segunda-feira, 1 de setembro de 2008

O passar do tempo


No começo cada hora tinha exatos 60 minutos ou 3600 segundos, como deve ser qualquer hora que se preze. Como em uma ampulheta que deixa cair cada grão de areia mostrando fisicamente o passar do tempo, cada hora também foi perdendo um segundo. Na hora seguinte mais um e assim por diante, até que os próprios minutos passaram a correr mais rápidos, sem paciência para esperar todos os segundos passarem. Numa espiral que girava cada vez mais rápida, os dias sumiram, as horas se encurtaram, os minutos se esvaíram e os segundos passaram por entre os dedos, insensíveis às minhas tentativas de segurá-los.
Pronto, acabaram as minhas férias...

Um comentário:

Duda Lessa disse...

Uau!! Não conhecia esse lado poético!! Gostei muito! Bjs.

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