domingo, 2 de março de 2008

Viagens no tempo (e no espaço)


Como seria viajar no tempo? É minimamente possível viver as situações do antigo seriado Túnel do Tempo? Digo, seria possível voltar ao passado e interagir (palavra que não existia no dito passado) com ele? O que aconteceria se alguém interferisse com o passado? O que aconteceria ao parricida que voltasse no tempo e agisse antes de seu pai o haver concebido? Sumiria de repente? E se alguém matasse Hitler enquanto ele ainda era uma simples criancinha austríaca? Ainda teria havido o Holocausto? E se o Lula não tivesse perdido o dedo?

Tinha essas preocupações lá pelos meus 10 anos de idade. Embora obviamente ainda não tenha a solução para esses mistérios, deixei de me preocupar com eles pela baixíssima probabilidade de alguém solucioná-los para mim ou, menor ainda, de eu solucioná-los sozinho.

No entanto, falando hipoteticamente, o que eu faria se pudesse voltar no tempo? Certamente não tentaria interferir com o passado. O que aconteceu, aconteceu. Ponto. Seria muito embaraçoso eu ter que explicar a caca que eu teria aprontado com os livros de História.

Mas tem umas coisinhas que eu gostaria de fazer que não teriam influência alguma na atual cotação do dólar. E, já que estou mudando de direção na dimensão “tempo”, concedo-me também a liberdade de me deslocar também no espaço, ser invisível e invulnerável. Iria aos seguintes eventos, ordenados anticronologicamente:

- The Concert in Central Park, show de Simon & Garfunkel, no Central Park, em Nova Iorque, em 19 de setembro de 1981. Tem um amigo meu que jura que irmão dele estava lá e aparece bem pequenininho na capa do LP.

- Show Falso Brilhante, de Elis Regina, em 1975 e 1976. O pior é que esse eu tive chance de assistir, mas bobeei.

- Ah, o Festival de Montreaux! Em 16 de julho de 1975, o teatro veio abaixo com a apresentação do The Oscar Peterson Big 6, com Milt Jackson, Joe Pass, Toots Thielmans, Niels-Henning Orsted Pedersen, Louis Bellson e, é claro, Oscar Peterson. Ouvi o LP até furar e não sosseguei enquanto não achei o CD.

- Estádio Jalisco, no México, em 21 de junho de 1970, para ver Brasil 4 x 1 Itália. Brasil tricampeão.

- Gravação ao vivo do disco “Big Swing Face”, com Buddy Rich e sua big band, no Chez Club, Hollywood CA, em 22 e 23 de fevereiro de 1967. Meu primeiro contato com o jazz foi ouvindo esse LP, graças a um amigo, Fabinho, cujo pai tinha o hobby de tocar bateria e conheceu Buddy Rich pessoalmente.

- No fatídico 22 de novembro de 1963, ir a Dallas e ficar escondido no Depósito de Livros para ver se Lee Osvald realmente atirou no Presidente Kennedy. Já que agora eu posso voltar ao passado, voltaria a esse momento mais umas dez vezes, cada vez em um ponto diferente ao redor da Praça Dealey, procurando os demais atiradores, se é que os houve.

- Um ano e um dia antes, em 21 de novembro de 1962, no Carnegie Hall, em Nova Iorque, quando se apresentaram vários novos artistas da Bossa Nova. O show foi uma desorganização total e só uns poucos se deram bem, afinal eram quase todos semi-amadores, porém o evento deve ter sido muito especial.

- Show com Tom, Vinícius, João Gilberto e Os Cariocas, no Au Bon Gourmet, Rio de Janeiro, em agosto de 1962, no qual foi apresentada ao público, pela primeira vez, a Garota de Ipanema. Dá arrepio só de pensar.

- Show na faculdade de Arquitetura da PUC, no Rio de Janeiro, em 20 de maio de 1960. “A noite do amor, do sorriso e da flor” foi o primeiro festival de Bossa Nova e uma das primeiras vezes em que aquela nova bossa foi apresentada com seu futuro nome.

- 6 de junho de 1944, o Dia D, nas praias da Normandia, norte da França, para assistir ao desembarque das tropas aliadas.

- Assistir o passeio à cavalo do monarquista Deodoro da Fonseca, em 15 de novembro de 1889, e vê-lo proclamar a República.

- Às margens plácidas do Riacho do Ipiranga, em 7 de setembro de 1822, ficaria atrás do Pedro Américo enquanto ele pintava o quadro, para ver D. Pedro saindo do mato após se aliviar, montar em sua mula e proclamar a Independência.

- Assistir à partida de D. João e sua comitiva de Lisboa, em 29 de novembro de 1807 e sua chegada ao Rio, em 7 de março de 1808.

- Em alguma praia do litoral da Bahia, próximo à atual Porto Seguro, em 23 de abril de 1500, para assistir ao desembarque de Pedro Álvares Cabral.

- Por volta do ano menos 4, na região de Jerusalém, por motivos óbvios. Permaneceria por lá por uns 33 anos (essa ficou meio Operação Cavalo de Tróia, paciência...)

- Mais ou menos 2.600 AC, para assistir à construção das grandes pirâmides.

- 63 milhões de anos atrás, para ver o meteoro atingir a Terra e acabar com a “civilização” dos dinossauros. Aliás, iria um ano antes para conhecer os bichinhos ao vivo.

- Big Bang.

- Nascimento de Deus.

Depois eu coloco mais. Se alguém tiver alguma sugestão legal, agradeço.


3 comentários:

Marília disse...

Não tenho nenhuma sugestão no momento, mas da sua lista só posso me gabar de ter assistido o Falso Brilhante. Foi muito lindo e na bilheteria as mulheres ganhavam um anelzinho com uma pedra de vidro transparente, condizente com o título do show!

Rosana Moraes disse...

Junior

se, vc emprestar a capa do LP eu juro que a BIA acha o irmão do seu amigo na capa!!!ihihih!
ela ama esse, hoje, DVD e sempre pede para o Fernando dançar com ela as músicas nº 1, 4 e 7. Se vc quiser quais são elas, pergunte para a BIA no próximo sábado, dia 8 de março, ela vai contar e CANTAR para você!
beijos
sua prima
ROSANA

Duda Lessa disse...

Acho que voltaria ao dia do churrasco, com certeza!! Bjs

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