quarta-feira, 16 de abril de 2008

A necessidade não é a mãe da invenção!

A vontade, e não a necessidade, é a mãe da invenção. As inovações vêm da nossa insatisfação com a capacidade de alguma coisa comportar-se como desejamos. Mais especificamente, o desenvolvimento de novos artefatos e tecnologias parte da incapacidade dos existentes de atuar conforme prometido, esperado ou imaginado. Frustração e desapontamento nos impõem um desejo: melhorar essa merda!

As primeiras coisas úteis para os homens surgiram na natureza e daí também vieram nossas primeiras ferramentas. Assim, as pedras transformaram-se em martelos. Para uma pedra dar um bom martelo, era preciso que tivesse tamanho e forma adequados, bem como dureza maior do que os objetos a serem martelados. As pedras que não se mostravam adequadas à tarefa eram descartadas e os bons martelos foram evoluindo pela correção das falhas dos anteriores. No entanto, mesmo as melhores pedras tinham suas limitações e o reconhecimento da existência dessas falhas resultou na busca de melhorias. Uma das primeiras melhorias talvez tenha sido amarrar um pedaço de madeira para servir de cabo, protegendo as mãos do usuário e possibilitando marteladas mais fortes.

Não importa o quão tecnologicamente desenvolvido seja um equipamento ou sistema, ele sempre terá uma limitação. A maior parte dos usuários de tecnologia, inclusive nós, sentados diante do computador, nos adaptamos às limitações dos equipamentos. Na verdade, no uso desses equipamentos está implícito aceitar suas limitações, mas é da natureza humana a vontade de usar as coisas além da capacidade para a qual foram projetadas.

Portanto, da próxima vez que uma ponte cair ou seu computador travar, lembre-se: podemos estar prestes a assistir a mais uma etapa da evolução da humanidade!


Extraído e adaptado do livro “Success through failure”, de Henry Petroski.

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