quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Jeremias, o Bom


Da pena de Ziraldo, sai um dos meus personagens de cartum favoritos, Jeremias, o Bom. Sempre de terno escuro, gravata idem com uma flor desenhada, o rosto sempre mal barbeado, Jeremias é... o Bom, no melhor sentido.

“Nove meses passaram tranqüilos
E o bom Jeremias nasceu
Não havia o parto sem dor
Jeremias, porém, não doeu” (Ziraldo)

Nas palavras de Antônio Callado, “Jeremias é forte. Forte mesmo, forte de muque e de pé, capoeira e karatê faixa preta. O queixo de Jeremias é um penedo, seus ombros são quadrados, sua cólera, quando chega a explodir, ameaça destruir o próprio Jeremias... Ao contrário do que pensam vários eruditos, não foi Francis Bacon quem escreveu as peças de Shakespeare, foi Jeremias. Ele ajudou Noé a cuidar dos bichos na arca. E mais no fundo da noite dos tempos, quando os homens ainda meio símios se rachavam alegremente as cabeças, Jeremias entrou na refrega com uma invenção: o buquê de flores... Jeremias em sua presente encarnação é um homem da classe média, brasileiro, carioca, flamenguista, espremido entre os bacanas e a ralé. Tem mulher, tem sua contazinha bancária, protege crianças, leva a mãe até a boate e socorre ao amigos estróinas... Enquanto isso, no lirismo de Ziraldo, Jeremias vai entregando o coração aos transplantes. Não tem importância, logo nasce outro”.

Para quem não o conhece, segue uma amostra:

Jeremias 01

Jeremias 05

Jeremias 06

Jeremias 07

Jeremias 09

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