quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

O vendedor de saxofone


Quando o diretor da escola do Pedro ligou para seus pais para convocá-los para uma reunião sobre o filho, meu amigo Benê tremeu na base: “O que será que ele aprontou?”

Lá foram ele e a esposa para conversar com o diretor. Apreensivos, ao mesmo tempo não podiam imaginar o que de tão grave poderia ter feito o filho de 10 anos, normalmente bem comportado.

Expôs o diretor:

- Numa atividade em classe, a professora perguntou aos alunos, um por um, que profissão gostariam de seguir quando fossem adultos. Dentre as respostas mais ou menos clássicas, como médico, advogado, engenheiro etc., quando chegou a vez do Pedro ele respondeu: “Eu quero ser vendedor de saxofone!” Achamos isso tão inusitado que julgamos necessário aprofundar o tema e descobrir o porquê da resposta, por isso os convocamos.

Após uma risada de alívio, o Benê explicou:

- Ah, é que quando eu chego em casa muito cansado ou aborrecido com o trabalho, durante o jantar às vezes eu comento brincando que gostaria de ser um vendedor de saxofone, pois deve ser o tipo de profissão que não causa muito estresse.

Acho que todo mundo quando passa por momentos particularmente difíceis no trabalho, vez por outra sonha em ter tido outra carreira. Claro que nessas horas a escolha não passa por considerações financeiras, vale mais como fantasia. No caso do Benê, ele imaginou ser um vendedor de saxofone.

É uma boa escolha. Mas a minha seria diferente e posso até tentar fazer isso quando, enfim, chegar a minha aposentadoria: Quero ter uma sex-shop!

Já pensou? Encerrada a venda e embrulhada a mercadoria, posso sorrir e falar para o cliente:

- Agora vá se foder!

E ele vai!

E você, qual a profissão dos seus sonhos?

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