terça-feira, 12 de agosto de 2008

Série Olímpica - Informação é tudo


Se nos esportes individuais o doping faz a diferença, nos coletivos quem detém as informações e estatísticas de seus adversários estará com meio jogo ganho.

Veja o exemplo da nossa seleção de vôlei. O Bernardinho conta com uma equipe de estatística que monitora o jogo inteiro, tanto dos jogadores brasileiros quanto de seus adversários. Durante o jogo, dá para vê-los ao redor da quadra com seus laptops.

Nesse nível de competição, em que os atletas e respectivas preparações são muito equilibrados, é muito útil saber que um cortador adversário bate 90% de suas bolas em determinado canto da quadra, ou que um jogador nosso está errando muitas recepções de saques dados por canhotos - treino específico para ele!

Tudo é muito profissional e cuidadosamente estudado. Não depende mais só da memória do treinador, que fica com os neurônios livres para bolar novas estratégias e, quem sabe, enganar os estatísticos adversários.

A informação só não é tudo quando há um atleta realmente diferenciado.

Todo mundo sabia que o Garrincha só driblava para o lado direito, até mesmo os Joões. De que adiantava essa informação se ele ia passar de qualquer jeito?

Um comentário:

Fernando Lessa disse...

BOA BOLA JUNIOR!

Esporte é feito por homens e seus talentos que os diferenciam e os fazem geniais. O Ayrton Senna dizia ANTECIPADAMENTE o que a telemetria ia apontar após as tomadas de tempo. Conta sua biografia que os mecânicos faziam apostas para ver se ele ia ou não errar, pois ele chegva nos boxes e falava: aqui foi assim, lá naquela curva foi de outro jeito. e assim por diante. E estava tudo, tudo certo. Ninguém acreditava. Ele chegava a contestar os computadores.

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