quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Recesso blogal


Tô saindo em viagem até o dia 5. Apesar de metade dos meus leitores me acompanharem na viagem, deixarei alguns posts programados para esses dias que é para a outra metade não perder o caminho.

Aliás, quando voltar, estarei mais velho e experiente.


terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Fábula A Formiga e a Cigarra - versão 2


Essa versão da fábula é do Banksy, um grafiteiro muito doido que eu conheci através dum livro que meu sobrinho Felipe me deu. Na versão de Banksy, a história se passa com um urso e uma abelha:

“Era uma vez um urso e uma abelha, que viviam numa floresta e eram ótimos amigos. Durante todo o verão, a abelha coletava seu néctar de manhã cedo até o anoitecer, enquanto o urso ficava descansando na relva macia.

Quando chegou o inverno, o urso percebeu que não tinha nada para comer e pensou ‘tomara que aquela pequena abelha tão ocupada possa dividir comigo um pouco do seu mel’.

Mas não conseguiu encontrar a abelha em nenhum lugar – ela teve um ataque cardíaco causado por estresse.”

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Fábula A Formiga e a Cigarra - versão 1


Era uma vez, uma formiguinha e uma cigarra muito amigas.


Durante todo o outono, a formiguinha trabalhou sem parar, armazenando comida para o período de inverno. Não aproveitou nada do sol, da brisa suave do fim da tarde e nem do bate papo com os amigos ao final do trabalho tomando uma cervejinha. Seu nome era "trabalho" e seu sobrenome "sempre".

Enquanto isso, a cigarra só queria saber de cantar nas rodas de amigos e nos bares da cidade; não desperdiçou um minuto sequer, cantou durante todo o outono, dançou, aproveitou o sol, curtiu para valer sem se preocupar com o inverno que estava por vir.
Então, passados alguns dias, começou a esfriar. Era o inverno que estava começando.


A formiguinha, exausta de tanto trabalhar, entrou para a sua singela e aconchegante toca repleta de comida. Mas alguém chamava por seu nome do lado de fora da toca. Quando abriu a porta para ver quem era, ficou surpresa com o que viu: sua amiga cigarra estava dentro de uma Ferrari com um aconchegante casaco de vison.

A cigarra disse para a formiguinha:

- Olá, amiga, vou passar o inverno em Paris. Será que você poderia cuidar da minha toca?


A formiguinha respondeu:

- Claro, sem problemas! Mas o que lhe aconteceu? Como você conseguiu dinheiro para ir a Paris e comprar esta Ferrari?

- Imagine você que eu estava cantando em um bar na semana passada e um produtor gostou da minha voz. Fechei um contrato de seis meses para fazer shows em Paris... A propósito, a amiga deseja algo de lá?

- Desejo sim. Se você encontrar um tal de La Fontaine por lá, manda ele ir para a puta que o pariu!!!

sábado, 27 de dezembro de 2008

Ressaca de Natal


Não do Natal propriamente dito, mas do pré-Natal.

Toda a correria de final de ano com trabalhos que precisam ser concluídos urgentemente e decisões importantíssimas que não podem esperar nem uma semana mais, como se realmente no ano novo fosse mudar alguma coisa. Não bastasse essa premência, dependemos pessoas que não podem nos atender porque já estão em plena festa, soltando serpentina e soprando língua de sogra; precisamos de órgãos públicos que não funcionam e a sua carta de motorista está para vencer. Chegamos em casa e é aquela lista de presentes que ainda temos que comprar em lojas lotadas situadas em xópins abarrotados. Crise, que crise? O Homem falou que é para consumir!

De repente, ufa! Pára tudo, chegou o dia. As pessoas se reúnem, parentes que se vêem raramente renovam o contato, trocam presentes, comem peru, tender, maionese, vinho, cerveja... Ah, que legal! Todo o estresse do mês antecedente parece que não existiu.

Mas eu gosto mesmo é do “day after”. Olho pela janela a praça atrás de casa, as crianças exibindo suas bicicletas ou outros brinquedos novinhos em folha e os pais orgulhosos.

Curiosamente, neste ano teve a versão inversa. Um pai brincando com um carrinho de controle remoto, que corria desembestado, zuuuum, ziiiiim, zuooom, pra lá e pra cá. Em volta dele, três meninos, mais ou menos da mesma idade, uns 10 anos, esticando a mãozinha e esperando sua vez de brincar. Nos 15 minutos que fiquei assistindo a cena, só o pai brincou.

Aliás, por falar em carrinho de controle remoto, vi uma sugestão genial no blog A Marmota, para você construir o seu próprio brinquedo e deixar seu filho em paz com o dele. Se estiver interessado, clique aqui.


Aproveito para registrar minha resolução de ano novo: em 2009 vou tirar férias no começo de dezembro!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Boas Festas!



Caros familiares, amigos e eventuais passantes,

Um FELIZ NATAL a todos vocês!

E que venha 2009!







O José Simão diz que o homem passa por quatro fases durante sua vida:

1ª Na época em que acredita em Papai Noel;

2ª Quando deixa de acreditar em Papai Noel;

3ª Quando se veste de Papai Noel; e

4ª Quando começa a se parecer com Papai Noel.

Como podem ver, já estou na 3ª fase.

Mais Papai Noel

PapaiNoel

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Reforma Ortográfica


A partir de 1º de janeiro próximo passarei novamente pela experiência traumática de ter que reaprender a escrever, graças à revisão ortográfica que padronizará a língua portuguesa escrita em todos os países que cultivam a última flor do Lácio.

Está tudo muito bem, é assim que tem que ser, mas não poderiam ter feito isso antes de eu nascer?

Já é a segunda reforma que eu pego. Quando eu aprendi a escrever, a duras penas lá pela metade dos anos 60, algumas regras eram diferentes das de hoje. Por exemplo, a crase, que hoje só usamos quando há a junção da preposição “a” com o artigo idem, era usada também no caso em que tínhamos uma palavra oxítona agudamente acentuada e essa palavra recebia um sufixo, caso do “só” e “sòzinho”, “café” e “cafèzinho”. Alguém se lembra disso?

Basta ler um livro um pouco mais antigo, que a gente vai encontrar essas e outras palavras que perderam seus acentos, como “dêles”, “nôvo”, “retôrno”, “êste”, “côro” e por aí vai. Vamos combinar que não fizeram falta nenhuma, né?

Assim como não farão falta os acentos e hífens que cairão na reforma que se avizinha. Aliás, aproveito esse meu cantinho para fazer um pequeno resumo das reformas que, se mais benefício não tiver, pelo menos me servirá para já ir praticando.

DIVERSOS

- Voltam o K (ki bom!), o W (sempre usei no meu sobrenome) e o Y (que não sei para que serve).
- Está extinto o trema na letra “u”, com exceção dos nomes (Müller) e das palavras estrangeiras (inútil consideração, mesmo porque a reforma é só na língua portuguesa).

ACENTOS

- Não se usa mais o acento nos ditongos abertos “éi” e “ói” – “alcaloide”, “alcateia”, “boia”, “colmeia”, “epopeia”, “geleia”, “ideia” e “plateia”, mas vale somente para palavras paroxítonas, pois “herói” continua com acento, mas “heroico” não.
- Ainda nas paroxítonas, não se acentua mais o “i” e o “u” tônicos, como em “baiuca” e “feiura”
- Não se usa mais acento em palavras terminadas em “êem” o “ôo”, por exemplo: “abençoo”, “creem”, “deem”, “perdoo” e “zoo”.
- Não se usa mais o acento para diferenciar “pára” de “para”, “péla” de “pela”, “pólo” de “polo”, “pêra” de “pera” e “pêlo” de “pelo”.
- Permanece em “pôde” e “pode”.
- Permanece em “pôr” e “por”.
- Permanecem nas palavras em que o acento distingue o singular do plural: “têm”, “vêm”, “mantêm”.
- Porém em “fôrma” e “forma” o acento é facultativo (que engraçado)

HÍFEN (essa palavra terminada em “n” é o que há...)

Prefixos em geral:
- Sempre se usa o hífen diante de um “h”: “anti-higiênico” e “super-homem”.

Prefixo terminado em vogal:
- Sem hífen diante de vogal diferente: “autoescola” e “antiaereo”. (hiii, os donos de autoescola vão ter que mudar de novo as placas...)
- Sem hífen diante de consoante diferente de “r” e “s”: “anteprojeto” e “semicírculo”.
- Se a consoante for “r” ou “s”, dobra-se a consoante: “antirracismo” e “ultrassom”.
- Se for a mesma vogal, mantém o hífen: “contra-ataque” e “micro-ondas”.

Prefixo terminado em consoante:
- Permanece o hífen diante da mesma consoante: “inter-regional” e “sub-bibliotecário”.
- Cai o hífen diante de consoante diferente: “intermunicipal” e “supersônico”.
- Cai o hífen diante de vogal: “interestadual” e “superinteressante”.
- Com o prefixo “sub” usa-se o hífen diante de palavra iniciada por “r”: “sub-região” e “sub-raça”.
- Palavras iniciadas por “h” perdem essa letra e o hífen: “subumano”.
- Com os prefixos “circum” e “pan”, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por “m” e “n”: “circum-navegação” e “pan-americano”.
- O prefixo “co” aglutina-se em geral com o segundo elemento: “coobrigação”, “coordenar” e “cooptar” (ué, nunca escrevi “coordenar” com hífen.)
- Com o prefixo “vice”, usa-se sempre o hífen: “vice-presidente”.
- Não se usa o hífen em palavras que perderam a noção de composição, como: “girassol”, “mandachuva”, “paraquedas” e “pontapé”.
- Sempre se usa o hífen com os prefixos “ex”, “sem”, “além”, “aquém”, “recém”, “pós”, “pré”, “pró”: “ex-aluno”, “sem-terra”, “além-mar”, “aquém-mar”, “recém-casado”, “pós-graduação”, “pré-vestibular” e “pró-europeu”.

Fonte: Guia Prático da Nova Ortografia, Douglas Trufano, Ed. Melhoramentos.

E, desde já, quero dar minha contribuição para a próxima reforma, daqui uns 40 anos, para acabar com outras inutilidades da nossa língua que, quando se forem, também não farão falta. Por mim, já poderíamos eliminar o hífen em vários outros casos também. Por que escrever “levar-lhe” se posso escrever “levarlhe”? Ora, se o espanhol consegue fazer isso sem dar confusão, nós também conseguiremos!

Vamos também aproveitar e acabar com outras bestices, tais como:

1) “Qualquer” deve ser a única (acho) palavra cujo plural fica no meio – “quaisquer”, que é pernóstico paca, ninguém fala assim, no máximo escreve. Muito mais simples é escrever “qualqueres”, por exemplo: “Se restar qualqueres dúvidas, me ligue.”

2) Por falar em “muito”, proponho que passemos a escrever “muinto”, pois é muinto mais lógico, principalmente para uma língua que se orgulha de ter as letras sempre pronunciadas da mesma forma e achar que tem essa vantagem sobre o inglês.

3) E vamos acabar com essa palhaçada de escrever sílabas homófonas de forma diferente! “recesso” e “resseção”, por exemplo, são grafadas distintamente pela origem que têm, mas como pouca gente tem um dicionário etimológico em casa, podemos facilmente padronizar a grafia das sílabas sem que ninguém perceba. Acha pouco? Pense nos “sargentos” e nas “sarjetas”, ou os clássicos “sessão”, “seção” e “cessão”, pesadelos de todo estudante.

Pronto, falei. Está lançada a idéia!

P.S. 1 Antes que alguém dê uma de engraçadinho, informo que quando aprendi a ler, farmácia já se escrevia com “f”. A reforma que acabou com o “ph” quem pegou foi meu avô.

P.S. 2 Só me resta convencer o corretor ortográfico do Word a aceitar a nova gramática. Deu um trabalhão escrever esse texto com ele me corrigindo o tempo todo...

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Sábias garrafas!


Em viagem por uma cidade do interior da Argentina, notei que muitos carros estacionados nas ruas tinham uma garrafa vazia sobre o teto. Perguntei por que a um aborígene e a resposta demonstra a inutilidade de criar leis que tudo querem controlar e por isso não controlam nada.

É que naquele país, quando alguém põe um aviso ou cartaz em seu carro colocando-o à venda, está sujeito ao pagamento de um imposto municipal pela propaganda. A forma que eles encontraram para burlar essa esdrúxula lei é colocar uma garrafa sobre o carro estacionado. Assim, todos que passam sabem que o carro está sendo vendido. O único problema é que não dá para fazer a propaganda com o carro em movimento. Que criatividade!

Aqui no Brasil as garrafas são utilizadas de outra forma igualmente criativa, porém com resultado ainda mais pífio que a lei argentina. Já não é tão freqüente, mas ainda hoje vejo várias pessoas colocando garrafas com água sobre a caixa de luz com o objetivo de economizar na conta de energia. Qual é a lógica disso?

Mais um capítulo da série Lendas Urbanas.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Drummond - Torcida da Vida

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Presentes de Natal


Passando hoje pela feira, captei um fragmento de conversa entre dois peixeiros:

- Porra, eu pedi um DVD e o maluco me deu um CD... E arranhado!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Ho! Ho! Ho!

Robô 002

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

O vendedor de saxofone


Quando o diretor da escola do Pedro ligou para seus pais para convocá-los para uma reunião sobre o filho, meu amigo Benê tremeu na base: “O que será que ele aprontou?”

Lá foram ele e a esposa para conversar com o diretor. Apreensivos, ao mesmo tempo não podiam imaginar o que de tão grave poderia ter feito o filho de 10 anos, normalmente bem comportado.

Expôs o diretor:

- Numa atividade em classe, a professora perguntou aos alunos, um por um, que profissão gostariam de seguir quando fossem adultos. Dentre as respostas mais ou menos clássicas, como médico, advogado, engenheiro etc., quando chegou a vez do Pedro ele respondeu: “Eu quero ser vendedor de saxofone!” Achamos isso tão inusitado que julgamos necessário aprofundar o tema e descobrir o porquê da resposta, por isso os convocamos.

Após uma risada de alívio, o Benê explicou:

- Ah, é que quando eu chego em casa muito cansado ou aborrecido com o trabalho, durante o jantar às vezes eu comento brincando que gostaria de ser um vendedor de saxofone, pois deve ser o tipo de profissão que não causa muito estresse.

Acho que todo mundo quando passa por momentos particularmente difíceis no trabalho, vez por outra sonha em ter tido outra carreira. Claro que nessas horas a escolha não passa por considerações financeiras, vale mais como fantasia. No caso do Benê, ele imaginou ser um vendedor de saxofone.

É uma boa escolha. Mas a minha seria diferente e posso até tentar fazer isso quando, enfim, chegar a minha aposentadoria: Quero ter uma sex-shop!

Já pensou? Encerrada a venda e embrulhada a mercadoria, posso sorrir e falar para o cliente:

- Agora vá se foder!

E ele vai!

E você, qual a profissão dos seus sonhos?

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

A manhã de Natal é cheia de surpresas...


Mais CNH


Oba! A Si e eu fomos aprovados na provinha de Legislação e Direção Defensiva, passo importante para a renovação das nossas cartas. A prova é fácil, mesmo para os que resolvem estudar por conta própria pela apostila que é vendida na escola ou baixada na internet. E sai mais em conta do que fazer o curso.

O que é difícil é percorrer as páginas da apostila, recheadas de erros grotescos de português, dos quais pincei uns exemplos:

- (...) sempre manter o veículo em perfeitas condições de modo que ele esteje pronto para...

- (...) é um dos piores tipos de acidentes de trânsito resultando na maioria das vezes em perca total do veículo...

- (...) nas alternativas abaixo qual não se referem as condições adversas...

- (...) não deixar que seje ultrapassado.

- (...) sobre tudo quando não se usa o cinto...

- (...) faça com que a vítima respire pela boca e não devendo assuar o nariz.

- (...) não procure recolocálos no lugar.

- (...) uma pancada ou perca de dentes. (De novo? Nesse ponto da leitura houve uma perca da minha paciência)

Isso porque eu não listei os erros mais primários, tais como acentos a mais ou a menos e vírgulas idem.

Terminada a leitura, pensei: bom, se o cara que escreveu isso conseguiu passar nessa prova, então eu também conseguirei.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Jeitos e Costumes


Estou lendo um livro chamado “Um canal separa o mundo”, escrito por Caio de Freitas no início da década de 60, que fala sobre o período de dez anos em que o autor viveu na Inglaterra. Seu maior enfoque é sobre o British Way of Life e seus usos e costumes.

Num dado momento, ele explica que “os ingleses têm horário para tudo e os prazeres da vida só são acessíveis dentro da tabela de tempo, controlada pela tradição. (...) só se pode beber das onze horas da manhã às duas e meia da tarde e, depois, das cinco da tarde às onze horas da noite.

O almoço e o jantar são servidos a horas regulamentares e não é permitido que se tome chá à hora do jantar, ou que se almoce no horário do chá. Nas confeitarias há doces que são para ser levados pelo freguês, há outros que só podem ser comidos no estabelecimento, há uns que são para a hora do chá e há outros ainda que se destinam à sobremesa.”

Para exemplificar, ele cria um diálogo imaginário numa confeitaria, começando pela abordagem solícita do garçom a um cliente latino desavisado:

- Em que posso servi-lo?
- Desejo um daqueles doces. Aqueles com morango por cima.
- Para levar ou comer aqui?
- Para comer aqui.
- Sorry, Sir. Aqueles são só para levar.
- Dê-me então um daqueles outros... daqueles que parecem torta de maçã.
- Sorry, Sir. Aqueles destinam-se à sobremesa e não estamos na hora do jantar.
- E este aqui?
- Quanto a este, está bem, mas o cavalheiro não pode comê-lo aqui, de pé.
- Não posso? Não disse que esse era para comer aqui?
- Sorry, Sir. Mas para comê-lo aqui, terá de se sentar e tomar chá também.
- Mas eu não quero tomar chá!
- Sorry, nesse caso não poderei vendê-lo.

Fiquei imaginando que o escritor tenha exagerado a situação para reforçar seu ponto de vista, ou que, no mínimo, pela época pré-beatles em que o livro foi escrito, isso poderia de alguma forma ter mudado.

Mas depois eu me lembrei de um fato que aconteceu comigo, em 1983, na minha primeira viagem ao exterior, mais precisamente a Nova York. Ou seja, outra época, outro lugar. Mas povos de mesma formação.

Caminhamos a manhã inteira pelas ruas de NY. Quando o pescoço começou a doer, eu finalmente entendi porque Tom Jobim dizia que essa é uma cidade para se visitar deitado numa maca. Pois bem, na hora do almoço, entramos uma lanchonete com uma fila enorme. Pedi um sanduíche e um suco.

O suco que veio foi insuficiente para minha sede e não durou nem até a metade do sanduíche. Tal era a sede, que voltei e enfrentei a fila novamente. Na minha vez, pedi:

- An orange juice, please.
- What else?
- Nothing. Only the juice.
- I can’t sell you a juice only. You have to buy a sandwich too!

Note a diferença de educação entre o garçom inglês fictício e a atendente da lanchonete.

Tentei argumentar que eu já havia comprado e até comido o sanduíche e que só queria matar a sede, mas não teve jeito. Tamanha era minha estupefação, que primeiro duvidei do nível do meu inglês (lembre-se que era a minha primeira viagem), mas pouco a pouco fui me tocando de que naquela loja eu não beberia o suco. Saí e fui comprar em outro lugar.

É, cada povo com seu costume, mas cada costume besta que tem por aí...

sábado, 13 de dezembro de 2008

Encontro de ex-alunos


Hoje participei de mais um encontro de ex-alunos da época do Ginásio. É o 4º encontro da turma, que começou graças a uma brincadeira no orkut e hoje já virou até uma ONG.

Como em todos os demais encontros, 95% das perguntas que me dirigiam iniciadas por “você se lembra?”, eu respondia com um melancólico “não”. E olha que esse foi um dos períodos da minha vida de que me lembro com mais carinho!

Aos poucos as pessoas desistem de me perguntar e eu fico só prestando atenção na memória prodigiosa dos outros. Como, por exemplo, nesse diálogo que eu acompanhei entre duas ex-colegas:

- Você se lembra do Pepê?
- Lembro, claro!
- Era uma graça, né?
- Ô! Lindo!
- Pois é, menina, enviadou...


Renovação da CNH


Diálogo com o médico durante o exame para renovação da minha carteira de motorista:

- Toma algum remédio?
- Não.
- Pressão alta?
- Não.
- Problema no coração?
- Não.
- Diabetes?
- Não.
- Usa drogas?
- Não.
- Fuma?
- Não.
- Bebe?
- Socialmente...
- Você tem a vida social muito ativa?
- ...

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Buraco Negro

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Hum, hum...


Passada a euforia, o blog volta à sua seriedade usual...

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Sem palavras...

domingo, 7 de dezembro de 2008

Véspera de Natal


sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Você sabia?


- Se você é um em um milhão na China, então existem 1.300 pessoas como você.

- A China logo irá tornar-se o país onde mais gente fala inglês no mundo.

- Os 25% da população da Índia com o QI mais elevado formam um grupo maior do que toda a população dos Estados Unidos. Tradução: a Índia tem mais crianças super-dotadas do que os EUA têm crianças.

- Os 10 empregos mais procurados hoje em dia simplesmente não existiam em 2004.

- Estamos preparando estudantes para empregos que ainda nem existem, usando tecnologias que ainda não foram inventadas para resolver problemas que nós ainda nem sabemos que são problemas.

- A Secretaria de Trabalho dos EUA estima que os aprendizes de hoje tenham de 10 a 14 empregos até completarem 38 anos.

- Todo mês 31 bilhões de pesquisas são feitas no Google. A quem eram feitas as perguntas na era AG (Antes do Google)?

- O rádio levou 38 anos para atingir uma audiência de 50 milhões de pessoas; a televisão levou 13 anos para ter a mesma audiência; a internet 4 anos; o iPod 3 anos.

- Em 1984 havia 1.000 equipamentos conectados à internet... 1.000.000 em 1992... em 2008 são 1.000.000.000.

- Existem 540.000 palavras na língua inglesa, o que é aproximadamente 5 vezes mais do que havia na época de Shakespeare.

- Estima-se que a soma das informações contidas em uma semana do New York Times seja equivalente a toda informação que uma pessoa recebia no século XVIII durante toda a sua vida.

- A quantidade de informações técnicas dobra a cada ano. Para alunos que estejam começando uma escola técnica com quatro anos de duração, isso significa que metade do que eles aprenderam no 1º ano estará desatualizado quando eles ainda estiverem no 3º.

- Foi desenvolvido no Japão um cabo ótico que transporta 14 trilhões de bits por segundo em uma única fibra. Isso equivale a 2.660 CDs ou 210 milhões de ligações telefônicas a cada segundo.

- Por volta de 2013 existirá um computador que excederá a capacidade computacional de um cérebro humano. Em 2049 um computador baratinho de US$ 1.000 excederá a capacidade computacional de toda a espécie humana.

- Saiba que durante a leitura deste texto nasceram 67 bebês nos EUA, 274 na China e 395 na Índia. E ainda por cima 694.000 músicas foram baixadas ilegalmente pela Internet.

Agora que você já sabe, pense no que isso significa.

Extraído de:

 

Concurso Sony - divulgação


Até que enfim apareceu a chance d'eu ganhar um jabazinho aqui no meu sítio divulgando esse sensacional concurso da Sony.
Os prêmios são os seguintes:

- Uma viagem de 15 dias ao Japão, incluindo a passagem aérea (ida e volta, desde a capital do país de residência do ganhador), seguro de viagem e hotel 5 estrelas em Tóquio, com direito a um acompanhante, mais:

- Cem mil dólares (U$S 100.000) para gastar como quiser.

Na verdade, este Concurso é um desafio pelo qual a Sony exibe sua altíssima tecnologia em fotografia digital.

Para vencer, é necessário identificar na foto seguinte:



- quem está com sono,
- quem está quase dormindo,
- quem acordou agora e
- quem são os dois gêmeos

É muito fácil! Participe e não deixe de mencionar que você viu esse anúncio aqui.

Obrigado.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

O Sol saiu


Mensagem escrita por um morador de Itajaí na semana de 24 de novembro de 2008, diante da tragédia de Santa Catarina:

"Pensar para aceitar, Calar para resistir, Agir para vencer!!!

Hoje 27 de novembro de 2008 o Sol saiu e conseguimos voltar a trabalhar. A despeito de brincadeiras e comentários espirituosos normais sobre esta "folga forçada" a verdade é que nunca me senti tão feliz de voltar ao trabalho. Não somente pelo trabalho, pela instituição e pela própria tranqüilidade de ter aonde ganhar o pão, mas também por ser um sinal de que a vida está voltando ao normal aqui na nossa Itajaí.

As fotos que circulam na internet e os telejornais já nos dão as imagens claras de tudo que aconteceu então não vou me estender narrando e descrevendo as cenas vistas nestes dias. Todos vocês já sabem de cor. Eu quero mesmo é falar sobre lições aprendidas.

Por mais que teorias e leituras mil nos falem sobre isso ainda é surpreendente presenciar como uma tragédia desse porte pode fazer aflorar no ser humano os sentimentos mais nobres e os seus instintos mais primitivos. As cenas e situações vividas neste final de semana prolongado em Itajaí nos fizeram chorar de alegria, raiva, tristeza e impotência.

Fizeram-nos perder a fé no ser humano num segundo, para recuperá-la no seguinte. Fez-nos ver que sempre alguém se aproveitará da desgraça alheia, mas que também é mais fácil começar de novo quando todos se dão as mãos.

Que aquela entidade superior que cada um acredita (Deus, Alá, Buda, GADU etc.) e da forma que cada um a concebe tenha piedade daqueles:

- Que se aproveitaram a situação para fazer saques em Supermercados, levando principalmente bebidas e cigarros

- Que saquearam uma farmácia levando medicamentos controlados, equipamentos e cofres e destruindo os produtos de primeira necessidade que ficaram assim como a estrutura física da mesma.

- Que pediam 5 reais por um litro de água mineral.

- Que chegaram a pedir 150 reais por um botijão de gás.

- Que foram pedir donativos de água e alimentos nas áreas secas pra vender nas áreas alagadas.

- Que foram comer e pegar roupas nos centros de triagem mesmo não tendo suas casas atingidas.

- Que esperaram as pessoas saírem das suas casas para roubarem o que restava.

- Que fizeram pessoas dormir em telhados e lajes com frio e fome para não ter suas casas saqueadas.

- Que não sentiram preocupação por ninguém, algo está errado em seu coração.

- Que simplesmente fizeram de conta que nada acontecia, por estarem em áreas secas.

Da mesma forma, que essa mesma entidade superior abençoe:

- Aqueles que atenderam ao chamado das rádios e se apresentaram no domingo no quartel dos bombeiros para ajudar de qualquer forma.

- Os bombeiros que tiveram paciência com a gente no quartel para nos instruir e nos orientar nas atividades que devíamos desenvolver.

- A turma das lanchas, os donos das lanchinhas de pescarias de fim de semana que rapidamente trouxeram seus barquinhos nas suas carretas e fizeram tanta diferença.

- À equipe da lancha, gente sensacional que parecia que nos conhecíamos de toda uma vida.

- Aos soldados do exército do Paraná e do Rio Grande do Sul.

- Aos bravos gaúchos, tantas vezes vitimas de nossas brincadeiras que trouxeram caminhões e caminhões de mantimentos.

- Aos cadetes da Academia da Polícia Militar que ainda em formação se portaram com veteranos.

- Aos Bombeiros e Policias locais que resgataram, cuidaram, orientaram e auxiliaram de todas as formas, muitas vezes com as suas próprias casas embaixo das águas.

- Aos Médicos Voluntários.

- Às enfermeiras Voluntárias.

- Aos bombeiros do Paraná que trabalharam ombro a ombro com os nossos.

- Aos Helicópteros da Aeronáutica e Exercito que fizeram os resgates nos locais de difícil acesso.

- Aos incansáveis do SAMU e das ambulâncias em geral, que não tiveram tempo nem pra respirar.

- Ao pessoal do Helicóptero da Polícia Militar de São Paulo, que mostrou que longo é o braço da solidariedade.

- Ao pessoal das rádios que manteve a população informada e manteve a esperança de quem estava isolado em casa.

- Aos estudantes que emprestaram seus físicos para carregar e descarregar caminhões nos centros de triagem.

- Às pessoas que cozinharam para milhares de estranhos.

- Ao empresário que não se identificou e entregou mais de mil marmitex no centro de triagem.

- A todos que doaram nem que seja uma peça de roupa.

- A todos que serviram nem que seja um copo de água a quem precisou.

- A todos que oraram por todos.

- Ao Brasil todo, que chorou nossos mortos e nossas perdas.

- Aos novos amigos que fiz no centro de triagem, na segunda-feira.

- A todos aqueles que me ligaram preocupados com a gente.

- A todos aqueles que ainda se preocupam por alguém.

- A todos aqueles que fizeram algo, mas eu não soube ou esqueci.

Há alguns anos, numa grande enchente na Argentina, um anônimo escreveu isto:

COMEÇAR DE NOVO

Eu tinha medo da escuridão
Até que as noites se fizeram longas e sem luz
Eu não resistia ao frio facilmente
Até passar a noite molhado numa laje
Eu tinha medo dos mortos
Até ter que dormir num cemitério
Eu tinha rejeição por quem era de Buenos Aires
Até que me deram abrigo e alimento
Eu tinha aversão a Judeus
Até darem remédios aos meus filhos
Eu adorava exibir a minha nova jaqueta
Até dar ela a um garoto com hipotermia
Eu escolhia cuidadosamente a minha comida
Até que tive fome
Eu desconfiava da pele escura
Até que um braço forte me tirou da água
Eu achava que tinha visto muita coisa
Até ver meu povo perambulando sem rumo pelas ruas
Eu não gostava do cachorro do meu vizinho
Até naquela noite eu o ouvir ganir até se afogar
Eu não lembrava os idosos
Até participar dos resgates
Eu não sabia cozinhar
Até ter na minha frente uma panela com arroz e crianças com fome
Eu achava que a minha casa era mais importante que as outras
Até ver todas cobertas pelas águas
Eu tinha orgulho do meu nome e sobrenome
Até a gente se tornar todos seres anônimos
Eu não ouvia rádio
Até ser ele que manteve a minha energia
Eu criticava a bagunça dos estudantes
Até que eles, às centenas, me estenderam suas mãos solidárias
Eu tinha segurança absoluta de como seriam meus próximos anos
Agora nem tanto
Eu vivia numa comunidade com uma classe política
Mas agora espero que a correnteza tenha levado embora
Eu não lembrava o nome de todos os estados
Agora guardo cada um no coração
Eu não tinha boa memória
Talvez por isso eu não lembre de todo mundo
Mas terei mesmo assim o que me resta de vida para agradecer a todos
Eu não te conhecia
Agora você é meu irmão
Tínhamos um rio
Agora somos parte dele
É de manhã, já saiu o sol e não faz tanto frio
Graças a Deus
Vamos começar de novo.

É hora de recomeçar, e talvez seja hora de recomeçar não só materialmente.

Talvez seja uma boa oportunidade de renascer, de se reinventar e de crescer como ser humano.

Pelo menos é a minha hora, acredito.

Que Deus abençoe a todos.

Luis Fernando Gigena"

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Enchentes em SC


É realmente triste o que ocorre em Santa Catarina. As imagens são impressionantes. Tanto quanto a onda de solidariedade que tomou conta de todo mundo.

Eu também estou preparando a minha sacolinha, mas tenho uma dúvida: alguém pode me dizer o que é um "alimento não perecível"?

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Baracobama


Simpático e criativo, esse cartum dá uma idéia do tamanho da vitória de Obama.
Obama

Que ganhou a eleição não por ser negro, mas por ter a melhor proposta para seu país. Aliás, li um artigo que comentava as propostas e planos de Obama relativos ao meio-ambiente, classificando-o mais adequadamente como o "primeiro presidente verde".

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Envolvimento X Comprometimento

Quando o empregado diz que está envolvido em determinado projeto, o chefe vem com o discurso:

- 'Envolvido' só? Sabe qual é a diferença em estar envolvido e estar comprometido? A galinha está envolvida numa omelete, pois botou o ovo com o qual é feita. Comprometido é o porco em uma feijoada! Quero vocês todos comprometidos com o projeto!

Essa historinha é uma das muitas parábolas administrativas que infestam o mundo corporativo. A primeira vez que a ouvi achei a idéia interessante e até entendi-lhe o sentido, mas alguma coisa me perturbava. Felizmente, ela só vinha à tona de vez em quando e nas oportunidades que tive de usá-la consegui evitar a tentação.

Até que hoje me deparei com uma tirinha do Dilbert que me abriu os olhos para o que não conseguia enxergar nessa história: a galinha permanece viva e o porco morre. Valeu, Scott Adams!

Dilbert Comprometimento 

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Estamos em obras


quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Como eu vejo a Crise


Num dia uma bolsa cai ruidosamente 10%. No dia seguinte o governo anuncia um pacote de US$ 1 trilhão. No terceiro dia a mesma bolsa sobe 2%. No quarto dia ela volta a cair. No quinto idem. E por aí vai.

A explicação é que após a animação inicial do mercado com o dinheiro recém chegado, constata-se que o pacote foi insuficiente. É assim na China, nos EUA, na Alemanha, no Brasil... Mas, afinal, quanto é suficiente? Alguém sabe?

A mim parece ser um saco sem fundo. Tomemos o caso brasileiro. Depois do sumiço (!?!) do crédito, os bancos estatais liberaram R$8 bilhões para financiamento de automóveis. Ao preço médio de R$ 25 mil, essa grana dá para comprar 320 mil veículos, ou seja, o equivalente a menos de 10% da capacidade de produção anual.

Será, como dizem alguns economistas com raivosa alegria, o fim do capitalismo?

Não, não é. Por ironia, o capitalismo deve muito de sua sobrevivência até os dias de hoje justamente a Karl Marx, que de tanto caprichar na explicação sobre como o maldito sistema iria falir, acabou fornecendo-lhe ferramentas para as devidas correções de curso antes do destino vaticinado. Com certeza a parte mais selvagem do capitalismo recolherá suas garras por mais alguns anos. O que vivemos agora é apenas um chacoalhão para que algumas coisas voltem aos seus devidos lugares, pelo menos por algum tempo.

Como, por exemplo, a destituição do Mercado do papel de Deus, que tudo sabe e tudo regula, principalmente na hora em que um pequenino quebra. “Ah, quem não tem competência não se estabelece!”. Mas que se pela de medo se um de seus pilares mais fortes e emblemáticos ameaça se partir. “Oh, o governo tem que nos ajudar! Vai haver quebradeira, desemprego e blá, blá, blá”. E o pior é que vai mesmo, então tome dinheiro público para tapar os buracos causados pela jogatina desenfreada.

Repito minha pergunta: essa dinheirama jogada no ar é suficiente para animar o mercado como um todo? Se não é, então de que adianta o camarada conseguir financiar um carro em 60 meses se depois de 12 ele estiver desempregado?

Por outro lado, se ele parar de comprar aí é que a coisa degringola de vez. Por isso o brasileiro, que já poupa muito pouco, é estimulado pelo governo a continuar comprando, de preferência fazendo um financiamentozinho a longo prazo que é para não deixar os pobres bancos na mão.

Não quero ser repetitivo, mas vale trazer de volta um cartum aqui publicado anteriormente:





Tenho cá comigo que tem muita gente ganhando com essa crise. E não sou eu.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

O que são calorias?


Calorias são pequenos animais que vivem nos guarda-roupas e que, durante a noite, apertam as roupas das pessoas.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Ilusão de Ótica 4

Ilusão de Ótica 04

Idem. Parece um lençol balançando.

Ilusão de Ótica 3

Ilusão de Ótica 03

Idem.

Ilusão de Ótica 2

Ilusão de Ótica 02

Idem.

Ilusão de Ótica 1

Ilusão de Ótica 01

Dizem que os circulos (que na verdade estão parados) giram tão mais rápido quanto mais estressado está que os vê.

Como você os vê?

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Ficção Científica - pedindo pizzas em um futuro não muito distante


Telefonista: Pizza Hot, boa noite!

Cliente: Boa noite! Quero encomendar pizzas...

Telefonista: Pode me dar o seu NIDN?

Cliente: Sim, o meu número de identificação nacional é 6102-1993-8456-54632107.

Telefonista: Obrigada, Sr.Lacerda. Seu endereço é Avenida Paes de Almeida, 1988 ap. 52 B, e o número de seu telefone é 5494-2366, certo? O telefone do seu escritório da Lincoln Seguros é o 5745-2302 e o seu celular é 9266-2566.

Cliente: Como você conseguiu essas informações todas?

Telefonista: Nós estamos ligados em rede ao Grande Sistema Central.

Cliente: Ah, sim, é verdade! Eu queria encomendar duas pizzas, uma de quatro queijos e outra de calabresa...

Telefonista: Talvez não seja uma boa idéia...

Cliente: O quê?

Telefonista: Consta na sua ficha médica que o Senhor sofre de hipertensão e tem a taxa de colesterol muito alta. Além disso, o seu seguro de vida proíbe categoricamente escolhas perigosas para a sua saúde.

Cliente: É, você tem razão! O que você sugere?

Telefonista: Por que o Senhor não experimenta a nossa pizza Superlight, com tofu e rabanetes? O Senhor vai adorar!

Cliente: Como é que você sabe que vou adorar?

Telefonista: O Senhor consultou o site 'Recettes Gourmandes au Soja' da Biblioteca Municipal, dia 15 de janeiro, às 4h27min, em que permaneceu conectado à rede durante 39 minutos. Daí a minha sugestão...

Cliente: OK está bem! Mande-me duas pizzas tamanho família!

Telefonista: É a escolha certa para o Senhor, sua esposa e seus 4 filhos, pode ter certeza.

Cliente: Quanto é?

Telefonista: São R$ 49,99.

Cliente: Você quer o número do meu cartão de crédito?

Telefonista: Lamento, mas o Senhor vai ter que pagar em dinheiro. O limite do seu cartão de crédito já foi ultrapassado.

Cliente: Tudo bem, eu posso ir ao Multibanco sacar dinheiro antes que chegue a pizza.

Telefonista: Duvido que consiga! O Senhor está com o saldo negativo no banco.

Cliente: Meta-se com a sua vida! Mande-me as pizzas que eu arranjo o dinheiro. Quando é que entregam?

Telefonista: Estamos um pouco atrasados, serão entregues em 45 minutos. Se o Senhor estiver com muita pressa pode vir buscá-las, se bem que transportar duas pizzas na moto não é aconselhável, além de ser perigoso...

Cliente: Mas que história é essa, como é que você sabe que eu vou de moto?

Telefonista: Peço desculpas, mas reparei aqui que o Senhor. não pagou as últimas prestações do carro e ele foi penhorado. Mas a sua moto está paga, e então pensei que fosse utilizá-la.

Cliente: @#%/§@&?#>§/%#!!!!!!!!!!!!!

Telefonista: Gostaria de pedir ao Senhor para não me insultar... Não se esqueça de que o Senhor já foi condenado em julho de 2016 por desacato em público a um Agente Regional.

Cliente: (Silêncio)

Telefonista: Mais alguma coisa?

Cliente: Não, é só isso... Não, espere... Não se esqueça dos 2 litros de Coca-Cola que constam na promoção.

Telefonista: Senhor, o regulamento da nossa promoção, conforme citado no artigo 3095423/12, nos proíbe de vender bebidas com açúcar a pessoas diabéticas...

Cliente: Aaaaaaaahhhhhhhh!!!!!!!!!!! Vou me atirar pela janela!!!!!

Telefonista: Cuidado para não machucar o joelho! O Senhor mora no andar térreo!

(adaptado de texto recebido por e-mail - autoria desconhecida)

sábado, 8 de novembro de 2008

Serviço de Utilidade Pública


Atenção! Se você estiver caminhando pelas cercanias do Ipiranga e encontrar um simpático rottweiller perdido, pode ser o Átila.



Na dúvida, é só contar os dedinhos das patas trazeiras (sic) da ferinha.

Boa sorte!

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Mamãe?!


quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Norah Jones - My Dear Country




My Dear Country - Norah Jones

'Twas Halloween and the ghosts were out,
And everywhere they'd go, they shout,
And though I covered my eyes I knew,
They'd go away.

But fear's the only thing I saw,
And three days later 'twas clear to all,
That nothing is as scary as election day.

But the day after is darker,
And darker and darker it goes,
Who knows, maybe the plans will change,
Who knows, maybe he's not deranged.

The news men know what they know, but they,
Know even less than what they say,
And I don't know who I can trust,
For they come what may.

'cause we believed in our candidate,
But even more it's the one we hate,
I needed someone I could shake,
On election day.

But the day after is darker,
And deeper and deeper we go,
Who knows, maybe it's all a dream,
Who knows if I'll wake up and scream.

I love the things that you've given me,
I cherish you my dear country,
But sometimes I don't understand,
The way we play.

I love the things that you've given me,
And most of all that I am free,
To have a song that I can sing,
On election day.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Salão do Automóvel II


Após muitos anos sem me animar a ir a um Salão do Automóvel, acabei indo ontem depois de receber um convite irrecusável. Teve época em que eu ia bastante, mas desanimei um pouco desse tipo de feira de informática, construção, automóveis, etc. As únicas que vou, ainda que com baixíssima freqüência, são as de livros. Muita produção, estandes maravilhosos, mulheres lindas e super-produzidas, outras tão super-produzidas que parecem lindas e um monte de babacas babando e fingindo que está tirando fotos dos produtos. Alguns saem até com torcicolo de lá, parecem crianças num parque de diversões.

É inegável que as feiras propriamente ditas são até legais, mas o trabalho que dá para entrar, estacionar e sair, sem mencionar a muvuca dentro do salão, é de desanimar qualquer um menos pré-disposto como eu. Mas, como era tudo de graça, até o transporte e o rango, e, ainda por cima, na hora do trabalho, foi realmente irrecusável.

Foi uma festa e tanto, parecia até que nem há uma crise lá fora. Mas, como dizia meu avô
, “tá tuuudo certo”, tem que ser assim mesmo. Se a própria indústria mostrar desânimo, não vai ser o consumidor por vontade própria quem vai estimular o mercado. É assim que funciona.

Dos chamados carros-conceito, muitos dos quais jamais iremos ver nas ruas, até os carros comuns atualmente produzidos (coitadinhos, ninguém parava para olhar...), passando pelos caríssimos veículos que só vemos no estacionamento da Daslu e até carros de Fórmula 1, estava tudo lá.

Também tirei minhas fotos, infelizmente com um celular, o que lhes confere certa limitação técnica, mas dá para ter uma idéia para quem não vai pessoalmente. Bom, eu tirei mais fotos dos carros da Ford, mas meus poucos porém sensíveis leitores me compreenderão.

Estande da Ford:



Novo Focus (aliás, a propaganda nova é linda):



Ford Mustang Shelby 540 CV:




Ford Beauty - A Bela:


Ford The Beast - A fera:



Ford Verve:


Esse é da GM, o clássico Camaro:

Land Rover:

Esse da Mercedes também é legal, o Smart:

Troller:



E, finalmente, a Ferrari:



A propósito, a indústria de auto-peças e acessórios também teve participação importante na feira com alguns lançamentos geniais como esse sensacional aparelho de GPS português.



Essa próxima merece uma explicação. Fiquei sabendo depois, que a morena que fica ao lado desse Mustang Shelby no estande da Ford, foi eleita (sei lá por quem) como a mais bonita do Salão. Olha só quanta gente tirando foto dela!




Ok, por enquanto é só, assim que eu ficar bom do torcicolo eu conto mais.

Salão do Automóvel I


- Por favor, onde é o banheiro?

- O Sr. passa naquela travessa entre a Porsche e a Jaguar, o banheiro fica a trás do estande da BMW.

- Puxa, deve ser um banheiro muito chique!

Não era...

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Projetado por Joaquim, construído por Manuel











Estacionando - Woody Allen


- Parei muito longe da calçada?

- Depende. De que lado da rua você queria parar?

(diálogo extraído de um filme do Woody Allen)

sábado, 1 de novembro de 2008

A história das coisas


Certa vez eu tive que comprar apressadamente um guarda-chuva. Não tinha a menor idéia do preço e preparei-me para ser explorado. R$ 5,00! Cinco reais? Entendi bem? Não é possível, não deve funcionar bem. Quase perguntei se ele não tinha um mais carinho, de melhor qualidade. Abri o guarda-chuva. Funcionou! Saí todo contente de ter feito um bom negócio. Ah, esses produtos chineses!

Você já examinou criticamente um guarda-chuva e parou para pensar em como ele é complexo? Aquele monte de varetas articuladas, o tecido, as costuras, o mecanismo, o cabo. Pensando bem, como é possível isso custar tão pouco? Tente imaginar que alguém extraiu petróleo, refinou, criou um fio, que gerou um tecido, que depois foi cortado e costurado, preso numa armação de alumínio, cujo minério, por sua vez, também teve que ser extraído e processado ao custo de muita energia elétrica, até transformar-se em varetas, cabo etc. Daí, tudo viajou para a China caiu no colo de um pobre coitado, provavelmente menor de idade, que montou, embalou e despachou para o Brasil. Aqui, um camarada vendeu um lote para um camelô, que o vendeu para mim. Como esse processo todo pode custar só cinco reais?

Qual o valor de uma coisa? Quanto essa coisa consumiu de recursos e energia durante todo o seu ciclo de produção e vida? Quanto gerou de resíduos? Que custo tudo isso tem para o nosso planeta?

Bom, ontem eu assisti a um vídeo – vide link abaixo – que tem uma historinha parecida com essa minha, escrito e apresentado por Annie Leonard, que explica tudo com muita didática. No fundo, no fundo, não tem nada que a gente já não saiba, mas choca mesmo assim. É bastante crítico e lembra em vários momentos um filme de Michael Moore.

Num dos melhores trechos ela diz:

“(...) após o 11 de setembro, quando o nosso país estava em choque, e o presidente Bush poderia ter sugerido várias coisas apropriadas, como fazer luto, rezar, ter esperança. Não! Ele disse para irmos fazer compras. Fazer compras!”

Isso tem tudo a ver com o que está ocorrendo agora pelo mundo. Depois da ressaca da jogatina nas bolsas de valores, imóveis etc., qual a solução? Fazer compras! Tudo para não emperrar a máquina!

Consumismo. Obsolescência programada. Obsolescência perceptiva. Exploração predatória do meio ambiente e de países do terceiro mundo. Poluição. Manipulação. O filme tem 21 minutos de duração. Assista com calma. Reflita. Vale a pena.


sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Carta ao meu banco


São Bernardo do Campo, 31 de outubro de 2008


Estimados Senhores,


Acabo de receber de volta um cheque meu não compensado por alegada "insuficiência de fundos".

Tendo em vista a atual situação dos bancos, favor esclarecer se isso se refere aos meus fundos ou aos vossos.

Sem mais para o momento, apresento meus mais elevados protestos de estima e consideração.


Atenciosamente.


Junior


(adaptado de uma versão recebida por e-mail)

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Ninguém é insubstituível!


Algum dia, alguém soltou essa frase que pode ter feito sentido na ocasião, mas desde então a expressão vem sendo utilizada indiscriminadamente, principalmente em grandes empresas, quando a alta gerência quer “motivar” o time ameaçando substituir um funcionário que teima em contestá-la.

Realmente, sob certo ponto de vista, ninguém é mesmo insubstituível. Pensando bem, praticamente todo mundo que vivia há cem anos não está vivo hoje, com exceção do Niemeyer, e o mundo continua rodando.

No entanto, uma coisa sempre me incomodou nessa história, e hoje, finalmente, li um texto que exprime bem o que sinto. O texto é de Celia Spangher, consultora de Recursos Humanos da Facioli Consultoria, a quem não conheço, mas agradeço se não me processar por copiá-lo aqui. Recebi o texto por e-mail.

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Sala de reunião de uma multinacional o CEO nervoso fala com sua equipe de gestores. Agita as mãos mostra gráficos e olhando nos olhos de cada um ameaça: "ninguém é insubstituível".

A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio. Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar nada.De repente um braço se levanta e o CEO se prepara para triturar o atrevido:


- Alguma pergunta ?

- Tenho sim. E o Beethoven ?

- Como ? – o CEO encara o gestor confuso.

- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu o Beethoven?


Silêncio...

Ouvi essa estória esses dias contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso. Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que quando sai um é só encontrar outro para por no lugar.

Quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Dorival Caymmi? Garrincha? Michael Phelps? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Faria Lima? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso?

Todos esses talentos marcaram a História fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem – ou seja – fizeram seu talento brilhar. E, portanto, são sim insubstituíveis.

Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa. Está na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia em reparar "seus gaps".

Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo, se Picasso era instável, Caymmi preguiçoso, Kennedy egocêntrico, Elvis paranóico. O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos.

Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.

Se você ainda está focado em "melhorar as fraquezas" de sua equipe corre o risco de ser aquele tipo de líder que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo e Gisele Bundchen por ter nariz grande.

E na sua gestão o mundo teria perdido todos esses talentos.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Engenharia: Razão e Sensibilidade


Um padre, um médico e um engenheiro estão jogando golfe quando têm de esperar, porque um grupo de jogadores extremamente ruins está num buraco à frente. Não acertam nenhuma jogada. O padre pergunta ao garoto que está carregando os tacos:

- Quem são esses "pernas de pau"?

- Eles são cegos, senhor - responde o garoto - Eles perderam a visão tentando salvar o clube num incêndio no ano passado. O clube deixa eles jogarem de graça.

- Que chato - lamenta o padre - Vou rezar por eles esta noite.

O médico acrescenta:

- Vou pedir ao meu colega oftalmologista para ver o que ele pode fazer por eles.

O engenheiro pergunta:

- Por que eles não jogam à noite, porra!?!?

domingo, 26 de outubro de 2008

My Generation

sábado, 25 de outubro de 2008

Eleições 2008 - IV


Da minha lista de bizarrices que se candidataram a vereador em São Bernardo, só se elegeram dois: Toninho da Lanchonete, que foi o 5º vereador mais votado, e o Pastor Ivanildo, 15º. Veja a lista completa, acrescentando mais uns sete que me passaram da primeira vez (http://edisonjr.blogspot.com/2008/09/eleies-2008.html).

Imagino que os que tiveram ZERO voto devem ter tido algum problema na cadidatura, pois não acredito que nem eles tenham votado em si próprios. Não podem ser tão bizarros assim.

Marciano (480) – Infelizmente, pouca gente acredita em marciano


Vavá da Farmácia (0)
Luiz da Farmácia (778)
Vando da Ambulância (715)
Rubinho do Raio X (220)

Paraíba do Produto de Limpeza (540)
Cícero da Feirinha (0)
Marlene dos Perfumes (44)
Neusa do Uniforme (116)
Tiago do Posto (216)
Mágico Ossamá Sato (788) – Podia ter feito aparecer mais uns votinhos na urna
Luizão do Desmanche (147)
Ivan do Caminhão (301)
Adão da Lanchonete (267)
Toninho da Lanchonete (5.483) – O sanduba dele é melhor que o do Adão
Maico Promoter (205) – Não consegue promover nem a si próprio
Capitão Buzanga (659) – Pô, Tio Bilo, faltou seu voto!
Márcia do Farol (473)
Toninho Motorista (159)
Gilson Negão da Barraca (1,583) – Como foi que eu deixei passar esse?
Almir Carteiro (251)


Bezerra Cabeleireiro (215)
Ferreira Cabeleireiro (0)
Nice Cabeleireira (440)
Pedro Cabeleireiro (256)
Suenia Cabeleireira (3) – Tadinha...
Eliel Cabeleireiro (251)

Pastor Ademir (464)

Pastor Florentino (1.763)
Pastor Ivanildo Santana (4.265)
Pastor Natanael Alves (153)
Pastor Raimundo Rios (1.009)
Pastor Pagliarin (591)
Pastor Vagner (133)
Profeta (2,486) – Olha!

João das Cabras (353)
João da Roupa (120)
João do Depósito (234)
João Pé de Frango (879)

José Galo (911)
Zé Galinha (129)

Risadinha (188)
Peki da Machine (367) – Continuo sem saber o que é isso
Panda (424)
Netinho Ritmo Quente (407)
Gaguinho (493) – O...o...o...obri...bri...ga...ga...obriga...ga...dooooo
Alex Camburão (370)
Zé Du Norte Praça Brasil (97)
Mestre Feijão (99)
Trator (1,490)
Zé Ratão (364)
Zé do Black (0)
Gato (199)
Pardal (173)
Kalifa (481)
Neusa Rodela (328)
100% Dias (167)
Reginaldo Burguês (1,407) – Como tem burguês nessa cidade!


Parabéns aos que foram eleitos! Os demais não desistam. Daqui a quatro anos tem mais!

Em tempo, o Izaqueu Camilo, aquele que a filha Débora aparecia num cartãozinho pedindo voto pro pai, teve só 343 votos. (http://edisonjr.blogspot.com/2008/09/eleies-2008-vote-em-meu-pai.html)

Alô, companheiro!


TRIMMM! 1

- Alô, aqui que fala é o Luiz Marinho, bla, blá, blá. Quero declarar que pretendo ficar na prefeitura até o final do meu mandato, ao contrário do boato que meus adversários estão espalhando na véspera da eleição. Blá, blá, blá...

TRIMMM! 2

- Alô, aqui é o Orlando Morando, blá, blá, blá. Conto com seu voto no segundo turno. Blá, blá, blá...

TRIMMM! 3

- Alô, companheiro. Aqui quem fala é o Lula. Estou aqui para pedir seu voto para o companheiro Luiz Marinho. Blá, blá, blá...

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Diferentes maneiras de contar a mesma história


CHAPEUZINHO VERMELHO

JORNAL NACIONAL
(William Bonner): 'Boa noite. Uma menina chegou a ser devorada por um lobo na noite de ontem...'
(Fátima Bernardes): '... mas a atuação de um caçador evitou uma tragédia'

PROGRAMA DA HEBE
'... que gracinha, gente. Vocês não vão acreditar, mas essa menina linda aqui foi retirada viva da barriga de um lobo, não é mesmo?'

CIDADE ALERTA(Datena)
'... onde é que a gente vai parar, cadê as autoridades? Cadê as autoridades? ! A menina ia para a casa da avozinha a pé! Não tem transporte público! Não tem transporte público! E foi devorada viva... Um lobo, um lobo safado. Põe na tela!! Porque eu falo mesmo, não tenho medo de lobo, não tenho medo de lobo, não!'

REVISTA VEJA
'Lula sabia das intenções do lobo'

REVISTA CARTA CAPITAL
'O lobo atua desde os tempos do neoliberalismo de FHC'

REVISTA CLÁUDIA
'Como chegar à casa da vovozinha sem se deixar enganar pelos lobos no caminho'

REVISTA NOVA
'Dez maneiras de levar um lobo à loucura na cama'

FOLHA DE S. PAULO
Legenda da foto: 'Chapeuzinho, à direita, aperta a mão de seu salvador'
Na matéria, box com um zoólogo explicando os hábitos alimentares dos lobos e um imenso infográfico mostrando como Chapeuzinho foi devorada e depois salva pelo lenhador.

O ESTADO DE S. PAULO
'Lobo que devorou Chapeuzinho seria filiado ao PT'

O GLOBO
'Petrobrás apóia ONG do lenhador ligado ao PT que matou um lobo pra salvar menor de idade carente'

ZERO HORA
'Avó de Chapeuzinho nasceu no RS'

AQUI
'Sangue e tragédia na casa da vovó'

REVISTA CARAS (Ensaio fotográfico com Chapeuzinho na semana seguinte) Na banheira de hidromassagem, Chapeuzinho fala a CARAS
'Até ser devorada, eu não dava valor para muitas coisas da vida. Hoje sou outra pessoa'

PLAYBOY (Ensaio fotográfico no mês seguinte)
'Veja o que só o lobo viu'

REVISTA ISTO É
'Gravações revelam que lobo foi assessor de político influente'

G MAGAZINE (Ensaio fotográfico com lenhador)
'Lenhador mostra o machado'

SUPER INTERESSANTE
'Lobo mau! mito ou verdade?'

DISCOVERY CHANNEL
'Vamos determinar se é possível uma pessoa ser engolida viva e sobreviver'

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Coisas da política interiorana


Era uma vez um advogado do PT da época das greves chamado Maurício Soares. Candidatou-se pelo partido a prefeito nas eleições municipais de 1988 e foi eleito com facilidade. Fez uma boa administração.

Por isso, quando se candidatou novamente em 1996 foi eleito fácil, dessa vez pelo PSDB. O mesmo ocorreu em 2000 quando foi reeleito pelo PPS. Nessa última concorreu com Vicentinho que disputava pelo PT.

Durante a campanha, Vicentinho denunciou que havia uma trama em que, após eleito, Maurício Soares renunciaria e seu vice Dr. Dib assumiria a prefeitura. Se ele chegou a dizer isso mesmo eu não ouvi, mas a renúncia de Maurício Soares realmente ocorreu por "problemas de saúde". O Dr. Dib assumiu e candidatou-se à reeleição em 2004 contra o mesmo Vicentinho. Ganhou.

Nas eleições deste ano ocorre o seguinte: Maurício Soares agora apóia o candidato do PT, Luiz Marinho, e o Dr. Dib faz campanha pelo candidato do PSDB, Orlando Morando. A terceira força que havia, Alex Manente do PPS, apóia agora no segundo turno o candidato do PT. Estranhei um pouco isso, pois seu pai, Otávio Manente, um dos candidatos a vereador mais votados, fazia parte do gabinete do Dr. Dib até dois anos atrás.

Uma explicação poderia ser o se fala à boca pequena. Luiz Marinho, virtualmente eleito, tem ambições políticas bem mais altas no governo Lula. Seu vice, o forrozeiro Frank Aguiar (!?), também. Na ausência dos dois, assumiria o presidente da Câmera dos Vereadores, que tem grande chance de ser o Otávio Manente.

Fantasioso, mas faz sentido. A conferir. Não creio que o PT largue o osso assim fácil.

Horário de Verão


Sonhei que estava dormindo,
Mas quando acordei ainda dormia.
Então virei e voltei a dormir,
Sonhando que não teria que acordar.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Das ist Monschau!


Em 1995 estive a serviço com um colega em Colônia, na Alemanha. Foi a primeira e por enquanto única vez que estive na Europa.

Tínhamos um carro à disposição, mas durante a semana íamos a pé do hotel para os restaurantes jantar, atravessando com toda segurança à noite pela estação de trens. Passamos a cada dia nos aventurar um pouco mais longe, mas uma placa de indicação na rua sempre nos indicava o caminho de volta: “Einbahn Strasse”. Era só procurar uma dessas e seguir a seta, que chegávamos de volta ao hotel, passando pela majestosa catedral, que eles insistem em chamar de Dom.

Resolvida a semana de trabalho, procuramos aproveitar o final de semana. Escolhemos, por indicação de alguém, conhecer a cidade de Monschau. Uma antiga cidadezinha, surgida sabe lá Deus quando, provavelmente muito antes do Brasil.

Na ida passamos pela cidade de Aachen, que infelizmente só depois eu soube que Anne Frank havia morado por lá. Em Aachen, entramos em uma confeitaria para tomar alguma coisa, quando me deparei com um doce com um morango maravilhoso em cima. Irresistível! Não estava nem com fome, afinal o café da manhã tomado no hotel provavelmente me garantiria até a hora do jantar, mas, ora bolas, quando eu teria outra oportunidade de comer um morango desses? Pedi. Uma porcaria, nunca vi morango mais sem graça.

Só de raiva fiz pose de turista imbecil.


Monschau fica próxima à fronteira da Alemanha com a Bélgica. Chegando lá, nos deparamos com imagens que poucas fotos conseguem mostrar. Encravada em um vale em forma de “Y”, é realmente encantadora. Lojas e restaurantes típicos, alguns dos quais nem inglês falavam, em que pese ser uma cidade turística. Inesquecível.






Na volta, pela primeira vez também, encontrei neve! Que caipira me sinto escrevendo isso, mas é verdade...



Voltamos no final do dia a Colônia por outra estrada e ficamos preocupados de não achar o caminho para o hotel, embora fosse só perguntar pelo Dom que chegaríamos lá, porém, melhor do que isso, as placas da Einbahn Strasse mais uma vez não nos deixaram na mão.

No último dia, olhando pela janela do escritório que ficava dentro da fábrica, notei que até ali podíamos encontrar a tal indicação. Não resisti e resolvi perguntar para um indiano que trabalhava lá:

- O que é Einbahn Strasse?

Ele me respondeu com o sotaque característico dos indianos:

- Quer dizer “rua de mão única".
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