domingo, 13 de janeiro de 2008

Autorreflexão

Uma vez ouvi uma conversa entre duas pessoas desconhecidas (que feio!), mas guardei até hoje a citação que uma fez à outra: "Amo a liberdade. Por isso, as pessoas a quem amo eu as deixo livres. Se voltarem é porque são minhas. Se não voltarem é porque nunca as tive". Embora desconheça o autor da frase, desde então faço disso o meu lema.

Outra coisa que valorizo é a paz de espírito. Defendo meus direitos até o ponto em que isso não me perturbe essa paz. Se for perturbar, danem-se meus direitos, o preço é muito alto, a vida é muito curta e não tenho tempo a perder.

Adoro ler, mas sou incapaz de reter por muito tempo os detalhes da história que li. Isso é bom, pois me permite reler com renovada surpresa os livros de que gostei. Em tempo, pelo menos costumo me lembrar se gostei do livro ou não.

Música, então, nem se fala. Gosto de todas as músicas que eu gosto. Das outras não muito. Não obstante, é muito mais provável que eu goste mais de um Jazz ou MPB do que música sertaneja ou funk. 

Trabalho muito, mas só por obrigação. Meu sábio avô sempre me perguntava: "quem foi o imbecil que disse que o trabalho enobrece?"


Eu e o dinheiro temos uma mútua relação de desapego.

Por algum motivo que me escapa, sempre procuro fazer as coisas de forma simétrica. Nunca saio do banho com sabão num ouvido só. Ou me esqueci de tirar o sabão dos dois ou saem ambos limpos.

Vivo de acordo com os meus princípios, embora não saiba muito bem quais são eles. Acredito piamente que normas e procedimentos foram criados para orientação das pessoas sábias e obediência dos tolos. Sou obediente a maior parte do tempo.

Não gosto de maltratar animais, mas de vez enquando eu desmancho um topo de formigueiro. É que meu lado corporativista quer manter o emprego das formiguinhas construtoras.

Não sou do tipo social e muito menos popular. Tenho momentos de irritante retração e sempre me sinto melhor em casa do que fora. Normalmente as pessoas gostam mais de mim quando me conhecem melhor. A primeira impressão raramente é favorável.

Deve ser porque quanto mais velho f
ico menos me levo a sério. Compenso isso com sarcasmo, algumas vezes empregado na hora errada e com a pessoa errada.

Sou paulista, paulistano e são-paulino.


Vem daí meu preconceito com relação a cor. Preto com branco simplesmente não combinam. Verde e branco também não. Vermelho, branco e preto fica muito mais bonito!

Por fim, mas acima de tudo, adoro minha mulher e meus filhos. Considero-me um pai bastante maternal.

Um comentário:

neli araujo disse...

Junior,

Acabei de ler sua autorreflexão e adorei!
Posso dizer que em "muitos" aspectos sou parecida com você...acho que tem a ver com nosso background de IPISP... só que nunca havia parado para pensar bem...

Gostei de te conhecer melhor!
Um abração e continue a ser assim! Você sabe se respeitar!

Neli

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