatia do povo chinês, as magníficas instalações esportivas e a maravilhosa festa de abertura, a escolha da China como sede dos Jogos Olímpicos de 2008 foi uma escolha política e envolveu muito dinheiro, pois o interesse da China em se vender como uma nação moderna é muito grande.
Um exemplo emblemático é a chinesinha bonitinha que cantou na abertura utilizando play back, porque a verdadeira dona da voz é meio feínha.

Evidente que esse uso marketológico da Olimpíada não é uma exclusividade da China. Provavelmente, a Alemanha de Hitler foi a primeira a se utilizar dessa ferramenta nos jogos de 1936, em Berlim, para propagandear a superioridade de sua “raça”.

Em 1972, também na Alemanha, só que em Munique, houve o ataque terrorista à delegação de Israel, com a invasão da vila olímpica e a morte de todos os reféns. Depois vieram os mútuos boicotes de EUA e URSS aos Jogos de 1980 e 1984, em Moscou e Los Angeles, respectivamente.

Há muitos outros exemplos, esses são apenas os mais óbvios.

E não são só os donos da casa que fazem propaganda. Os convidados também. Ver o Carlos Nuzman vangloriar-se desta ser a maior delegação brasileira em Jogos Olímpicos, ao mesmo tempo em que sabemos que apenas 12% da nossa rede pública de ensino possuem quadras esportivas, é de embrulhar o estômago.
Mesmo assim, quem gosta dos Jogos não deixará de assisti-los nem de torcer pelos seus atletas favoritos, pois nessa hora, fuck the politics!

Série Olímpica – Quando o bronze é melhor do que a prata


Ninguém tem dúvida de que a medalha de prata vale mais do que a de bronze, porém, a expressão dos atletas que conseguem a de bronze é sempre mais feliz do que a dos que ganharam a de prata.

Isso porque quem ganha a de bronze normalmente venceu sua última competição, já o da prata perdeu-a.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

O Word


Há muitos anos, os programas de computador sofriam revisões quase anuais corrigindo erros anteriores e implementando a cada vez uma batelada de novas funções. A gente sempre tinha que atualizar o programa sob o risco de não conseguir mais trabalhar.

Geralmente, esse novo programa trazia recursos tão mirabolantes, que se fazia necessário também atualizar o computador, pois o antigo já não mais servia. Uma verdadeira bola de neve.

O Word, por exemplo, o que ele precisaria fazer mais do que aceitar o que digitamos no teclado, possibilitar uma forma de apagar os erros, salvar o texto para uso posterior e imprimir?




Só isso já seria infinitamente superior aos recursos de uma pobre máquina de escrever. E, de fato, assim eram os primeiros editores com os quais trabalhei. Nem os famosos “copiar” e “colar” existiam!

Na verdade, até para acentuar as palavras era um problema, uma vez que as primeiras impressoras não falavam português. Para obter o “ã”, a gente tinha que teclar o “a”, seguido das teclas “Ctrl”, “p” e “h”, pressionadas simultaneamente, e depois o “til”. Isso fazia com que a impressora imprimisse o “a”, voltasse um caractere e imprimisse o acento.

Em 1984, isso era o máximo em tecnologia aqui no Brasil!

Hoje em dia, são tantos os recursos do Word que acho que nem o Bill Gates os conhece todos. Sou capaz de apostar que a maioria das pessoas não utiliza nem 10% deles, e olha que me refiro a usuários experientes. Porém, uma vez que os recursos existem, é difícil imaginar o trabalho sem eles.

Felizmente, a bola de neve sossegou um pouco e hoje é possível ficar alguns anos com o mesmo programa sem que novas necessidades sejam criadas e buzinadas em nossas cabeças. A criatividade da indústria do software está mais voltada para a área de internet, gráficos e jogos. Haja memória e velocidade!

Mas, voltando ao Word, acho engraçado como funciona o corretor ortográfico, uma das ferramentas que eu classifico na faixa das 10% úteis. Além de apontar os erros de digitação que cometemos, ele aponta falhas de concordância, gramaticais e até de estilo.

Até os erros de digitação, ele vai bem, mas começa a se atrapalhar um pouco com a concordância e a gramática, e realmente pira com a parte de estilo. Fico imaginando a lógica que existe por trás das decisões que o programa “toma”.

Por exemplo, se você escreve “esculhambar”, o Word sugere que você escreva “estragar” ou “ridicularizar”. Tente escrever “cagar” ou “mijar”, e lá vem o Work elegantemente sugerindo “defecar” e "urinar”. "Madame" é "senhora" e "tesão" é "excitação". "Trepar" nem pensar, é "ter relações sexuais". E nem te dá chance de incluir as palavras no dicionário. E se eu quiser trepar? Não posso?

Outro exemplo é o “implementando”, escrito lá no primeiro parágrafo, que ele apontou como um provável neologismo. Nesse caso até concordo, deixei lá de propósito.

Série Olímpica - Boxe


Nossa única medalha olímpica nessa modalidade foi ganha por Servílio de Oliveira, um bronze, no México, em 1968.

Já tivemos alguns campeões mundiais de boxe, porém nenhum deles conquistou uma medalha em Olimpíada. Servílio jamais foi campeão mundial.

Só por curiosidade, as luvas de boxe começaram a ser utilizadas para proteger as mãos do lutador e não o rosto do adversário.

A última luta de boxe antes da obrigatoriedade do uso das luvas, foi realizada em 1889 entre Lawrence Sullivan e Jake Kilrain, nos EUA. Anteriormente, as luvas de couro e crina só eram utilizadas em lutas de exibição. Foram 75 rounds de combate, que durou 2 horas e 16 minutos. Não havia limite de rounds para a luta, que durava até um dos lutadores não agüentar mais. No 65º assalto, Kilrain mal conseguia se levantar sozinho, mas mesmo assim ainda resistiu a mais 10 assaltos.

Detalhe: um dos cronometristas da luta foi o ex-xerife Bat Masterson.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Série Olímpica - Informação é tudo


Se nos esportes individuais o doping faz a diferença, nos coletivos quem detém as informações e estatísticas de seus adversários estará com meio jogo ganho.

Veja o exemplo da nossa seleção de vôlei. O Bernardinho conta com uma equipe de estatística que monitora o jogo inteiro, tanto dos jogadores brasileiros quanto de seus adversários. Durante o jogo, dá para vê-los ao redor da quadra com seus laptops.

Nesse nível de competição, em que os atletas e respectivas preparações são muito equilibrados, é muito útil saber que um cortador adversário bate 90% de suas bolas em determinado canto da quadra, ou que um jogador nosso está errando muitas recepções de saques dados por canhotos - treino específico para ele!

Tudo é muito profissional e cuidadosamente estudado. Não depende mais só da memória do treinador, que fica com os neurônios livres para bolar novas estratégias e, quem sabe, enganar os estatísticos adversários.

A informação só não é tudo quando há um atleta realmente diferenciado.

Todo mundo sabia que o Garrincha só driblava para o lado direito, até mesmo os Joões. De que adiantava essa informação se ele ia passar de qualquer jeito?

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Pregos!































Como diria Leonardo da Vinci: haja saco!


Série Olímpica - O sucesso e o fracasso

Michael Phelps quer quebrar o recorde de Mark Spitz, que ganhou SETE medalhas de ouro em uma única Olimpíada, a de 72 em Munique.




Phelps precisa ganhar OITO medalhas de ouro em Pequim. Se ele ganhar só SEIS, terá fracassado?

Considerando-se que o americano em geral prefere ser chamado de motherfucker a looser, acho que será apedrejado ao descer do avião.

A conferir.

P.S. Peguei esse gancho no seu post, Duda!

domingo, 10 de agosto de 2008

Guernica

Guernica foi pintada por Pablo Picasso em alusão aos horrores da Guerra Civil Espanhola na década de 30. Nessa guerra as forças facistas espanholas tiveram amplo apoio do exército alemão, já em pleno aquecimento e treinamento para a guerra que viria.

Durante uma exposição do quadro, um militar alemão vira-se para Picasso e pergunta:

- Foi você quem fez?

- Não, foram vocês...

No vídeo, uma recriação em 3D da obra.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

08/08/08


O dia 08/08/08 só acontece uma vez por século. Um dia único no meio de 36.500 dias.


Assim como são únicos os momentos em que foram tiradas essas fotos.



Dois cães com as quatro patas fora do chão simultaneamente:




O atleta no momento em que cai na caixa de areia:

O estouro de uma bexiga cheia de água:

O pobre salmão dando um salto mortal:

Tentei várias vezes tirar uma dessa:

No momento em que a água começa a cair da calha:

E o pássaro chacoalhando a cabeça:


quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Tecnologia de ponta!

O iPhone já era! O Sumsing Turbo 3000 Xi Multitask faz tudo o que iPhone faz e muito mais!

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Boa notícia e má notícia


Acabo de vir de uma simpática exposição de carros Ford antigos em homenagem ao Dia do Pais.

A má notícia é que só um dos carros era mais velho que eu.

A boa notícia é que no ano que vem vou poder colocar o meu carro na exposição.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Redecorando a casa


segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Dicionário de Chinês


E para quem achou, como eu, que não seria possível um dicionário da língua chinesa, vai aí um pequeno exemplo que nos desmente:



Infelizmente é um dicionário Chinês-Alemão, mas já é alguma coisa...

domingo, 3 de agosto de 2008

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