quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

In taberna quando sumus (non curamus quid sit húmus)


Se algum dia a Fortuna me colocar como dono de um bar, esse vai chamar-se “In Taberna quando sumus (non curamus quid sit humus)”. Combinaria com uma decoração medieval. O som, baixo o suficiente para que as pessoas conversem sem precisar gritar, vai variar da música barroca até a bossa nova, passando por jazz e MPB.

O nome vem da ópera profana Carmina Burana, composta por Carl Orff. Adoro essa peça, embora uma propaganda de biscoito a tenha transformado em carne da vaca. É aquela que começa assim: “Ó fortuna!”, esclareceu?

Já fui a duas apresentações, uma no Pacaembu que, embora tenha sido uma montagem magnífica, foi muito prejudicada por um helicóptero que sobrevoava o estádio no meio da peça fazendo propaganda do filho da puta do Banco 1, e a outra no Credicard Hall, a que eu fui com a Simone e as crianças. Nessa última, quase perdemos a hora. Ô lugarzinho difícil de achar, e cada vez que você perde tem que dar uma puta volta. Fui ficando nervoso, corri com o carro e deixei os demais membros da família nervosos e preocupados com minha saúde mental... aliás, eu também fiquei...

Uns tempos atrás, comecei a traduzir a letra da ópera para o português, pois só tinha as versões originais e em inglês. Escusado dizer que estava traduzindo do inglês, uma vez que o texto original mistura, latim, alemão arcaico e um pouco de francês, línguas que não domino fluentemente. Depois descobri na internet que já havia versões em português e parei.

Ah, o significado do título é bastante apropriado, quer dizer “Quando estamos na taverna esquecemo-nos que viemos do pó”.

Bom, afinal, talvez eu não tenha perfil de dono de taverna. Aliás, perfil é a puta que o pariu, perfil é papo de gente de RH, argh!!!

Qui nos rodunt confundantur

(malditos sejam aqueles que nos ofendem)

4 comentários:

Fernando Lessa disse...

Junior,

Também fui à apresentação do Pacaembú e lembro-me muito daquela merda de helicóptero. Aliás todo mundo com quem eu falo e que foi ao Pacaembu naquela noite, se lembra da porra do helicóptero. Isso é que é recall NEGATIVO de propaganda. Eu nem me lembrava deste banco, mas quando lembramos, lembramos com raiva (eu, você e as 30 mil pessoas que foram ao Pacaembu naquela noite).

Quanto à taberna, quero estar lá na inauguração e por lá permancer horas e horas a fio ouvindo boa música.

Ah, e se quiseres um sócio sem dinheiro pode me chamar.

Junior disse...

Pô, um sócio sem dinheiro que ainda por cima bebe? Claro que eu quero! Vamos nessa!
PS deve ser por isso que o banco fechou...

Marília disse...

Eu já fui correntista do Banco I e felizmente nenhum helicóptero me perturbou.Nem sabia que corria este risco,ufa!

waldomiro lessa disse...

Já fui dono de bar, mas de nome mais facil do que o seu Junior
Bar do Miro, lembra?

Related Posts with Thumbnails