domingo, 28 de agosto de 2016

Aposentadoria

Eis que em breve chegará o tempo de me aposentar e descansar o esqueleto.

Alguém disse que o trabalho enobrece o homem – meu avô dizia que o cara que inventou isso era um idiota – seja lá como for, creio ter feito a minha parte com a devida nobreza. Por essa e por outras, não tenho planos de trabalhar no futuro... bom, pelo menos nesse esquema de X horas por dia, todo dia, toda semana etc.


Os amigos me perguntam quais os meus planos. Então, caso você seja meu amigo e esteja querendo me fazer essa pergunta, lá vai a resposta: pela manhã, acordar de causas naturais, sem despertador; tomar café com calma; caminhar; ler; assistir filmes e séries; escrever; aprender a desenhar; ler mais um pouco; visitar museus e exposições; ir ao cinema; fazer as refeições sossegadamente; ler de novo e dormir na hora que estiver com sono. Não pretendo passar meus dias de pijama, mesmo porque eu só durmo de cuecas, não pegaria bem.


A quantidade das minhas tarefas diárias baixará a um nível administrável.

Quase sempre haverá um tempo de sobra.


A previsão do tempo, pouco ou nada me importará.


Não mais detestarei as segundas-feiras. Não ligarei para feriados. Na prática, a semana passará a ter seis sábados e um domingo, ou seja, terá somente dias úteis.


Enfim, tem tudo para ser divertido. Pena que ainda faltam dois meses.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Etiquetas

Etiqueta em roupa é o seguinte: se você deixa, ela pinica; se você corta, ela pinica; se você tira, rasga a roupa na costura. Por que não colocam a etiqueta no...? (no deles, claro!)

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Pressa, pressa, pressa...

Ainda sobre cartas e emails, uma coisa que me impressiona é a velocidade alucinante com que se espera uma resposta para uma mensagem. Pressa, pressa, pressa...

Embora seja uma ferramenta do século passado (e que algumas pessoas ainda insistem em usar), na verdade não faz muitos anos que quando se queria mandar uma mensagem para alguém, utilizava-se dos serviços dos correios.

Uma carta era escrita e postada, e a resposta era aguardada para dali 15 a 30 dias dependendo da distância. Se havia urgência na comunicação, podia-se utilizar de um telegrama, mas a mensagem tinha que ser bem concisa, pois era relativamente caro. E todo mundo ficava contente com isso.

O surgimento da internet e do email mudou essa percepção. O envio da mensagem é quase instantâneo. Por extensão, sabendo disso, quando alguém manda um email espera que o recebedor também responda rapidamente, se possível no mesmo dia. Se demorar muito para chegar a resposta, é um Deus nos acuda. Pressa, pressa, pressa...

Quando se pensa que não pode piorar essa pressa, aparecem os aplicativos de comunicação tipo Whatsapp, na qual a resposta é esperada dentro dos próximos segundos, do contrário é o caso de se ligar para os hospitais e a polícia para saber o que aconteceu que a resposta ainda não veio. Pressa, pressa, pressa...

Onde vai parar isso?

Não sou especialista no assunto, mas creio que isso afeta profundamente não só o modo com que nos comunicamos, obviamente, mas principalmente a qualidade do que comunicamos.

PT SAUDACOES

domingo, 26 de junho de 2016

Por princípio

De uma biografia de Oswald de Andrade, pesquei essa frase de Bernard Shaw. Tão atual, por que não?

"Está mais próximo do homem natural quem come caviar com gosto do que quem se abstêm de álcool por princípio".

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Frio psicológico


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