quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Série Olímpica – A política nos Jogos





Dizem que essa foi a inspiração para o desenho do símbolo da Olimpíada da China. Claro que é piada, ótima por sinal, mas infelizmente representa uma parte da realidade chinesa muito diferente da que temos visto.

Em que pese a simpatia do povo chinês, as magníficas instalações esportivas e a maravilhosa festa de abertura, a escolha da China como sede dos Jogos Olímpicos de 2008 foi uma escolha política e envolveu muito dinheiro, pois o interesse da China em se vender como uma nação moderna é muito grande.
Um exemplo emblemático é a chinesinha bonitinha que cantou na abertura utilizando play back, porque a verdadeira dona da voz é meio feínha.

Evidente que esse uso marketológico da Olimpíada não é uma exclusividade da China. Provavelmente, a Alemanha de Hitler foi a primeira a se utilizar dessa ferramenta nos jogos de 1936, em Berlim, para propagandear a superioridade de sua “raça”.

Em 1972, também na Alemanha, só que em Munique, houve o ataque terrorista à delegação de Israel, com a invasão da vila olímpica e a morte de todos os reféns. Depois vieram os mútuos boicotes de EUA e URSS aos Jogos de 1980 e 1984, em Moscou e Los Angeles, respectivamente.

Há muitos outros exemplos, esses são apenas os mais óbvios.

E não são só os donos da casa que fazem propaganda. Os convidados também. Ver o Carlos Nuzman vangloriar-se desta ser a maior delegação brasileira em Jogos Olímpicos, ao mesmo tempo em que sabemos que apenas 12% da nossa rede pública de ensino possuem quadras esportivas, é de embrulhar o estômago.
Mesmo assim, quem gosta dos Jogos não deixará de assisti-los nem de torcer pelos seus atletas favoritos, pois nessa hora, fuck the politics!

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