quinta-feira, 18 de setembro de 2008

O Senhor Embaixador


Acabo de ler O Senhor Embaixador, de Erico Veríssimo. A história se passa em 1959 e o tal Embaixador é o representante nos EUA de um país virtual na América Central, Sacramento, mas que poderia ser qualquer outro de língua latina na América, pobres de nós, que convive com revolução atrás de revolução.

Reproduzo abaixo algumas frases e diálogos deliciosos que pincei do livro:


“Estou farto de tolerar a empáfia de alguns desses oficiais que pensam que farda é adjetivo qualificativo e não substantivo comum”

“O diabo sabe mais por ser velho do que por ser diabo”

“O que eu fiz até agora com as mãos e a cabeça, o teu ministro desfez com as patas”

“Era um desses dias de aspecto disentérico em que o mais otimista dos homens chega a abrigar, pelo menos subliminarmente, a idéia de suicídio”

“- Devo tomar isso como uma crítica ao nosso companheiro?
- Quero crer que não chegamos ainda a um ponto de endeusamento dos chefes dessa Revolução que os torne imunes à crítica”

“Depois, enquanto reenchia o cachimbo de fumo e riscava um fósforo, lembrou-se de que Maquiavel aconselhara ao Príncipe que mandasse assassinar seus súditos, quando necessário, mas que evitasse tocar em suas propriedades, porque um homem com mais facilidade esquece a morte do pai do que a perda de seu patrimônio...”


Recomendo!

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